quarta-feira, 7 de agosto de 2019

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Prosseguindo com nossa análise sobre os novatos que devem impactar positivamente logo em seu primeiro ano na NFL, vamos falar de mais uma posição recheada de bons jogadores e que causam muita expectativa para seus times, afinal de contas EDGE Rusher é a principal posição da defesa e aquela em que o impacto significa diretamente uma mudança de patamar no sistema defensivo, beneficiando a unidade como um todo.

Desse modo, conseguir draftar um valor na posição é de suma importância para se ter sucesso na NFL nos dias de hoje, pois sem colocar pressão sob o quarterback dificilmente se ganha jogos e, por mais que sistemas minimizem essa necessidade ou deem ênfase na pressão vinda pelo miolo da linha defensiva, é mais do que necessário ter um EDGE confiável e capaz de produzir. Buscar esse tipo de necessidade de produção num calouro não é o mais aconselhável, pois normalmente faz-se necessário um período de adaptação, principalmente quanto a diferença física enfrentada do College para a NFL, no entanto, alguns prospectos se mostram desde cedo prontos e já com tal capacidade.

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A classe de 2019 conta com ótimos valores, alguns com uma versatilidade muito interessante de poder trabalhar em outras funções na linha defensiva, algo que certamente ajudará na produção e impacto causados. Vamos então conferir aqueles que devem fazer mais barulho já no ano de estreia:

 

Clelin Ferrell – OAKLAND RAIDERS

Não é o mais talentoso ou o prospecto de maior potencial da classe, porém, é um dos mais técnicos, consciente e pronto para produzir desde o seu primeiro dia dentro de um campo na NFL, algo que certamente foi o diferencial para o Raiders selecioná-lo com a quarta escolha geral do Draft. Ferrell não é tão veloz quanto outros, mas possui uma velocidade boa o suficiente para conseguir ganhar no speed rusher algumas vezes. Seu forte mesmo, todavia, é o trabalho de mãos, o uso da força para bater e rebocar os OLs no bull rush, além de muita técnica em si.

É capaz de jogar tranquilamente as três descidas, conseguindo dropar muito bem para cobrir zonas mais curtas e acompanhar o início de rotas ou atrapalhar screams de RBs e TEs.  Tem ótimo processamento mental e QI de futebol para identificar e reconhecer jogadas e fazer os ajustes corretos. Eficaz contra o jogo corrido, tem boa mobilidade lateral e não se omite nesse aspecto do jogo. Chega para ser titular e uma das lideranças da defesa do Oakland Raiders, que tanto sofreu no último ano com uma inoperância de seu Pass Rush, tendo a pior marca da liga em sacks.

Deve produzir bem já em 2019 e conseguir elevar o patamar do sistema defensivo do Raiders, o que embora não seja uma tarefa difícil, se tomarmos o ano de 2018 como comparativo, é de extrema valia e necessidade para Jon Gruden conseguir melhorar o desempenho do time.

Clelin Ferrel em ação no treinamento do Raiders.

Nick Bosa – SAN FRANCSICO 49ERS

Nome óbvio para estar nessa lista, Bosa não foi a segunda escolha geral à toa, sendo o melhor pass rush puro de toda a classe e aquele que chaga mais pronto e com capacidade imediata de produzir. Tem todos os atributos e traços físicos e atléticos, assim como um ótimo repertório e polimento de movimentos de pass rush, num nível que raramente se ver de um jovem jogador saindo do College e ingressando na NFL.

É ainda inteligente, com bom processamento e QI de futebol, fechando o pacote completo das características de um verdadeiro playmaker da posição. Contudo, não dá para afirmar categoricamente isso de alguém que ainda nem estreou no próximo nível. Apesar disso, chega para ser titular e compor uma linha defensiva fortíssima, além de muito jovem, formando especialmente um belo duo com o recém-chegado Dee Ford, prometendo muita pressão e sacks pelas extremidades, valendo-se também do forte interior de linha, com DeForest Buckner, DJ Jones e Arik Armstead.

O grande ponto aqui é a condição do atleta, que já foi assombrado por algumas lesões na carreira universitária e já tem tido alguns problemas físicos nesse início de Training Camp, algo que realmente pode complicar bastante o início de carreira não apenas de Bosa, mas de todo e qualquer jogador jovem que está entranhado na NFL.

Brian Burns – CAROLINA PANTHERS

Para mim Burns é aquele que tem mais potencial entre todos os jogadores dá classe. Definitivamente é um pass rush muito poderoso, que além de velocidade tem uma excelente visão, processamento mental e técnica para chegar nos QBs. Seu primeiro passo não é tão explosivo, mas impressiona como ganha velocidade e compensa nos seguintes, dando praticamente um salto até sobre o OL, já ficando em vantagem. Com uma incrível capacidade então de contornar e fazer o arco, não é somente um speed rusher, possuindo uma boa variação de movimentos e técnicas aguçadas, indo bem com os counter moves. Consegue dropar e cobrir zonas curtas de maneira decente e tem uma ótima leitura e visão dos olhos do QB para desviar passes, tendo conseguido sempre grandes números ao longo da carreira universitária.

Chega num Panthers muito necessitado na posição, sobretudo após a aposentadoria do excepcional Juilius Peppers, que foi o grande pass rush do time nos últimos dois anos. Embora a ideia inicial talvez não seja utilizá-lo como titular desde o começo, ficando por trás de Mario Addison e Bruce Irvin, vejo um movimento muito natural de Burns ganhando mais tempo e snaps sobre ambos os jogadores, senão já para o início da temporada, mas no decorrer dela, tendo tudo para conseguir ser um fator de desequilíbrio para o time de Carolina, que já contará com uma linha defensiva excelente e que pode justamente auxiliar nesse sentido.

Rashan Gary – GREEN BAY PACKERS

 EGDE Rashan Gary vestirá camisa nª 52 no Packers

Gary é praticamente um bónus nessa lista, pois o jogador não estava entre minhas principais apostas para os principais nomes entre os novatos de 2019. Contudo, após a movimentação do time de Green Bay com a dispensa de Mike Daniels, abriu-se um espaço consideravelmente maior de atuação a e aproveitamento do atleta já no seu primeiro ano, pois a equipe dever utilizar bastante o recém-chegado Za’Darius Smith na função que era de Daniels, abrindo espaço diretamente para mais snaps de Rashan Gary, que também terá sua versatilidade aproveitada, sendo movido por vários pontos dessa forte linha defensiva.

Dessa maneira, prevejo não somente mais espaço como uma boa produção do calouro, que por mais que não tenha conseguido grandes números em sua carreira universitária, terá uma realidade diferente na NFL, pois em Michigan enfrentou muitos double teams e era o grande foco do front seven, sendo o cara que chamava para si as atenções e ajudava a todos os outros produzirem.

Trata-se de um freaky atlético, que não só testou de uma forma espetacular no combine, como de fato faz refletir em campo como é veloz, ágil e explosivo. Tem uma boa técnica e trabalho de mãos, estabelecendo bem o primeiro contato para desestabilizar e bater os OLs, ponto em que se vale muito bem de sua grande envergadura e cumprimento de braços. Consegue ainda ser um jogador para “tomar de conta” de um gap e encarar bem bloqueios duplos, conseguindo ainda penetrações principalmente para parar o jogo corrido, aspecto marcante de evolução de seu jogo no último ano.

Gary tem assim uma boa situação em Gree Bay e todas as ferramentas para conseguir ser um fator importante dentro de campo em 2019 e já impactar na defesa do Packers.

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