quarta-feira, 10 de julho de 2019

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Dando continuidade à série sobre os calouros que conseguirão produzir e gerar mais impacto já na sua temporada de estreia, vamos finalizar as chamadas skill positions com os recebedores, já que não incluiremos os quarterbacks nessa análise, pois presumivelmente já sabemos aqueles que devem jogar como titular e vão impactar certamente, bem ou mal, para as suas respectivas equipes, como é óbvio de se imaginar pela singularidade e importância da posição.

Voltando-se para os wide receivers é preciso se ter em mente que não é uma posição de fácil adaptação e rápida compreensão na NFL, com os calouros normalmente encontrando muitas dificuldades, seja pela forte e muito mais efetiva marcação ou simplesmente pela inconsistência de seu jogo, pois normalmente eles ainda saem do College tendo problemas com drops e entendimento sobre conceitos e variações de árvores de rotas, dentre vários outros que se manifestam mais em uns do que noutros.

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Dessa maneira, quando falamos em impactar como calouro nessa posição, não espere uma temporada de 1000 jardas recebidas e muitos touchdowns anotados, obviamente pode acontecer, mas são exceções à regra. Espere assim jogadores que apresentem certa consistência quando acionados, com uma produção regular, de modo que paulatinamente, ganhando a confiança de seu quarterback e da comissão técnica, tornem-se titulares e passem a ser um fator de ameaça para aquele ataque.

Passemos então a elucidar e falar sobre os atletas da posição que devem aparecer bem em 2019, no seu primeiro ano, colocando-se numa posição de destaque não só em seus times como também na própria liga:

A.J. Brown – TENNESSEE TITANS

Muito me surpreendeu o fato de Brown ter sobrado até este ponto no Draft (escolha 19 – segunda rodada), mas melhor para o Titans que se aproveitou e pegou um jogador com talento e potencial para ter tido seu nome chamado desde o final da primeira rodada. Trata-se de um ótimo corredor de rotas, com um release muito bom, tendo uma árvore já bem diversificada, partindo e trabalhando muito bem, tanto pelo slot como por fora. Tem boas mãos, atacando bem a bola para fazer a recepção no ponto alto e com um ótimo ball skills, ajustando quando preciso e com uma incrível capacidade e percepção da linha lateral, sabendo e tendo sempre o controle de onde está posicionado.

Obviamente que chegando na NFL os desafios são muito maiores, havendo de ser necessário ver como se sai sendo marcado em “press coverage”, com uma marcação mais física e forte, pois a amostra no college não foi tão grande, porém a perspectiva é positiva, sendo muito perigoso ainda com jardas após a recepção, mesmo não sendo o mais veloz, consegue cortes muito eficazes mostrando uma habilidade bem acima da média, com boa capacidade para quebrar e absorver alguns tackles.

O seu encaixe na equipe de Tennessee é ótimo, chegando para trabalhar num corpo de recebedores que conta com Corey Davis, que parece finalmente estar desabrochando para mostrar todo seu potencial e Adam Humphries, que assinou ótimo contrato na última free agency (de 4 anos por $36 milhões de dólares) e, em tese, chegou para ser a grande opção no slot. Assim, Brown tem tudo para assumir desde o início o papel como um “Z receiver”, no lado oposto ao de Davis e até alternando em alguns momentos com Humphries no slot, devendo ser uma peça importante e opção segura seja para Mariota ou Tannehill.

N’Keal Harry – NEW ENGLAND PATRIOTS

Não é difícil enxergar Harry dentro dessa relação, pois temos aqui um dos melhores e mais prontos recebedores do último Draft chegando para encorpar o atual campeão e dono de um poderoso ataque que há tantos e tantos anos se reinventa e prospera sob o comando de Tom Brady. Por mais que muitos sejam os questionamentos, dificilmente o time de New England baixará o nível de produção e efetividade de seu ataque, algo que, nesse ano, passará certamente pela tentativa de suprir a aposentaria de Rob Gronkowski, o que também explica a seleção do recebedor no final da primeira rodada.

Por mais que joguem em posições diferentes, a expectativa é de que o jovem wide receiver tenha uma boa parte dos alvos e lançamentos que eram direcionados a Gronk, sendo uma parte importante para trabalhar no meio do campo, junto aos outros recebedores e o corpo de running backs. O atleta, produto de Arizona State, impressiona pela sua habilidade e controle corporal, valendo-se sempre de seu tamanho e envergadura para posicionar-se bem e completar recepções. Além disso, é ótima sua capacidade de saber exatamente onde está no campo, mesmo disputando uma bola no ar, mantém a plena noção da sideline e como efetuar o posicionamento dos pés em campo.

Consegue muitas jardas após a recepção, seja quebrando tackles e fazendo cortes, seja pela velocidade contínua ou pela boa capacidade de mudança de aceleração. Perigoso também em bolas divididas/contestadas, agrega trabalho de corpo e mãos, com sua habilidade dos tempos de jogador de basquete. Dessa forma, fica fácil imaginar como N’Keal Harry tem tudo para ser um fator importante no ataque, já em sua temporada de estreia, ajudando New England.

WR N’Keal Harry treinando com o Patriois.

Parris Campbell – INDIANAPOLIS COLTS

Parris Campbell trabalhando com o Colts.

Andrew Luck está definitivamente de volta, disso acredito que ninguém mais duvida após a última temporada, que foi uma amostra também de que o ataque do Colts tem tudo para se estabelecer como um dos melhores da liga, ainda mais com a escolha de Campbell, na segunda rodada do Draft 2019, jogador que se encaixa muito bem e tem tudo para formar uma ótima dupla com T.Y. Hilton, que talvez jamais tenha tido até então um parceiro tão ameaçador para dividir as atenções das defesas adversários.

Acredito então que o produto de Ohio State se valerá muito bem do fato de, em tese, não ser o alvo principal e não chamar tanta atenção no início, pois além do supracitado parceiro, deve dividir o campo e os alvos de lançamento com o também recebedor Devin Funchess e os bons tight ends Eric Ebron e Jack Doyle, espaço então que acredito que o calouro fará valer a sua velocidade e possa impactar com muitas big plays, seja esticando o campo em profundidade, seja com jardas após a recepção, uma de suas principais características e virtudes demonstradas ao longo da sua carreira universitária.

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