segunda-feira, 18 de março de 2019

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O Miami Dolphins encerrou na última sexta-feira (15) o seu vínculo com o Quarterback Ryan Tannehill, escolha de 1ª rodada em 2012 e que por sete  temporadas liderou o ataque da franquia. Aos 30 anos, o QB se despediu da Florida para jogar no Tennessee Titans, onde será o reserva imediato de Marcus Mariota. O acordo, que pegou alguns torcedores de surpresa, faz parte do processo de reconstrução do time da AFC Leste, escancarado neste domingo (17) pela assinatura de um contrato de dois anos com o veterano QB Ryan Fitzpatrick, ex-Bucs.

Na NFL, o chamado “Rebuild” acontece constantemente, seguindo algumas regras implícitas. Além de negociar seus jogadores mais conhecidos por escolhas de draft – Tannehill foi trocado por uma pick de 7ª rodada neste ano e 4ª em 2020 – Miami não foi agressivo no mercado, controlando os seus gastos e visando a reformulação do elenco por meio do recrutamento. Outra boa notícia para a franquia é que a negociação envolvendo o QB vai liberar U$ 33 milhões no salary cap durante as próximas duas temporadas. Não é difícil entender o motivo que levou Miami a negociar um jogador marcado por lesões e que só iniciou 11 dos últimos 32 jogos do time.

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Sob o comando de Brian Flores em 2019, o Dolphins não está preocupado em vencer neste momento. O que soa como contraditório agora, funcionará como estratégia para construir um futuro mais competitivo, dentro de uma divisão que atualmente conta com duas equipes passando pelo mesmo processo. Em Nova York e Buffalo, dois jovens Quarterbacks estrearam na NFL em 2018, tiveram seus momentos de aprendizado e conduzirão neste ano dois times mais equilibrados e prontos para competir. Assim como Miami, Bills e Jets escolheram passar por um projeto de reconstrução nas últimas temporadas e já começam a colher os frutos, mesmo que lentamente.

O que esperar de Miami em 2019?

A contratação de Brian Flores, peça chave na condução do sistema defensivo construído pelo New England Patriots, é uma das apostas do Dolphins para 2019. Com um dos elencos mais limitados da NFL em suas mãos, Flores terá que contar com a colaboração da diretoria e dos torcedores para dar início a um processo que pode demorar para dar resultado. Em um primeiro momento, por conta da sua experiência no setor de defesa, a intenção é que ele possa dar uma nova cara ao grupo do Dolphins, responsável na última temporada por alguns dos piores números da liga cedendo jardas aéreas e terrestres aos rivais.

A contratação de Ryan Fitzpatrick é um sinal claro dado pelo GM Chris Grier e pelo dono do time, Stephen Ross, de que a franquia não está completamente intrigada pela classe de Quarterbacks deste ano no draft. “Fitzmagic”, que nas últimas temporadas vem funcionando como um QB de transição para a próxima aposta dos times na posição, fechou com a equipe por dois anos e, pelo menos em 2019, deverá ser o titular sem muita contestação. Com a 13ª escolha geral nas mãos, a diretoria do Dolphins está em boa posição para conseguir um bom valor defensivo, o que agradaria bastante o novo treinador e seria um movimento mais lógico pensando no rebuild da equipe.

Com Tua Tagovailoa comandando a classe de QBs em 2020, Miami não tem pressa para definir a situação da posição neste momento e pode começar a reformular o elenco por outros setores considerados mais críticos. Embora o conceito de tankar – Expressão usada para classificar um time propositalmente pouco competitivo – nunca seja confirmada pelas franquias, em 2019 o Dolphins se junta ao New York Giants como as duas equipes em processo mais claro de transição dentro da NFL, já pensando nos movimentos futuros.

Nem sempre esta estratégia dá certo, mas na atual forma de estrutura da liga, ela é a mais recomendada para times em reconstrução. Dentro da divisão que ostenta o atual campeão do Super Bowl e dois times em desenvolvimento, Miami ainda terá que enfrentar adversários da AFC Norte e NFC Leste nesta temporada, além de Chargers e Colts, equipes que fizeram boas campanhas em 2018. Com pouca ambição para o novo ano que se inicia, o Dolphins começará mais uma vez do zero para tentar voltar a ser relevante em um futuro próximo.


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