quinta-feira, 23 de agosto de 2018

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Na tarde de ontem (22), o técnico principal do New York Jets, Todd Bowles, comunicou para a imprensa o corte do Kicker brasileiro Cairo Santos. Após assinar com a equipe de NY nesta offseason, Cairão teve que lidar mais uma vez com a mesma lesão crônica na virilha que o fez ser dispensado de Chiefs e Bears na temporada passada. Infelizmente para o brasileiro, a posição em que ele atua é de grande movimento e pouco valorizada na NFL, fazendo com que qualquer problema que venha ter gere instabilidade e a alta possibilidade de mudança. O problema, é que como em outros esportes, muitos estão associando a chegada de Cairo, um brasileiro, a NFL, como grande fator da popularização do esporte no país.

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Nós vemos no Brasil um caso muito claro de como nós gostamos de torcer para brasileiros nos esportes além do futebol, e isso reflete uma alta demanda e crescimento do esporte em si no país. Seja mais antigamente com o caso de Ayrton Senna na Fórmula 1, ou Guga no Tênis, os lutadores do UFC e a Brazilian Storm mais recentemente no Surf. O fato é que gostamos de vencer, e mais importante, gostamos de ver compatriotas vencendo. Não à toa com a morte de Senna, aposentadoria de Guga e perdas de cinturões brasileiros no UFC o apelo desses esportes caiu vertiginosamente na nossa cultura, ou o assunto do bar do fim de semana é como Hamilton é um grande piloto e protagoniza uma linda disputa com Vettel?

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No entanto, o caso da NFL é diferente no país. Um esporte culturalmente Norte Americano, que começou a crescer para outros países há cerca de 2 décadas atrás, se estabeleceu e consolidou no Brasil sem a presença de brasileiros em seu núcleo principal. As muitas transmissões de jogos na ESPN, como também no antigo Esporte Interativo e Band foram os grandes responsáveis pela sua popularização. Juntamente com filmes e séries que traziam para nós como toda uma nova cultura poderia ser interessante frente aos nossos olhos. Além disso, o nascimento do famoso FABR, o Futebol Americano sendo praticado nas nossas terras, que ajudou na disseminação do conhecimento de regras e prática do esporte no país, fazendo o interesse pela grande Liga crescer. E assim foi.

Cairo Santos foi a cereja do bolo, é claro! Um brasileiro na Liga, para coroar o crescimento do esporte do país. As tardes de autografo, os treinos organizados e matérias para TV, tudo isso ajudou no crescimento do FA e da NFL como um todo. Só não é motivo para alterar uma paixão estabelecida, como uma relação entre torcedor e time, muitas vezes passional e incapaz de ser alterada por um simples movimento de jogador. Dizer que a torcida do Jets diminuirá pela dispensa do atleta é um exagero. Assim como a de Bears e principalmente Chiefs, onde atuou na maior parte de sua carreira. Cairo Santos, o famoso Cairão Zica das Bicudas, sempre será querido por nós. O primeiro brasileiro a chegar na tão sonhada NFL. Embaixador do esporte no país. Será sempre lembrado e dono de um grande carinho de todos nós amantes do esporte.

Desta forma, felizmente, não vejo essa dispensa sendo o fim do Kicker na NFL. Finalmente saudável, Cairão ainda terá duas semanas de pré-temporada e uma longa temporada regular para encontrar uma nova equipe. Todos nós sabemos como a posição tem um sistema cruel, além de contar com diversos nomes questionáveis empregados. Não demorará para que ele encontre uma nova casa. Mais cedo ou mais tarde, Cairo Santos estará novamente em campo dando suas famosas bicudas e enchendo nós brasileiros de orgulho.


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