terça-feira, 13 de junho de 2017

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Continuamos nossa série sobre os maiores jogadores que passaram pela NFL e nesse texto falaremos sobre um dos maiores defensores da NFL, que liderou o New York Giants nas décadas de 1980 e 1990, para ser uma das maiores defesas da história.

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Lawrence Julius Taylor, ou L.T., como era mais conhecido, nasceu em 4 de fevereiro de 1959 em Williamsburg, Virginia. Foi o segundo de três filhos de Clarence e Iris Taylor. Seu pai trabalhava como despachante nos estaleiros de Newport News, enquanto sua mãe era professora. Taylor jogou beisebol durante sua infância e começo da adolescência, isto porque a mãe achava o futebol americano muito perigoso e temia pelo filho, que só começou a praticar o esporte aos 15 anos de idade.

Por ter começado a jogar relativamente tarde, não era um dos atletas mais cotados do colégio e foi para a faculdade de North Carolina. Foi recrutado em 1977 como um homem de linha ofensiva, só mudando para LB dois anos mais tarde. Era um líder e capitão da equipe e teve anos espetaculares, como em 1980 quando totalizou 16 sacks. Taylor foi selecionado para o time ideal do país, estabelecendo vários recordes defensivos. Por fim, ainda teve sua camisa aposentada pela Universidade de North Carolina.

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Foi selecionado no Draft de 1981 pelo New York Giants na primeira rodada (2ª escolha geral), mostrando o quanto apostavam no seu potencial. A certeza era tão grande que Taylor seria um dos maiores que 26 dos 28 General Managers da NFL declararam que queriam selecionar o jogador e George Young, do Giants, definiu o defensor da seguinte maneira: “Taylor é o melhor LB que eu vi na faculdade. Eu vi Dick Butkus jogar, mas ele é maior e mais forte do que era Butkus. Ele é devastador”. Taylor decidiu usar o número #56 na NFL em homenagem a seu grande ídolo: o LB Thomas Henderson, do Dallas Cowboys.

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Ele já impressionava nos treinamentos, sendo chamado por seus companheiros de Superman. Taylor estreou em temporada regular em 6 de setembro de 1981 com uma derrota para o Philadelphia Eagles por 24 a 10. Entretanto, teve um ano espetacular, pois terminou com 9,5 sacks e foi escolhido como “Defensive Rookie of the Year” e também o “Defensive Player of the Year”. O impacto da chegada de L.T. na defesa do Giants foi tão grande que reduziu a quantidade de pontos cedidos de 425 em 1980 para 257 em 1981. Por isso, muitos consideram esta a melhor temporada de um calouro desde a criação da NFL. A equipe de New York foi aos playoffs com uma campanha de 9-7, mas terminou eliminada pelo campeão San Francisco 49ers. Em contraste com seu sucesso dentro de campo, Taylor já mostrava que teria alguns problemas fora dele: bateu o carro por excesso de velocidade e quase morreu, fazendo com que o Giants fizesse um seguro de vida para ele no valor de U$ 2M.

Em sua segunda temporada, Taylor foi novamente espetacular e conseguiu ser eleito o “Defensive Player of the Year” pelo segundo ano consecutivo. Uma das jogadas mais excepcionais de sua carreira também aconteceu nessa temporada, contra o Detroit Lions, quando ele interceptou uma bola e correu 97 jardas para dar a vitória ao Giants. Mesmo muito jovem, começava a ser questionado por não ter o mesmo sucesso em jogos de playoffs, já que novamente foi parado pelo campeão 49ers. Na temporada de 1985, Taylor liderou a defesa da franquia com 13 sacks,  contudo, não fez a história ser diferente na pós-temporada: dessa vez, a derrota veio contra o Chicago Bears.

A temporada de 1986 foi especial para Taylor e para todos os fãs da NFL: ele conseguiu 20,5 sacks e se tornou apenas o segundo jogador de defesa a ser eleito MVP da temporada regular. A decisão desse prêmio veio de maneira unânime e de quebra, obviamente, foi eleito o “Defensive Player of the Year” pela terceira vez. O ano não foi só de conquistas individuais para Taylor, mas também coletivas. O Giants foi campeão do Super Bowl XXI após derrotar o Denver Broncos por 39 a 20. Esse título, sem dúvidas, coroou as temporadas de glória deste LB: em apenas seis anos na NFL, ele já tinha sido nomeado “Defensive Rookie of the Year” (1981), “Defensive Player of the Year” três vezes (1981, 1982 e 1986), escolhido para o Pro Bowl seis vezes (1981, 1982, 1983, 1984, 1985 e 1986) e se tornou o primeiro jogador da história a vencer o prêmio de MVP por unanimidade dos votos.

Em 1987, a temporada não foi das melhores para o Giants e nem para Taylor, que encerrou sua sequência de 106 jogos consecutivos como titular devido à uma lesão no tendão. Na temporada seguinte, um problema que seria recorrente na vida de Lawrence Taylor: ele testou positivo para o uso de cocaína e foi suspenso por 30 dias pela NFL. O atleta foi internado em uma clínica de reabilitação e perdeu quatro jogos da temporada regular. Mesmo com esses problemas, ele se manteve focado e fez mais uma temporada espetacular, conseguindo 15,5 sacks em 12 jogos.

Em 1990, se tornou o jogador de defesa mais bem pago da NFL, quando passou a ganhar U$ 5M em um contrato de três anos. Nessa temporada, ele teve mais um ano excelente e liderou novamente sua equipe à um título: vitória contra o Bills no Super Bowl XXV em uma das partidas mais emocionantes da história. Infelizmente, essa acabou sendo a última grande temporada de Lawrence Taylor nos gramados.

taylorNo ano seguinte, o técnico Bill Parcells se aposentou, e isso influenciou  L.T dentro de campo. O atleta não jogou tão bem e não foi escolhido para o Pro Bowl pela primeira vez na carreira. Em 1992 vinha muito bem, mostrando  que podia se recuperar, mas um rompimento no tendão de Aquiles contra o Green Bay Packers acabou com a sua temporada. Ele ainda voltou  em 1993 e foi para os playoffs com o Giants, mas o time acabou derrotado pelo 49ers por  44 a 3.  Pouco antes do final dessa derrota, Taylor foi filmado totalmente emocionado na beira do campo e na coletiva pós-jogo deu a seguinte declaração: “Eu acho que é hora de me aposentar. Eu fiz  tudo que podia fazer, estive em Super Bowls e fiz  coisas que outras pessoas não são capazes de fazer neste jogo. Depois de  13 anos, está na hora de eu ir”.

Na carreira, além de ter sido um jogador espetacular, Taylor mudou a forma como eram montados os esquemas para defender a pressão. John Madden definiu a importância de Taylor para o jogo: “Lawrence Taylor, na defesa, teve um impacto tão grande como nunca vi outro jogador conseguir. Ele mudou como a defesa joga, como a pressão é feita, a forma como os LBs jogam e como bloquear os LBs”. O técnico Joe Gibbs, do Washington Redskins, desenvolveu o esquema com dois TEs justamente para tentar parar os avanços comandados por Taylor. Enquanto esteve atuando, inúmeros treinadores buscavam maneiras de conter o atleta.

Depois da aposentadoria, L.T. se tornou comentarista de televisão por algum tempo. Após isso, ainda teve participações em alguns filmes, como “Um Domingo Qualquer”, e participou de séries da HBO, como “The Sopranos”. Em 2009, outro problema com a justiça: ele foi acusado de ter relações sexuais com uma menor de idade, em 2011 declarou-se culpado pelo caso e foi condenado a seis anos em liberdade condicional.

Dificilmente um jogador terá uma carreira perfeita. Lawrence Taylor foi um gênio dentro de campo e isso é o que mais importa para nós. O LB era reconhecido pela liderança e por “dar tudo” de si durante os jogos. Obviamente teve o seu número #56 aposentado pelo New York Giants e foi introduzido ao Hall do Fama da NFL em 1999. Um fato curioso de Taylor é que, em 1968, com apenas nove anos de idade, escreveu que queria ser famoso e milionário antes dos 30 e, pensando bem, ele conseguiu.

Informações de Lawrence Taylor na NFL (1981-1993):

  • 10 vezes escolhido para o Pro Bowl (1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990)
  • 10 vezes eleito para o All-Pro Team (1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990)
  • 2 vezes campeão do Super Bowl (XXI e XXV)
  • MVP da NFL (1986)
  • Líder da NFL em Sacks (1986)
  • 3 vezes eleito o “Defensive Player of the Year” (1981, 1982 e 1986)
  • Defensive Rookie of the Year (1981)
  • Camisa #56 aposentada pelo New York Giants
  • 1.088 tackles, 142 sacks, 9 INTs e 2 TDs
  • Hall da Fama (1999)
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