quinta-feira, 9 de maio de 2019

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Durante o processo de avaliações antes do Draft, muito se falou sobre as equipes que poderiam selecionar um Quarterback logo nas duas primeiras rodadas, embora a classe não inspirasse tanta confiança. Cardinals, Redskins, Giants e Broncos foram os times que decidiram apostar em QBs, mas apenas um deles deve começar a semana 1 como titular em sua respectiva equipe. Um dos possíveis candidatos a usar o processo do Draft para começar a construir o futuro foi o Cincinnati Bengals. Contrariando a expectativa, a franquia apostou em nomes para o ataque e chegou a escolher um QB, mas apenas na 4ª rodada, dando um recado direto à Andy Dalton de que o camisa 14 continua sendo o homem de confiança.

Aos 31 anos de idade, Dalton entra em 2019 na sua 9ª temporada como profissional na NFL. O currículo do atleta não deixa a desejar, com três escolhas para o Pro-Bowl e cinco participações consecutivas nos playoffs entre 2011 e 2015. Porém, desde então,  seu desempenho vem caindo de produção junto com o restante do time, gerando desconfiança sobre o seu potencial como um verdadeiro Franchise Quarterback. Outro fator que tira o sono do camisa 14 é o seu recorde na pós-temporada, já que sob o comando de Dalton, o Bengals ainda não venceu nenhuma partida de mata-mata. Com a mudança de comando técnico para 2019, era esperado um movimento mais ousado no draft, mas Cincinnati optou por reforçar outros setores.

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Com dois anos de contrato a serem cumpridos, Dalton terá agora a oportunidade de voltar aos playoffs comandando o ataque idealizado pelo novato Zac Taylor. Conhecido por sua mentalidade ofensiva, ele trabalhou como Coordenador ofensivo do Miami Dolphins na NFL e do Cincinnati Bearcats no College Football, antes de se estabelecer em Los Angeles ao lado de Sean McVay. No Rams, Taylor atuou como técnico de quarterbacks e ajudou na evolução de Jared Goff, culminando na participação do jogador no último Super Bowl. A escolha pelo nome de Taylor, mesmo sem experiência na principal função, mostra confiança por parte da diretoria do Bengals na sua capacidade de trabalhar com QBs, o que não é importante apenas para o presente da franquia, como também para o futuro.

Pensando exatamente no futuro, Cincinnati fez uma escolha segura na 4ª rodada do draft, selecionando o QB Ryan Finley, de North Carolina State. Esta foi a primeira vez, desde o recrutamento de Dalton logo na 1ª rodada em 2011, que a equipe usou uma escolha tão alta para selecionar um atleta da posição, o que mostra a confiança do Bengals em seu atual QB. Finley, que teve uma boa carreira universitária, se apresenta como um projeto desafiador para Cincinnati, com talento para ser relevante na NFL, mas com um longo caminho a percorrer até chegar lá. Em 2019, ele disputará a vaga de reserva com Jeff Driskell, que já teve suas oportunidades como titular na última temporada e se mostrou sólido.

Além da escolha de Finley, Cincinnati selecionou outros cinco jogadores de ataque no último draft, entre eles dois RBs (Rodney Anderson de Oklahoma e Trayveon Williams de Texas A&M) e o OT Jonah Wiliams, logo na primeira rodada. Desde 2015, a franquia já adquiriu sete jogadores de linha ofensiva via draft, sendo quatro deles nos dois primeiros rounds. É visível a preocupação do Bengals em oferecer a Dalton a proteção necessária para que o camisa 14 volte a produzir números consistentes e o recrutamento de 2019 reforçou esse objetivo. Ainda para o ataque, Cincinnati usou uma escolha de 2ª rodada para adquirir o TE Drew Sample, de Washington, que pode funcionar como mais uma arma para Dalton no jogo aéreo e o complemento perfeito para Tyler Eifert.

Já considerado um veterano, Dalton entra no seu penúltimo ano de contrato sob desconfiança, mas com a possibilidade de começar de zero dentro de um projeto promissor. A sua capacidade de  se adaptar ao novo esquema e treinador, além da sua posição como líder dentro do elenco, serão contestadas do primeiro ao último jogo da temporada e o QB precisa dar uma resposta positiva para não ter a sua condição de titular contestada mais uma vez. A diferença de Dalton em relação a outros QBs veteranos é que Cincinnati parece seguir acreditando na capacidade do seu titular e dando a ele melhores condições para voltar a brilhar. Em uma liga em que a virtude da paciência já parece não ser uma constante, o camisa 14 se encontra em uma posição privilegiada. Resta saber se Dalton está preparado para o desafio.


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