quarta-feira, 17 de julho de 2019

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Iremos hoje finalizar a parte ofensiva de nossa análise dos novatos que têm tudo para impactar dentro de campo em seu primeiro ano na NFL, com os jogadores de linha ofensiva, abrangendo todas as três posições, center, guard e tackle. Dá mesma forma como acontece com os recebedores e mencionamos no último texto da série, aqui também estamos diante de posições que requerem, normalmente, um período considerável de compreensão e adaptação no próximo nível, talvez até com mais intensidade e dificuldade, principalmente pela diferença física encontrada nos múltiplos embates com jogadores de linha defensiva e demais marcadores, com biótipo mais desenvolvido e avantajado do que os atletas ainda no College.

Dessa maneira, quando falamos em impactar enquanto calouro jogando nessa posição, não espere por um ano totalmente sólido e sem irregularidades, um caso como o de Quenton Nelson é uma raríssima exceção, que não é parâmetro para tal situação, diante de seu brilhante e até previsível incrível ano de estreia. Nessa classe de 2019, por exemplo, não há qualquer prospecto com potencial sequer similar ao do jogador do Colts, mas ainda assim conta talentos que devem ir bem ao longo do ano. Infelizmente, tenho que ressaltar que minha principal aposta, Jonah Wlliams, está fora da temporada após ter detectada grave lesão no ombro e necessitar de cirurgia.

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Apesar disso, temos ainda outros atletas que devem fazer a diferença nas unidades de seus respectivos times e têm tudo para fazer um bom ano de estreia, vamos a eles:

 

Garrett Bradbury – MINNESOTA VIKINGS

A linha ofensiva do Vikings, enquanto unidade, é um problema há bastante tempo, algo que foi e vinha sendo negligenciado constantemente pela direção da franquia, fosse no Draft, fosse na Free Agency. Porém, após “identificarem” o problema ainda que tardiamente, iniciaram o fortalecimento do setor nessa offseason, principalmente com a seleção de Bradbury na décima oitava escolha geral.

Trata-se do principal jogador de interior de linha ofensiva da classe, que além de ser um grande atleta, comprovado não só dentro de campo, como com ótimos resultados nos testes físicos do combine, é também extremamente inteligente, seja ajustando bloqueios ou fazendo leituras em situações de pressão e blitz. É extremamente flexível e ágil, bom na proteção ao passe, muito eficiente no jogo terrestre, chegando bem e com facilidade no segundo nível.

Diante de todo seu arsenal mencionado, fácil perceber porque o produto de NC State foi selecionado pelo Vikings, sendo um ótimo encaixe para o time, tendo tudo para ser não apenas titular, mas o dono da posição por muitos anos em Minnesota. Deve, juntamente com os demais reforços oriundos também do Draft e da Free Agency, tornar a vida de Kirk Cousins um pouco mais fácil e melhorar substancialmente essa OL que tanto tem sofrido e prejudicado diretamente o desempenho e resultados do time.

Garrett Bradbury, novo Center do Vikings.

Dalton Risner – DENVER BRONCOS

É incrível o valor obtido pelo Denver Broncos ao selecionar Risner no início da segunda rodada, sem precisar nem mesmo subir para tanto, obtendo um jogador que poderia tranquilamente ter saído na primeira rodada. O produto de Kansas State é extremamente sólido, regular e capaz de executar bem todas as vertentenses de um OL. Seguro na proteção ao passe, dificilmente permite uma pressão ou perde a batalha contra o oponente quando consegue estabelecer bem suas mãos, que são firmes, fortes e usadas com extrema técnica. Com um footwork decente, move-se bem lateralmente, com certa agilidade e capacidade de espelhar movimentos de speed rushers.

Além disso, tem um ótimo processamento mental e um grande QI de futebol, algo que vai ao encontro e é justificado pela experiência que o jogador adquiriu no College desempenhando várias funções, jogando até mesmo de center, embora tenha passado a maior parte da carreira universitária como tackle. Até mesmo por isso, durante o processo do Draft, muito se falou sobre qual seria o melhor encaixe de posição para Risner no próximo nível, questionando-se, inclusive, sobre a não capacidade do atleta de jogar como tackle, algo que discordo veementemente.

Como selecionado pela franquia do Colorado, ao que tudo indica o jogador deverá ser utilizado como Guard, mais precisamente, ele deverá iniciar todos os trabalhos e a temporada como left guard titular, sendo uma opção sólida e segura para o Broncos, formando a linha ofensiva juntamente com Garett Bolles, Connor McGovern, Ron Leary e Já’Wuan James. Apesar de não ser uma das melhores e mais fortes unidades, acredito num bom desempenho individual de Dalton Risner, que deverá ser um dos melhores calouros a começar a temporada já jogando na posição.

Jawaan Taylor – JACKSONVILLE JAGUARS

Conseguir selecionar na segunda rodada um dos melhores e mais sólidos jogadores de linha ofensiva da classe já e, por si só, uma vitória para o Jaguars, que não pensou muito para realizar uma troca e subir algumas poucas posições no Draft para garantir Taylor no início do segundo round. O jogador era cotado como uma escolha top 15, que surpreendentemente não teve seu nome chamado no primeiro dia de evento, sem nenhum motivo que tenha se revelado aparente até então. Posteriormente, foi reportado que o motivo da queda teria sido preocupações com uma possível lesão crônica em seu joelho, assim como problemas constantes nas costas e até mesmo sobre o peso do atleta.

O fato é que tudo isso não foi suficiente para afastar o time da Flórida de selecioná-lo, conseguindo um altíssimo valor naquela altura de Draft, estratégia e situação parecida com a que aconteceu com Myles Jack no Draft de 2016 e até o presente momento tem rendido excelentes frutos, algo que o Jaguars espera repetir. Taylor tem um footwork impressionante, conseguindo espelhar bem movimentos de speed rushers e apresentar uma mobilidade muito evoluída para alguém de seu tamanho. Precisa ainda evoluir em alguns aspectos como na colocação e técnica de mãos, assim como no seu leverage, porém são deficiências naturais e que ele de trabalhar para evoluir.

Sua experiência de três anos como titular indiscutível de Florida Gators e a capacidade de evolução demonstrada em cada uma de suas temporadas na carreira universitária, só reforçam como o jogador representará um Upgrade na linha ofensiva de Jacksonville, sobretudo, logo de cara para o jogo corrido, algo que o time ama e adoraria voltar a fazer bem, desafogando o jogo para o seu novo QB Nick Foles.

Jawaan Taylor trabalhando com o Jaguars.

Eric McCoy – NEW ORLEANS SAINTS

Center Eric McCoy fazendo snap no treinamento.

Embora ainda não seja totalmente fechada a situação do calouro de Texas A&M no que diz respeito a sua titularidade, aposto que o jogador não somente vencerá suas batalhas e concorrências internas pela posição, como também será capaz de jogar e desempenhar em alto nível já em sua primeira temporada. Obviamente que é necessário ter calma com o novato que terá a ingrata missão de substituir Max Unger que se aposentou depois de dez temporadas na NFL, onde começou como titular em 63 dos 64 jogos em que disputou com o Saints nos últimos quatro anos.

No entanto, o front office de New Orleans não teve dúvidas quando viu a oportunidade de selecionar McCoy como sua primeira escolha no Draft 2019, já na segunda rodada, agregando um ótimo valor para preencher uma necessidade imediata. Tanto que o time até subiu posições no recrutamento para assegurar os serviços do jovem center, que também teve experiências jogando como guard ao longo de sua carreira universitária. Seu primeiro desafio será bater a concorrência de Nick Easton, que assinou como free agent, vindo do Minnesota Vikings, um contrato de 4 anos e $24 milhões de dólares. Antes visto como favorito para a titularidade, foi reportado que o jogador será preterido pelo novato no início, sendo visto mais como um seguro e reserva imediato para as três posições do interior da linha defensiva,

Eric McCoy um jogador muito bom na proteção ao passe, com uma excelente âncora, boa capacidade de guardar sua posição e de recuperação, mesmo após sofrer desequilíbrios. Não fica muito tempo na inatividade e sempre busca rapidamente ajudar o companheiro e fazer uma dobra em quem esteja pressionando. Também vai bem no jogo terrestre, com uma ótima colocação de mãos, bom footwork e muita mobilidade para chegar ao segundo nível e anular os jogadores que venham para o A-GAP. Tem bom leverage, mantendo-se sempre baixinho no bloqueio, mas pode e deve evoluir para apurar sua técnica contra jogadores de linha defensiva mais poderosos, que explodem o backfield.

Foram 38 jogos seguidos como titular em Texas A&M, longe de lesões e jogando de uma maneira muito intensa e forte, sendo além disso, um dos líderes do time, capitão e reportado como bom companheiro e cara de vestiário. Embora não seja tão grande e tenha braços realmente curtos, no campo isso não aparenta ser um problema definidor para seu desempenho, tendo tudo para ser não só um bom jogador, como um titular confiável por muitos anos na linha ofensiva do Saints.

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