terça-feira, 30 de julho de 2019

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Neste momento, as equipes estão reunidas treinando as vésperas do início da pré-temporada e notícias sobre insatisfação de jogadores com seus atuais contratos, com alguns fazendo greve por falta de acordo com suas respectivas equipes. A situação de greve de estrelas é comum neste momento da temporada, principalmente de jogadores que entrarão em último ano de contrato, sendo comuns nos últimos anos os casos de greve de estrelas escolhidas na primeira rodada do draft e que não desejam jogar na opção de quinto ano sem um acordo longo firmado com a equipe onde estão.

Os casos mais emblemáticos de 2019 são de jogadores da posição de running back, como Ezekiel Elliot e Melvin Gordon, que tem o grande problema da desvalorização da posição por parte das franquias. Algumas trocas bombásticas poderiam solucionar alguns desses dilemas contratuais, fazendo com que as franquias, os jogadores e os agentes fiquem felizes.

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RB Duke Johnson do Cleveland Browns pelo DE Vic Beasley do Atlanta Falcons

Johnson requisitou troca por achar que não será valorizado pelo Cleveland Browns após a chegada de Kareem Hunt no backfield da equipe, já preenchido por Nick Chubb e sua boa temporada de calouro. Johnson levaria uma versatilidade para o backfield de Atlanta que Dan Quinn perdeu com a saída de Tevin Coleman, sendo que Johnson é ótimo recebedor e seria uma arma útil para Matt Ryan.

Beasley caiu vertiginosamente de produção desde 2016, onde foi o líder da liga em sacks e a ida para Cleveland poderia significar novos ares e uma oportunidade de jogar em um time recheado de talento com potencial para ajudar Beasley a voltar ao Super Bowl. O teto salarial não seria problema para o Cleveland Browns, que tem algumas estrelas em contrato de calouro como Baker Mayfield e Myles Garrett, sendo um típico movimento de all-in de John Dorsey para levar o time longe na temporada.

WR Mike Williams do Los Angeles Chargers pelo RB Leonard Fournette do Jacksonville Jaguars

Com a greve de Melvin Gordon, o Los Angeles Chargers poderia aproveitar uma situação de troca para conseguir um novo running back em contrato de calouro que vem em baixa trocando por Leonard Fournette. Fournette que saiu de LSU como o novo Adrian Peterson jogou bem em sua temporada de calouro, mas as lesões vem atrapalhando sua carreira desde então e um time com profundidade de talento e condições de chegar ao Super Bowl também fariam bem ao running back. Jacksonville receberia Mike Williams, recebedor que também saiu do futebol americano universitário com bastante prestígio, adicionaria muito ao pobre corpo de recebedores de Jacksonville. O Chargers poderia aproveitar Keenan Allen saudável e esse desespero por dar novas armas a Nick Foles e pedir alguma escolha de draft na negociação, uma vez que existe o risco de lesão de Fournette.

WR AJ Green do Cincinnati Bengals pelo CB A.J. Bouye do Jacksonville Jaguars

Com a lesão de A.J Green e sua idade já na casa dos 30 anos, o Cincinnati Bengals poderia tentar capitalizar em cima do talentoso recebedor, que sofreu com lesões também em 2018, mas ainda produz como um verdadeiro wide reciever número 1. Seu contrato no último ano também poderia ser um fator para considerar a troca. Mais uma vez, o destino poderia ser Jacksonville, desesperada por recebedores. Green poderia ser o tão sonhado recebdor de confiança de Nick Foles para situações críticas de jogo e ainda seria um possível mentor para os mais jovens. Em troca, Jacksonville cederia o cornerback A.J Bouye e seu contrato pesado, que vai até 2021. Bouye, foi um dos melhores jogadores da posição em 2017, mas sofreu com lesões em 2018 e caiu de produção. Seu contrato é bem alto e poderia atrapalhar em uma possível renovação de Jalen Ramsey no futuro.

RB Melvin Gordon do Los Angeles Chargers pelo WR Taylor Gabriel do Chicago Bears

Aproveitando o cenário fictício criado pela troca de Mike Williams por Leonard Fournette, o Los Angeles Chargers poderia trocar o running back Melvin Gordon para Chicago. Gordon complementaria a rotação do backfield em Chicago com Tarik Cohen e David Montgomery. O alto preço pedido por Gordon para uma renovação e sua disposição em fazer greve podem fazer o time de Los Angeles perder poder de barganha e ter de adicionar escolhas de draft na negociação. Em compensação, Chicago cederia Taylor Gabriel, que cairia como uma luva como arma para Phillip Rivers em profundidade e compensaria o cenário da troca de Mike Williams. Gabriel, que teve o melhor ano de sua carreira em números em 2018, chegaria para trazer o ataque de Los Angeles a um nível de brigar pelo título.

RB Ezekiel Elliot do Dallas Cowboys pelo WR Devante Parker do Miami Dolphins

Com os recentes episódios de running backs e seus agentes pedindo contratos gigantes e os general managers deixando claro que não precisam de um líder da liga em jardas corridas para ser campeão, Zeke pode vir a ser o próximo dos running backs de nível de Pro Bowl a ter uma novela com sua franquia. Jerry Jones adoraria fazer barulho e envolver o nome de sua franquia em uma troca bombástica. No outro lado, o Miami Dolphins com a indefinição na posição de quarterback, uma possível escolha alta no próximo draft e jogadores que não engrenam e rendem o esperado de seus potenciais, como Kenyan Drake e Devante Parker, o Miami Dolphins terá uma espaço gigante no teto salarial em 2020 e pode pagar a Zeke o que ele deseja, fazendo com que ele seja o corredor que vá sustentar um ataque com quarterbacks instáveis como Josh Rosen, Ryan Fitzpatrick ou um calouro da classe de 2020, como Tua Tagovailoa.

Um empecilho para troca seria a vontade de Brian Flores, sendo que o treinador principal de Miami vem de New England, onde a cultura não é de dar grandes contratos, principalmente na posição de running back. Para o Dallas Cowboys, a compensação com Devante Parker e algumas escolhas de draft (ou o próprio Kenyan Drake) seria útil para o ataque e daria fôlego na negociação contratual de Dak Prescott.

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