segunda-feira, 1 de junho de 2020

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Continuando a minha série de prateleiras da liga, desta vez chego ao ataque, com a primeira posição ofensiva analisada: a posição de running back. Os running backs são os jogadores que mais vêm sentindo a mudança do jogo e as novas formas de se estruturar o jogo do lado ofensivo da bola.

Por ter cada vez mais participação em jogadas aéreas ou na proteção do QB, os running backs precisaram se diversificar e adquirir habilidades além de ser uma carreta que atropela defensores com a posse de bola.

ATENÇÃO: NESTE TEXTO CONSIDERO APENAS O TALENTO DO GRUPO DE RUNNING BACKS, SEJA RECEBENDO, BLOQUEANDO OU CORRENDO COM A BOLA. O DESEMPENHO DA LINHA OFENSIVA E A QUALIDADE DA COMISSÃO TÉCNICA NÃO ENTRARÃO NA ANÁLISE ABAIXO.

 

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As prateleiras são utilizadas para indicar o nível de times, jogadores da mesma posição, lendas do esporte e demais. A vantagem é não ter que colocar posições exatas, como em um power ranking, em caso de dúvida.

Sem mais delongas, vamos a lista dos running backs:

Prateleira 1 – Cowboys, Ravens, Bills

Grupos que prometem brigar pelo topo da lista em 2020, são grupos bem diferentes e talentosos, com a produtividade alta e promessa de muitos pontos para seus ataques.

Ravens e Bills se destacam mais pela diversidade e profundidade de talento. Com um jogo terrestre sólido ano passado, o investimento em dois ótimos calouros no Draft (Zack Moss em Buffalo e J.K. Dobbins em Baltimore) transformam os grupos dos times em seríssimos candidatos a dominar as estatísticas de running backs da liga. O resto dos grupos também têm jogadores úteis como T.J. Yeldon, Justice Hill, além dos titulares do ano passado (Devin Singletary e Mark Ingram)

Já o grupo do Dallas Cowboys, se destaca pelo imenso talento de Ezekiel Elliott, que renovou contrato recentemente e faz bem toda função que lhe concedem no backfield de Dallas. Ao contrário dos outros dois, Dallas não tem tanta profundidade de talento, mas Tony Pollard é um reserva decente e Dallas já o viu segurando as pontas em jogos que Zeke esteve suspenso.

Prateleira 2 – Broncos, Bengals, Chiefs, Giants, Jets, Lions

Aqui temos grupos com bastante qualidade, assim como a prateleira de cima, mas ainda não no patamar da primeira prateleira. Broncos e Chiefs tem grupos que podem chegar ao patamar de cima já nos primeiros jogos do ano, mas as várias mudanças me deixam um pouco cético em relação a classificar os rivais de divisão na elite da posição.

Giants e Bengals, que tem Saquon Barkley e Joe Mixon como donos do backfield, respectivamente, tem complementos decentes no elenco também e podem decolar de produção com a evolução dos seus jovens titulares. O New York Jets teve um ataque desastroso em 2019, incluindo Le’Veon Bell, mas todos sabem do quão talentoso ele é e a adição de Frank Gore (o interminável) traz peso para o grupo, que em questão de talento não deve a ninguém.

O caso do Detroit Lions é curioso. Kerryon Johnson é um ótimo jogador, mas vem sofrendo com lesões em sua carreira. Assim, o time escolheu DeAndre Swift, um dos melhores da posição no futebol americano universitário, jogando em Geórgia. É um backfield talentoso e pode ser a grande surpresa da posição no ano de 2020.

 

 

 

 

Prateleira 3 – Raiders, Steelers, Vikings, Browns, Titans, Panthers, Saints

 

Aqui temos grupos bons, os chamados exércitos de um homem só. Com exceção do Saints, todos os outros grupos tem um corredor que está anos-luz a frente do resto do grupo em relação a talento e deve dominar o volume do backfield. Destaque para o Carolina Panthers e o Tennessee Titans, que contam com os corredores mais prolíficos da última temporada, além de Christian McCaffrey (Panthers) ser um exímio recebedor saindo do backfield.

 

Prateleira 4 – Packers, Eagles, Seahawks, Patriots, Colts, Redskins, Texans, 49ers, Dolphins

 

Aqui contamos com grupos bons, mas com talentos diluídos em um comitê. A maioria desses times dividirá seu volume entre 2, 3 até 4 jogadores e que tem qualidade para correr com consistência durante a temporada. Times como Packers e 49ers devem o sucesso do jogo corrido muito mais ao seu esquema ofensivo do que ao talento de seus corredores.

Um grupo para se olhar com carinho é do Indianapolis Colts. A adição de Jonathan Taylor transforma o grupo sólido em um candidato a explodir nesta temporada.

 

 

Prateleira 5 – Cardinals, Bears, Rams, Chargers, Falcons

 

Aqui temos grupos medianos, cheios de incertezas, mas que tem seu valor. Cardinals e Chargers, por exemplo, contam com Kenyan Drake e Austin Ekeler, dois jogadores que foram bem em 2019 e devem ser os titulares em 2020, mas ainda não inspiram tanta confiança assim, porém, podem produzir muito bem.

A maior incógnita é a volta de Todd Gurley a Geórgia, para jogar no Atlanta Falcons. Gurley, candidato a MVP há poucos anos, tem um histórico de lesão e tentará se manter saudável e voltar a produzir em alto nível em 2020, em uma nova equipe.

 

Prateleira 6 – Buccaneers, Jaguars

São os grupos mais fracos e vão precisar de que os jogadores adicionados no Draft e na Free Agency produzam bem para que o grupo chegue em níveis aceitáveis de competição.

 

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