quarta-feira, 5 de junho de 2019

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Não durou muito a passagem do tight end Austin Seferian-Jenkis por New England, mais precisamente dois meses após assinar com o time, foi noticiada ontem a sua dispensa, sob a alegação de que o jogador precisará se afastar, por pelo menos um mês, das atividades e de seu trabalho de preparação normal por conta de problemas particulares não especificados.

Por mais que tenha se deixado claro a possiblidade do jogador retornar ainda ao próprio Patriots, é no mínimo estranho cortá-lo enquanto tenta resolver esses problemas ou pendências, que em tese têm prazo razoável e não tão duradouro, tornando assim difícil imaginar um possível retorno do atleta a Foxborough. A própria forma de trabalho e o modo de lidar com situações assim por Bill Belichick e seu coaching staff tonam ainda mais complicado imaginar numa possível volta.

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TE Austin Seferian-Jenkins.

Embora não tenha sido uma adição que tenha despertado muito a atenção de todos, seja pelos baixos valores envolvidos (contrato assinado pelo valor mínimo de veterano, por um ano) ou mesmo pela própria fase do atleta, que teve um péssimo ano de 2018, me parecia uma contratação que poderia render frutos muito positivos e além do esperado ao time de New England, que muitas vezes consegue fazer barulho com movimentações silenciosas, exatamente como essa. As razões para crer nisso eram simples e fáceis de serem compreendidas: o time tem uma necessidade premente de jogadores para a posição e o próprio atleta demonstra ainda demonstra um potencial e capacidade a se desabrochar de seu jogo.

Cumpre inicialmente destacar que com a saída de Seferian-Jenkins o corpo de tight ends do Patriots fica ainda mais enfraquecido e extremamente pobre de talento, contando apenas com os seguintes jogadores: Ben Watson, Matt LaCosse, Ryan Izzo, Stephen Anderson e Andrew Beck. O primeiro e principal expoente do grupo, desistiu da já então anunciada aposentadoria para jogar mais um ano, dessa vez pela equipe onde iniciou sua carreira. Apesar dos 38 anos, Watson ainda demonstra competência, porém, ´principalmente para exercer um papel complementar, de TE número 2 do time, sendo um alvo confiável, com boas mãos e rotas eficientes.

Ryan Izzo foi draftado na sétima rodada do ano passado e passou seu ano inteiro de calouro machucado, sem atuar uma única vez. Os demais aletas são todos Undrafted free agents, sem tanto potencial assim, que dificilmente permitem imaginar alguém com a possiblidade de desenvolvimento a ponto de já poder se tornar um contribuidor contumaz com esse ataque, algo que o time tanto necessitará indo para a sua primeira temporada sem a lenda Rob Gronkowski. Por mais que se fale que na prática, dentro de campo, quem substituirá Gronk trabalhando no meio do campo, esticando-o e aparecendo em terceiras descidas seja o calouro WR N’Keal Harry ou mesmo que se dica que os running backs aparecerão mais do que nunca, ainda mais com outra nova adição, Damien Harris. O fato é que a equipe sentirá muita falta do jogador, precisando sim de um TE número 1, com a capacidade de ser minimamente confiável para Tom Brady e possa ajudá-lo em situações cruciais, algo que mesmo também não sendo garantido com Austin, poderia ser mais palpável e possível com uma nova reviravolta na carreira do atleta.

Falando mais nele, chegou na NFL como um dos principais prospectos da posição na classe do Draft de 2014, tendo uma boa e consistente carreira em Washington, foi escolhido logo no início da segunda rodada pelo Tampa Bay Buccaneers.  Em sua primeira equipe, conviveu com inúmeros problemas de lesão, além de problemas extracampo, inclusive com uma séria e delicada questão com alcoolismo, que culminou em sua dispensa no ano de 2016, antes mesmo de terminar o seu contrato de calouro. Pegado pelo New York Jets via waivers, o jogador tentou retomar sua carreira com um novo momento e ambiente, apesar de ainda ter sofrido uma suspensão de dois jogos em 2017, por violar a política de abuso de substâncias da liga, conseguiu ter seu melhor ano em meio a instabilidade que era o time do Jets e conseguiu mostrar um pouco do seu potencial e talento. Foi o suficiente para atrair o interesse do Jacksonville Jaguars na Free Agency, que o contratou em 2018, assinando um bom contrato de 2 anos por $10 milhões de dólares.

Seferian-Jenkins viveu seu melhor ano jogando pelo Jets

Contudo, a experiência em Jacksonville foi decepcionante, assim como todo o ataque do time, que teve um desempenho pífio, sob o comando, na maior parte do tempo, do QB Blake Bortles. Para piorar, o jogador ainda voltou a sofrer com lesões e foi colocado na Injure Reserve precocemente, no início de outubro, encerrando não apenas sua temporada, como posteriormente sua passagem pelo time, que não hesitou em cortá-lo para abrir espaço no CAP e utilizar o dinheiro para outras movimentações.

Aguardemos mais notícias sobre os atuais problemas pessoais que o fez ser dispensado tão prematuramente de uma ótima oportunidade com o Patriots, esperando que não seja nada relacionado ao seu antigo problema com alcoolismo ou mesmo mais alguma situação que o impeça de desempenhar novamente na NFL, pois o talento existe, apesar de longe de poder ser considerado um dos principais jogadores dá posição, mas competente o suficiente para ao menos ser um fator e contribuir bem dentro de campo, ainda mais lembrando que com toda essa rodagem e bagagem, o jogador tem somente 26 anos de idade e muito lenha para queimar.

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