quinta-feira, 16 de maio de 2019

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Fundado em agosto de 1959, o Chargers é uma das 12 franquias que nunca ganharam um Super Bowl. O único título do time californiano foi em 1963, quando ainda jogava pela extinta AFL. A equipe bateu na trave na temporada de 94. Na ocasião, foi derrotado na final para o San Francisco 49ers, das estrelas Steve Young e Jerry Rice, por 49 a 26. Mas para muitos fãs de Los Angeles/San Diego, 2019 tem tudo para ser o ano da consagração.

 

Apesar de uma temporada avassaladora do rival Kansas City Chiefs em 2018, o Chargers conseguiu igualar as forças e só não venceu a divisão pelo confronto direto. Acabou sendo eliminado na divisional round para o New England Patriots, que viria ser o campeão semanas depois. Anthony Lynn fez um excelente trabalho, que resultou no segundo lugar entre os treinadores do ano, atrás apenas de Matt Nagy, do Bears. E a continuidade no trabalho é um fator que pesa a favor da equipe de Los Angeles.

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Isso porque, a equipe não teve grandes perdas na free agency. A mais significativa delas, WR Tyrell Williams, foi para o Raiders. Mesmo assim, o atleta era apenas o terceiro recebedor principal do time. Para reforçar o elenco, chegaram o QB Tyrod Taylor, para ser um backup de Rivers, e LB Thomas Davis, que apesar de já ser veterano, teve temporadas gloriosas em Carolina. O atleta de 36 anos ainda pode contribuir para alguns snaps nos próximos dois anos.

A grande cartada do Chargers, no entanto, foi o draft. Na primeira rodada, a franquia selecionou o sólido jogador de interior da linha defensiva, Jerry Tillery (Notre Dame). O time teve muitas dificuldades em pressionar Tom Brady no jogo que custou a eliminação na temporada passada. Um atleta no meio do campo, para ajudar os pass-rushers Joey Bosa e Melvin Ingram, é o ajuste perfeito.

Nas escolhas seguintes, apareceram outros talentos que podem ser moldados para o futuro. O primeiro deles foi o S Nassir Adderley, um dos grandes prospectos da classe. Ao lado de Derwin James, cotado para ser calouro do ano em 2018, e Adrian Phillips, o garoto chega para complementar a ótima secundária da equipe. E na quarta rodada, mais um jogador para os torcedores ficarem de olho. Outro atleta Notre Dame, Drue Tranquill é mais um daqueles LBs ideais para a NFL atual. Rápido, com boa recomposição, cobertura de rotas exemplares e que vai de sideline a sideline, mesmo sendo draftado na 130ª posição, pode contribuir bastante já nesta temporada. Se a defesa já era forte, agora se transforma em uma das melhores da liga.

Para completar o ótimo recrutamento da franquia, o atlético OL Trey Pipkins chega para dar mais proteção para linha ofensiva. O jovem de 22 anos tem muito atleticismo e pode crescer nas mãos de Anthony Lynn, além de dar mais proteção ao QB Philip Rivers e abrir espaços para o RB Melvin Gordon.

Com a possível queda de rendimento do Chiefs, que deve sentir e muito as ausências de Tyreek Hill e Kareem Hunt, o Chargers entra como favorito na divisão. O time a ser batido na conferência é novamente o Patriots, mas dessa vez a equipe da Califórnia chega mais preparada. Resta saber se é o bastante para retornar ao Super Bowl após 25 anos.

No entanto, torcida deve ser paciente. Mesmo que não consiga chegar à decisão nesta temporada, o futuro reserva bons frutos ao Chargers. Mas, de fato, com algumas ressalvas. Rivers já não é mais um garoto e a aposentadoria é uma certeza em poucos anos. Draftado em 2004, o jogador de 37 anos tem as últimas oportunidades de levantar o troféu Vince Lombardi e se configurar entre os grandes QBs da história. Lembrando que Rivers viu os outros principais lançadores daquela classe ganharem dois Super Bowls cada (Ben Roethlisberger e Eli Manning).  E é imprescindível que os especialistas de Los Angeles fiquem atentos aos novos prospectos que estão por vir. A carência na posição pode jogar por água abaixo todo o planejamento construído nos últimos anos. E essa possível falha pode custar caro.

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