quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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O ano começou com a alta expectativa em Kansas City. Após ver o jovem QB conquistar o prêmio de MVP e bater na trave na corrida pelo Super Bowl, os comandados de Andy Reid entraram novamente como favoritos em 2019. A primeira metade de temporada, no entanto, deixou um ar de incerteza nos torcedores do Chiefs. Ataque aéreo seguia produzindo em larga escala e Patrick Mahomes manteve o nível do ano anterior.

Mas a defesa deixou a desejar em vários aspectos, principalmente contra jogo terrestre. No outro lado da bola, corredores eram pouco utilizados no esquema de Reid. Adversários se aproveitaram disso, controlaram o relógio e o Chiefs foi derrotado em partidas chaves. Para piorar, Mahomes sofreu lesão que o afastou dos gramados por algumas semanas. 

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A franquia caiu para 4º na conferência americana e foi ameaçado pelo Raiders em determinado momento. A mídia “esqueceu” do Chiefs e o colocou como coadjuvante. Sucesso do Ravens e instabilidade do Patriots contribuíram para queda na popularidade de Kansas City nos noticiários esportivos. Contudo, o final da temporada tem recarregado a bateria da equipe.

Por incrível que pareça, as ausências de Mahomes entre semanas 7 e 10 fizeram bem para o grupo. Andy Reid e seus coordenadores encontraram maneiras de estancar a ferida com reserva Matt Moore. A defesa melhorou consideravelmente contra o jogo terrestre, passou a pressionar os QBs e roubar a bola dos adversários. Frank Clark e Chris Jones evoluíram na temporada. Na secundária, Tyrann Mathieu, Bashaud Breeland e o calouro Juan Thornhill também retomaram a confiança. O ataque se tornou mais equilibrado entre passes e corridas. O veterano LeSean McCoy começou a ser mais envolvido no esquema, o que ajudou na imprevisibilidade do time e tira o foco do QB.

Com a volta do astro, Chiefs manteve a evolução coletiva. Mesmo em jogos que o camisa 15 não encantou os olhos dos fãs, a produção não diminuiu. Não se sabe até que ponto Mahomes está saudável. Mas o time dá sinais que pode fazer barulho em janeiro.

Vencer em Foxborough também eleva confiança para pós-temporada. É fato que erros de arbitragem prejudicaram o espetáculo. Também é verdade que Kansas City teve momentos brilhantes dentro do jogo. Foram melhores que o Patriots em um modo geral. E era a vitória que faltava para Reid e Mahomes.

O grande bicho papão do Chiefs deve ser a posição da conferência. Esse momento turbulento fez a franquia perder a tão sonhada folga na primeira semana. Nesta fase da temporada é improvável que o time retome este posto. Um confronto de wild-card já parece iminente. 

O último time da AFC a jogar na primeira semana dos playoffs e vencer o Super Bowl foi o Baltimore Ravens, em 2012. Na ocasião, o time comandado pelo QB Joe Flacco terminou como o pior campeão de divisão na conferência americana. Mas, nos playoffs, venceu Indianapolis Colts no wild-card. E depois derrotou os favoritos Denver Broncos e New England Patriots fora de casa para chegar à decisão. Joe Flacco se tornou o único QB sem contar os três futuros hall da fama, Tom Brady, Peyton Manning e Ben Roethlisberger, a chegar em um Super Bowl desde Rich Gannon, com Oakland Raiders, na temporada de 2002. Patrick Mahomes pode ser próximo a entrar para este seleto grupo.

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