quinta-feira, 22 de agosto de 2019

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A NFL anunciou na última semana o retorno do WR Josh Gordon ao futebol americano profissional. Suspenso no final da temporada 2018/19 por violar a política de uso de substâncias da liga, o recebedor do New England Patriots ainda não foi completamente liberado para treinar com a equipe e precisa evoluir fisicamente para reconquistar a vaga de titular na rotação do Pats. Mais importante neste momento do que uma data oficial para o retorno do WR aos gramados, é entender a sua importância para o jogo aéreo dos Patriots e como ele pode finalmente se livrar dos problemas extracampo que seguem atrapalhando a sua carreira.

Aos 28 anos, Gordon chegou à New England no início da última temporada e atuou entre as semanas 4 e 15, antes de ser novamente suspenso indefinitivamente pela NFL. O seu impacto no ataque comandado por Tom Brady e orquestrado por Bill Bellichick foi imediato, fazendo com que a equipe somasse uma média de 60 jardas aéreas e 2.5 pontos a mais por jogo com a presença do camisa 10 em campo. Individualmente, o jogador também correspondeu as expectativas, se tornando o 2º melhor recebedor da liga no período em jardas por recepção (Média de 18). Se Tom Brady é conhecido por melhorar os números dos seus companheiros de equipe, Gordon também realizou essa façanha em 2018; Desde 2006 o QB não somava uma média tão alta de jardas por tentativa na direção de um WR quanto o 11.3 do ano passado com Gordon.

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Ao longo da temporada, o recebedor teve alguns momentos que fizeram os fãs do futebol americano relembrarem o seu auge em Cleveland, se tornando um verdadeiro “missmatch” para as defesas rivais em duelos individuais.  As 40 recepções, 720 jardas e os 3 touchdowns anotados pelo camisa 10 em 2018, representaram os melhores números do atleta desde as suas temporadas mais brilhantes em 2012 e 2013. Sob o comando de Bellichick, Gordon mostrou que ainda é capaz de jogar o esporte em alto nível, caso consiga se manter focado no objetivo. Com ele em campo, o Patriots se benefIcia de uma combinação única de talento físico e velocidade na posição de recebedor e não é por acaso que a franquia fará de tudo para que o atleta tenha condições de atuar novamente na NFL.

A CONTURBADA CARREIRA DE JOSH GORDON

Escolhido no draft suplementar em 2012 pelo Cleveland Browns, Gordon teve uma ascensão muito rápida – e até inesperada –  ao topo da sua posição na NFL. Em seus dois primeiros anos, o jogador somou mais de 2000 jardas aéreas e um total e 13 TDs, se tornando um dos jogadores mais valorizados de uma geração reconhecidamente fracassada em Ohio. Assim como a sua chegada ao topo, a queda do então camisa 12 também foi meteórica, sendo suspenso indefinitivamente pela liga em 2014 por violar a política de substâncias imposta pela NFL.  Seria a primeira de uma série de suspensões impostas ao jogador, que ficou fora das temporadas de 2015 e 2016, retornando ao esporte apenas em 2017.

A mudança de ares que parecia estar fazendo bem ao jogador em New England não foi capaz de fazer com que ele evitasse ser suspenso pela 4ª vez na carreira em dezembro do ano passado. Mesmo sem Gordon, o Patriots conseguiu se impor nos playoffs e venceu o Super Bowl contra o Rams, adicionando mais uma conquista a sua galeria. Para o jogador, ficou a sensação de trabalho inacabado e a esperança é que ele possa se redimir em 2019 atuando de forma integral e sem distrações.

Após se afastar do futebol americano para tratar da sua saúde mental e retornar nessa temporada em condições de contribuir, Gordon passará agora por mais uma prova de fogo em sua carreira, tanto profissionalmente quanto na vida pessoal.  Jack Easterby, “técnico de comportamento” do Patriots durante a primeira passagem do jogador pela equipe, foi um dos profissionais mais próximos de Gordon naquele período, fato reconhecido pelo capitão do time de especialistas de New England, o WR Matthew Slater. “Ninguém será capaz de fazer o que Jack fez, obviamente”, afirmou o jogador.

Uma das figuras mais respeitadas dentro do elenco, ele também falou sobre as batalhas dentro e fora de campo que Gordon terá que enfrentar. “Eu não me importo se ele irá receber 200 passes na temporada. O que importa é se ele está se sentindo bem como pessoa, se está evoluindo fisicamente e mentalmente. O retorno dele parece ser uma boa notícia e isso é o mais importante”, afirmou o jogador em entrevista recente. Agora sem a presença de Easterby, que se transferiu para o Texans, Josh Gordon terá o apoio de outras figuras dentro do Patriots para voltar a atuar em grande nível e, mais importante do que isso, finalmente se recuperar como ser humano.


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