terça-feira, 19 de março de 2019

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A primeira (e principal) leva de contratações dessa Free Agency já passou. Com os ânimos um pouco mais assentados, já temos uma boa base para analisar como os times atacaram suas necessidades, como as posições reforçadas (e também as que não foram endereçadas) por cada time nos ajudam a perceber como cada equipe enxerga a classe do draft que se aproxima.

Mas indo além da visão com os óculos do draft, o sucesso de times como o Jacksonville Jaguars em 2017 e o Los Angeles Rams em 2018, equipes que investiram pesado na Free Agency, fez com que alguns times agissem de forma mais agressiva do que o de costume. O que não quer dizer que gastar mais passou a ser garantia de sucesso. Historicamente, sai vencedor da Free Agency quem gasta melhor, não necessariamente quem gasta muito.

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Há maneiras e maneiras de se “gastar melhor”, tudo depende do contexto do teto salarial e do elenco do time em questão. Mas uma tática já consagrada e que nunca sai de moda é fugir dos grandes contratos e apostar em jogadores reconhecidamente talentosos mas que, por uma ou outra razão, acabam saindo em contratos não tão caros. E o post de hoje vai listar algumas dessas contratações não tão badaladas, mas que podem se revelar verdadeiras barganhas dentro de alguns meses.

RB Tevin Coleman (San Francisco 49ers) – Coleman poderia ter ganho muito mais dinheiro se tivesse postado números maiores no ano passado na ausência do lesionado Devonta Freeman. Sorte do 49ers, que ganha uma arma já conhecida de Kyle Shanahan e pagará a ele apenas US$ 3,6 milhões em 2019, podendo dispensá-lo no fim da temporada sem nenhum impacto no teto salarial, caso as coisas deem errado.

FS Eric Weddle (Los Angeles Rams) – Weddle foi dispensado pelo Baltimore Ravens, o que não quer dizer que o veterano esteja em declínio. O Rams perdeu LaMarcus Joyner para o Raiders, e foi buscar em Weddle uma reposição excelente no curto prazo e mais barata que seu antecessor (máximo de US$ 12 milhões em 2 anos).

RB Carlos Hyde (Kansas City Chiefs) – Hyde tinha um 2018 promissor, ao assinar um bom contrato com o Browns. Deu tudo errado. Ele não se firmou, foi trocado para o Jaguars no meio da temporada, também não conseguiu espaço por lá e acabou dispensado. Assim, seu valor de mercado despencou. Isso se tornou uma boa oportunidade para o Chiefs, que pagará apenas US$ 2,8 milhões pelos seus serviços em 2019. Se Hyde reviver seus tempos de 49ers, excelente. Se não, o risco é mínimo.

SS Ha Ha Clinton-Dix (Chicago Bears) – Antes da contratação de Clinton Dix pelo Bears, Landon Collins, Earl Thomas e Tyrann Mathieu fecharam contratos com valores superiores a US$ 14 milhões por ano. Ha-Ha pode não estar no mesmo nível dos citados, mas custará ao Bears apenas US$ 3,5 milhões em um ano. Uma verdadeira barganha, e uma peça de reposição digna para um jogador importante que saiu…

SS Adrian Amos (Green Bay Packers) – O argumento para Amos é o mesmo que eu usei para Clinton-Dix. Embora o novo Packer tenha custado bem mais (até US$ 37 milhões em 4 anos), ele é um jogador melhor, e um excelente custo benefício quando comparado com os maiores contratos dos jogadores da posição. De quebra, Green Bay ainda tirou um jogador importantíssimo do seu maior rival.


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