quarta-feira, 1 de maio de 2019

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Por mais difícil que seja avaliar uma escolha como positiva ou negativa, uma vez que todos sabemos que essa resposta só será completa quando o jogador de fato entrar em campo na NFL, fato que muitas vezes ainda demandará um bom tempo para poder ser feito (alguns anos), sempre fazemos essas avaliações dos jogadores com base no talento mostrado no college, sua produção, disciplina, capacidade e principalmente a projeção do jogador no próximo nível, pensando como prospecto que entra para atuar na NFL.

Desse ponto é que partimos para dizer se uma escolha foi boa ou não, principalmente levando em consideração a altura e momento em que ocorre no Draft, se foi em uma posição posterior ao que era esperado/projetado, o que se chama de “steal”, com o time valendo-se da situação para pegar o jogador numa posição mais abaixo do processo, aquém do que seu talento e potencial diz. Já no outro extremo, temos o denominado “reach”, quando a equipe seleciona um jogador com talento ou potencial menor, mas em uma posição mais elevada do que o esperado no Draft.

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Partindo desses pressupostos, passemos a mostrar e discorrer um pouco sobre algumas das melhores e mais valiosas escolhas realizas na segunda rodada do evento da última semana:

Pick 33 – CB Byron Murphy, Washington – ARIZONA CARDINALS

Nada mal reforçar um setor carente do elenco com o melhor jogador da posição numa classe certo? Imagine então conseguir fazer isso no 2º Round. Foi exatamente o que aconteceu aqui com o Arizona Cardinals, tido por muitos, inclusive por mim, como o melhor o cornerback da classe, Murphy acabou caindo para o segundo dia do Draft, muito por conta da fragilidade e deficiência da classe de CBs no geral, que só teve um atleta escolhido na primeira rodada, fator que foi crucial para muitos times deixarem a posição para segundo plano e proporcionaram essa queda do jogador.

Tem tudo para chegar e já contribuir desde o início nos Cardinals, formando uma bela dupla no setor com o veterano e muito talentoso Patrick Peterson.

Pick 35 – OT Jawaan Taylor, Florida – JACKSONVILLE JAGUARS

O jogador já era cotado com uma possível escolha para o time, mas na primeira rodada, com sua queda vertiginosa no board, o valor foi tentador demais para a equipe da Flórida nesse ponto, que conseguiu acertar uma troca para subir e pegar o jogador na escolha 35. Embora não se saiba exatamente se uma condição médica e um problema no joelho tenha sido mesmo o fator para o atleta não ter sido selecionado no início, o fato é que vários jogadores de qualidade e valor duvidosos foram chamados antes e o Jaguars se deu muito bem com isso, pegando um possível e provável titular para sua OL, aumentando a proteção e investimento feito no QB Nick Foles.

OT Jawaan Taylor, na noite do Draft

 

Pick 41 – OT Dalton Risner, Kansas St. – DENVER BRONCOS

Mais um ofensive lineman com valor de primeira rodada que sobrou para a segunda e caiu no colo do Denver Broncos, que não precisou nem mesmo trocar para subir e garantir o jogador. Mais uma vez as escolhas estranhas da posição no final do 1º Round foi um fator para proporcionar essa queda do jogador no board. Jogador extremamente sólido, regular e capaz de executar e desempenhar bem todas as vertentenses de um OL, chega na equipe com boa capacidade para ser titular e traz uma versatilidade importante, pois pode ser trabalhado tanto como right tackle, como no interior da OL, jogando como Guard.

Pick 46 – CB Greedy Wlliams, LSU – CLEVELAND BROWNS

Não à toa é mais um cornerback nessa lista, a segunda rodada desse ano ou pelo menos a sua metade inicial, pode ser notabilizada pela quantidade grande de jogadores draftados tanto dessa posição, quanto de OLs. Greedy era tido por muitos como principal prospecto da posição na classe, mas aparentemente pesou alguns problemas comportamentais e característicos de seu jogo, de dentro do campo, para levarem a um chamado tão tardio.

Seu nível de competitividade e empenho sempre foi um ponto, com questionamentos relacionados aos tackles e a contribuição para parar o jogo terrestre, sendo considerado por muitos como um CB com comportamento de “diva”, que não gosta de “sujar o uniforme” e apenas fazer e participar das jogadas aéreas mesmo. O fato é que isso não incomodou nenhum pouco o Browns que viu a oportunidade de adicionar um grande talento e tornar sua dupla de CBs uma das mais promissoras da liga, juntando o jogador ao ótimo Denzel Ward, que teve bela temporada de calouro. O trade up aqui foi mais que justificado.

Pick 60 – S Nasir Adderley, Delaware – LOS ANGELES CHARGERS

É incrível Nasir Adderley ter sobrado até esse ponto no Draft, para mim o melhor prospecto da posição, mas de uma classe que realmente oferecia uma profundidade considerável e de muita variedade de talentos, o que até justifica o fato de não ter sido o primeiro, mas não explica sua seleção tão tardia. Os questionamentos por vir da pequena Delaware e ter enfrentado durante toda sua carreira universitária um nível de competividade abaixo, na FCS, podem ter afastado alguns times, mas não os Chargers, que puxaram o gatilho e reforça a sua já excelente secundária com um talento que tem totais condições de ser titular e já cumprir um papel importante desde o início.

S Nasir Adderley

Pick 64 – WR D.K. Metcalf, Ole Miss – SEATTLE SEAHAWKS

Até acredito que Metcalf é um produto que anda está longe ser lapidado e pronto para a NFL desde o primeiro dia, mas é extremamente raro aparecer um prospecto de X receiver que reúna características e atributos físicos tão fortes e potentes quanto o ex-jogador de Ole Miss. É uma combinação incrível de altura, peso, envergadura, velocidade e explosão que todas das equipes buscam num WR.

A queda do jogador no Draft foi especulada por questionamentos e suspeitas com uso de esteroides, algo que não é novidade para o mundo da NFL como um todo. Todavia, o Seahawks não se incomodou ao ponto de deixar o jogador cair para a terceira rodada e garantiu o talento com um trade up, que ´totalmente justificável pelo talento e potencial do jogador. Caso consiga realmente ficar longe desses problemas e não ter confirmado o uso de quaisquer substâncias que culminem em uma suspensão, essa certamente poderá ser umas das escolhas a fazer mais barulho na liga nos próximos anos.

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