terça-feira, 23 de outubro de 2018

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O ano era 2015. Cam Newton, aos 26 anos de idade, liderava uma das equipes sensações da NFL, o Carolina Panthers, a uma campanha 15-1 e, posteriormente, ao Super Bowl V, onde foram derrotados pelo Denver Broncos. Esse Panthers, assim como o Chiefs e o Rams atualmente, atropelava a maioria dos seus adversários semana após semana. Não à toa, se tornou a primeira equipe na história da NFC a alcançar a marca de 14 vitórias sem nenhuma derrota, antes de ser derrotada pelo Atlanta Falcons na semana 16 daquela temporada. Com uma defesa dominante, liderada pelos linebackers Luke Kuechly e Thomas Davis, poucos ataques causaram problemas ao Panthers. Quando isso aconteceu, Cam Newton impulsionou o ataque com seu skillset único, fazendo todos jogadores ao se redor renderem mais que o esperado e causando muitas dores de cabeça aos coordenadores defensivos adversários. Newton ganhou o prêmio de MVP e, por muito pouco, o Panthers não venceu seu primeiro Super Bowl.

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Três anos se passaram e após decepcionar em 2016 e se recuperar em 2017, a franquia da Carolina do Norte novamente vem forte em 2018. O Panthers não é mais aquela equipe sensação de 2015, perdendo peças importantes como o cornerback Josh Norman e o defensive end Jared Allen. Mas com sua dupla de linebackers ainda comandando a defesa e principalmente com Cam Newton liderando o ataque, Carolina já venceu quatro dos seus seis primeiros jogos. Destaque para a mais recente vitória, contra o atual campeão Eagles, jogando na Filadélfia.

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Essa partida mostrou o quão “osso duro de roer” pode ser esse time do Panthers toda semana. O Eagles dominou a partida por três quartos, anulando Newton e o ataque de Carolina até o último período. Porém, apesar de não pontuar no ataque, a defesa do Panthers não permitia que Philadelphia se distanciasse muito no placar. O quarto período chegou e a liderança de 17-0 por parte do Eagles não foi o suficiente. Newton mostrou porque é de fato um dos melhores quarterbacks da liga, liderando impressionantes campanhas ofensivas consecutivamente, contra uma das melhores defesas da NFL. Mesmo após praticamente um jogo inteiro de dificuldades, na “hora do vamos ver” ele foi preciso nos passes, tranquilo no pocket mesmo sendo pressionado e oportunista usando suas pernas para converter primeiras descidas importantes. Newton terminou a partida completando 25 de 39 passes para 269 jardas, 2 TDs e o mais importante, nenhum turnover. Ele ainda acrescentou 49 jardas terrestres em 7 corridas, sendo completamente decisivo na reta final da partida.

O resultado de 21-17 mostra que aquele Panthers de 2015 ainda está aí. Modificado, é verdade. A defesa não mais tão dominante e o quarterback não tão sensacional, pelo menos por jogos inteiros. Mas nos momentos decisivos eles mostram que ainda estão ali, causando o mesmo impacto. As duas derrotas nesta temporada foram por sete pontos ou menos e nenhuma das quatro vitórias foram por mais de 10 pontos. Essa é uma equipe madura que sabe o que quer e como conseguir. Carolina não irá repetir o 15-1 de 2015, mas, quando janeiro chegar, nenhuma equipe classificada para os playoffs gostará de ter Cam Newton e o Panthers como seus adversários.

4 downs

1st & goal: O Oakland Raiders, sob comando de Jon Gruden, entrou definitivamente em processo de rebuild. Após escolher negociar Khalil Mack antes do início da temporada, dessa vez Gruden mandou o jovem WR Amari Cooper para Dallas, em troca de uma escolha de primeira rodada.

Não estou aqui para defender Gruden e, de fato, é triste ver um núcleo que a apenas duas temporadas atrás parecia tão promissor em termos de já competir pela AFC, se desmanchar assim rapidamente. Porém entendo o lado do treinador. Ele acabou de assumir o comando da franquia com um contrato de 10(!) anos. Uma franquia que em breve estará em uma nova cidade. Não poderia haver uma situação melhor pra se começar do zero. Todos valorizam muito Mack, Cooper, Carr, mas a verdade é que esse núcleo, por mais promissor que seja, estava longe de ser garantia de que o Raiders brigaria pela AFC todo ano. A própria decepcionante temporada passada mostrou isso. Se o treinador considerou o elenco, da maneira como foi construído, insuficiente para brigar por um Super Bowl, por que retardar o processo de reconstrução, se complicando ainda mais em termos de cap no caso de ter dado um grande contrato a Mack? O próprio contrato de Carr já deve dar algum trabalho nessa primeira fase da reconstrução de Gruden.

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Não estou dizendo que a visão do treinador é a correta ou que seu plano dará certo. Mas não há maneira melhor de se começar um processo desses do que com três escolhas de primeira rodada no próximo draft e mais duas no draft seguinte. Carr ainda pode e deve render mais munição a Gruden, que, chegando numa nova cidade, poderá ter um time para ser moldado a sua cara. Isso inclui a posição de QB, onde ele é tido como um grande especialista. O tempo dirá, mas no fim das contas, Gruden pode sim, sair como um gênio dessa situação.

2nd & goal: Já o Cowboys, se aproveitando do feirão do Raiders, trouxe o wide receiver Amari Cooper em troca de uma escolha de primeira rodada. Muitos criticaram o preço pago por Jerry Jones mas eu gosto da aposta.

Cooper é um recebedor que teve duas excelentes primeiras temporadas, passando das 1000 jardas em ambas. Na temporada passada, teve uma queda, reflexo de alguns problemas de lesão na equipe, inclusive afetando seu próprio QB. Já neste ano, ele é quem sofreu com algumas contusões e o estado disfuncional da equipe no momento.

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Apesar de ter sofrido com excessivos drops em sua carreira, Cooper é sim um jogador capaz de ser um eficiente WR1 na NFL. Ele tem a habilidade e o porte físico para isso. Aos 24 anos, ele tem a mesma idade de Calvin Ridley, wide receiver escolhido pelo Falcons na primeira rodada do último draft. No fim das contas, numa posição em que não temos visto tantos jogadores tendo muito impacto já no seu primeiro ano, Cooper acaba sendo um caso em que o Cowboys antecipou sua escolha no próximo draft por um jogador que já mostrou na NFL o que é e o que pode vir a ser. Com mais dois anos no seu contrato de novato, vejo como uma aposta muito válida, ainda mais com o Cowboys vendo uma chance clara de brigar pela divisão neste ano.

3rd & goal: Um jogador que poucos esperavam pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso do Indianapolis Colts nesta temporada 2018. Estou me referindo ao running back Marlon Mack.

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Ele perdeu os primeiros jogos da temporada lesionado. Sem uma boa opção no jogo terrestre, o Colts vinha sendo a equipe que mais lançava a bola na liga, deixando seu ataque muito previsível e Andrew Luck muito exposto e sobrecarregado. Desde o retorno de Mack na semana passada, isso começou a mudar. Contra o Bills, ele somou um total de 159 jardas na partida, sendo que 126 foram terrestres. A média de 6.9 jardas por carregada desde a sua volta é excelente e sua ótima produção facilitou demais a vida de Luck e da linha ofensiva no jogo aéreo. Se ele conseguir manter o alto nível, o ataque do Colts terá condições de permanecer mais em campo, ajudando a própria defesa a ser mais eficiente. A AFC Sul ainda está em aberto e a volta de Mack traz esperança ao torcedor de Indianápolis.  

4th & goal: Falando em AFC Sul, o Jaguars decepcionando recentemente é o que tem feito Titans, Texans e até mesmo o Colts, sonharem com o título da divisão. Com Blake Bortles voltando a ter dificuldades e até sendo sacado no último jogo, em favor de Cody Kessler, muitos questionam a capacidade da equipe repetir o sucesso da temporada passada.

Para voltar ao nível anteriormente apresentado, Tom Coughlin decidiu investir novamente na posição de running back da equipe, enviando uma escolha de quinta rodada para o Browns por Carlos Hyde.

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Com o investimento feito em Bortles, o Jaguars está preso a ele, para o bem ou para o mal. O jeito realmente vai ser focar na fórmula que já deu certo no ano passado, tirando a pressão dos ombros do QB. A defesa continua tendo todas as peças para ser dominante, apenas precisa voltar a ser mais disciplinada contra o jogo corrido. Já o ataque tem sofrido com a ausência de Leonard Fournette. A chegada de Hyde ajudará a diminuir o impacto de sua ausência e quando ele finalmente voltar, dará ao head coach Doug Marrone a opção de correr com a bola o máximo possível, algo que o próprio treinador já deixou claro que gostaria de fazer.

O Jaguars pode sim ainda se recuperar nesta temporada mas, mais uma vez, dependerá de sua defesa e seu jogo corrido. Bortles parece ser um caso perdido realmente, um péssimo investimento.


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