segunda-feira, 3 de agosto de 2015

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A liga e a historia - L32

Na última semana da intertemporada da NFL, a Liga dos 32 trás para você uma pequena lembrança do que está por vir na temporada que se aproxima, relembrando como foi o clássico embate entre Pittsburgh Steelers e Indianapolis Colts pelos Playoffs Divisionais da temporada de 2005. O jogo, disputado no antigo RCA Dome em Indianapolis, marcou um dos finais mais espetaculares da história da pós-temporada, com reviravoltas e decisões totalmente questionáveis da arbitragem, que fizeram esquecer o amplo domínio de um time sobre o outro em praticamente 55 minutos de jogos e creditaram um jovem QB a disputar sua segunda final da AFC em dois anos como profissional. Já imagina quem é? Boa leitura!

CONTEXTO

O Pittsburgh Steelers era então comandado pelo lendário técnico Bill Cowher e tinha um ataque coordenado pelo competente Ken Whisehunt (hoje técnico principal do Tennessee Titans) além de uma das melhores defesas da década, capitaneada pelo também lendário Dick LeBeau, naquilo que ficou conhecido como um de seus melhores trabalhos em mais de 60 anos dedicados à NFL entre jogador e técnico. A campanha de 11 vitórias e 5 derrotas, quase extirparam as esperanças de playoffs, mas após quatro vitórias seguidas para fechar a temporada regular o time foi creditado com 6º seed dos playoffs da AFC e a certeza que não receberiam nenhum jogo no Heinz Field naquele ano. No wild card, veio a vitória por 31-17 contra o Bengals em pleno Paul Brown Stadium em Ohio e na semana seguinte visitaram o potente ataque do Colts em Indianapolis.

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O time de Indiana por sua vez também tinha um competente comandante em Tony Dungy e ficou conhecido por suas 13 vitórias seguidas para abrir a temporada, 12 das quais onde o time sequer ficou atrás no placar, recorde que perdura até hoje. A primeira derrota veio apenas na semana 15 contra o San Diego Chargers em casa por 26×17, mas o que marcou o time naquela temporada foi um fato ocorrido na semana seguinte à derrota.

James Dungy, filho mais velho do técnico Dungy de apenas 18 anos, foi encontrado desacordado em sua casa pela ex-namorada, e  infelizmente chegou ao hospital sem vida. Tony não comandou o time na derrota para o Seattle Seahawks, mas voltou ao time na última semana da temporada regular frente ao Arizona Cardinals e posteriormente no jogo contra o Steelers. Graças a mais uma prolífica temporada do QB Peyton Manning e seus recebedores, além de uma defesa com diversos Pro-Bowlers, com recorde de 14-2 o #1 seed da AFC estava garantido e com isso a folga na semana de Wild Card estava garantida.

LÍDERES DE ESTATÍSTICA

Pittsburgh Steelers

QB Ben Roethlisberger – 14/24 em passes para 197 jardas, 2 passes para touchdowns e uma interceptação

RB Willie Parker – 17 tentativas para 59 jardas

WR Hines Ward – 3 recepções para 68 jardas

Indianapolis Colts

QB Peyton Manning – 22/38 em passes para 290 jardas, 1 passe para touchdown e nenhuma interceptação

RB Edgerrin James – 13 tentativas para 56 jardas e 1 touchdown

TE Dallas Clark – 4 recepções para 84 jardas e 1 touchdown

O JOGO

Primeiro Período

A primeira posse ofensiva foi do Pittsburgh Steelers. Após um curto retorno no chute inicial e um passe incompleto, Roethlisberger conectou o então calouro TE Heath Miller num belo passe de 36 jardas que já posicionou o time dentro do território do Colts. Diferente do que se imaginava, o Steelers abusou das tentativas de passe nessa primeira campanha, com ganhos territoriais sólidos em conexões com Ward, Randle-El e o próprio Miller posteriormente, além de ganhos no jogo terrestre com o RB Jerome “The Bus” Bettis. A ameaça eminente de TD se concretizou na décima jogada na campanha, na qual Randle-El bateu sua marcação e recebeu um passe de seis jardas para inaugurar o placar no jogo. Após o chute extra, 7×0 Steelers com 9 minutos a jogar no período.

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O Colts sabia que, mesmo enfrentando uma defesa dominante como a do Steelers, precisaria anotar pontos para dar a sua defesa qualquer chance de êxito contra o equilibrado ataque do time da Pensilvânia. Em sua primeira campanha, após um ganho curto com o RB Edgerrin James, o S Chris Hope fez duas ótimas jogadas na marcação em Marvin Harrison e assim a primeira campanha do Colts terminou com three-and-out.

Após um bom retorno no punt, o Steelers veio a campo numa bela posição e na primeira jogada da campanha Randle-El e suas 18 jardas de recepção colocaram o time novamente no campo de ataque. Mas uma jogada depois, o então segundo-anista Roethlisberger foi interceptado numa tentativa de passe visando o TE Jerome Tuman. O passe, falho em força e velocidade, ficou pendurado no ar e facilitou o trabalho do LB Cato June, que interceptou na linha de 30 jardas do seu campo e retornou até a linha de 35.

Novamente a defesa do Steelers fechou a porta do potente ataque do Colts. Uma corrida pelo meio que resultou em três jardas e dois passes incompletos do Colts, graças ao eficiente pass-rush que incomodava demais o camisa 18 forçaram o time a ir para seu segundo punt sem sequer ter conquistado uma primeira descida, e com 5 jardas totais no ataque até então, a seis minutos do fim do quarto.

O cenário ruim do time da casa só piorou na campanha seguinte. Numa 3ª para 10, Hines Ward bateu sua marcação e recebeu um ótimo passe que resultou num ganho de 45 jardas de recepção e, além disso, mais oito jardas de falta após um face-mask do S Bob Sanders na tentativa de tackle na jogada. No cenário de primeira para o gol, Bettis obteve um avanço pequeno numa corrida, mas na sequencia Roethlisberger conectou o TE H. Miller no fundo da endzone para sua terceira recepção na partida, a primeira para TD. Após o chute extra, com três minutos por jogar, o placar era de 14×0 para os visitantes, com amplo domínio ofensivo e defensivo.

A próxima campanha foi um mix de emoções. Após um sack do LB James Farrior na primeira jogada, o ataque do Colts finalmente deu sinais de vida na conexão de 24 jardas com o WR Marvin Harrison. Mas parou por aí. Ganhos nulos em tentativas de corrida, saída falsa do OT Tarik Glenn e mais um sack do LB James Farrior condenaram a campanha, onde no cenário de 3ª para 24 jardas, o screen-pass de 13 jardas para Reggie Wayne foi insuficiente para renovar a série de descidas. Terceira campanha e terceiro punt.

Segundo Período

Foi então que a defesa dos mandantes começou a agir. Na última jogada do quarto, o DE Larry Tripplett conseguiu um sack em Roethlisberger, em mais um dos erros do então jovem QB que recuou muito na tentativa de dar tempo a seus recebedores e acabou perdendo 10 preciosas jardas no processo. Na sequencia, as 18 jardas de recepção de Ward colocaram o ataque numa situação confortável de 3ª para 2. Mas um passe incompleto condenou a campanha, que marcou o primeiro three-and-out da defesa do Colts.

Era esperado que o desempenho defensivo animasse o ataque, correto? Errado! Manning era muito pressionado pela defesa do Steelers e o coordenador Dick LeBeau abusava de formações audaciosas, no qual mesmo um QB como Manning, reconhecido por identificar blitz e fazer os times sofrerem com isso, não conseguia nada. Três passes incompletos visando o WR Reggie Wayne condenaram outra campanha sem nem um first-down sequer.

A defesa do Colts pareceu finalmente ter acordado, pois mesmo começando praticamente no meio campo, o ataque do Steelers não conseguiu sequer chegar em território de poder chutar um FG e foi obrigado a ir para o punt após seis jogadas.

A próxima campanha deu muitas esperanças para os donos da casa. Até o momento, com 11 minutos para o intervalo, o ataque não havia feito praticamente nada na partida e a defesa, bastante cansada, clamava por uma campanha ao menos duradoura para poderem se recuperar dentro do jogo e continuar o bom trabalho das duas últimas sequências de jogadas. Foi exatamente o que Manning entregou, na melhor campanha do time em toda a partida quando finalmente o ataque pareceu encontrar sua sintonia; Peyton completou todos os seis passes no drive, que contou também com ganhos substanciais dos RBs Edgerrin James e Dominic Rhodes. O time marchava no campo do Steelers, empurrando a defesa para trás deixando eminente a ameaça de TD dos donos da casa. Mas numa situação de 3ª para o gol, na linha de três jardas do ataque e já nos dois minutos finais do tempo, a defesa do Steelers rugiu alto e reduziu a tentativa terrestre de Edgerrin James para o irrisório ganho de uma jarda, deixando Dungy com uma decisão a tomar. Após o pedido de tempo, o Colts decidiu pela tentativa de FG de Mike Vanderjagt e assim, com pouco mais de um minuto para o intervalo, o chute de 20 jardas marcou os primeiros pontos dos mandantes no confronto, 14×3.

O Steelers veio para a última campanha do primeiro tempo sem grandes pretensões, o Colts pediu dois tempos na tentativa de recuperar a bola no período, mas a primeira descida na conexão com Randle-El marcou o fim de um período amplamente dominado pelos visitantes, que também foram para o intervalo com a vantagem no placar.

Terceiro Período

O Colts voltou para o jogo com outra mentalidade ofensiva. Se antes o time abusou de médias/longas tentativas de passe, agora tentavam avanços graduais com passes curtos e corridas sempre visando as laterais. Assim marcharam até a linha de 43 jardas do campo do Steelers, mas o passe de quatro jardas para o TE Dallas Clark foi insuficiente para a renovação das descidas e com isso, mais trabalho apareceu para o P Hunter Smith.

O Steelers também mudou sua mentalidade na segunda metade do jogo. Com a vantagem no placar, não havia o porquê de expor seu jovem QB a erros com um dos melhores RBs da história no backfield em Jerome Bettis e assim, abusando da combinação Bettis-Parker, a defesa do Colts foi sendo minada com bons avanços terrestres que chegaram a levar o ataque para a linha de 31 jardas, até que um sack do DE Dwight Freeney e um passe incompleto visando o RB Verron Hayes limitaram a campanha a uma quarta descida na linha de 36 jardas, onde decidiram ir para o punt.

Começando na sua própria linha de 9 jardas, Peyton Manning vivia um inferno astral contra a poderosa defesa do Steelers. Dois passes incompletos visando James e Harrison colocaram o time numa terrível situação. Para piorar, o LB James Farrior, grande vilão daquela tarde, conseguiu mais um sack na partida que quase resultou num safety, já que Manning fora derrubado em sua própria linha de 1 jarda, marcando mais uma campanha rápida do ataque.

Com o punt ocorrendo da linha de 1 jarda, Hunter Smith até que fez um chute razoável de 49 jardas dentro de sua end zone, mas Randle-El demonstrou habilidade para pegar a bola no meio campo e retornar 20 jardas até ser derrubado pelo fraco time de especialistas do Colts na linha de 30 jardas. De qualquer jeito, a promissora campanha do Steelers já começava em condições de ao menos chutarem um FG.

Não era o plano de Whisehunt, pois após o ganho terrestre de 11 jardas de Willie Parker que posicionou o time na red zone, viu-se o monólogo de “The Bus”, que honrou seu apelido e, com cinco corridas consecutivas, anotou o TD terrestre de uma jarda, onde após o chute de Jeff Reed, o placar confortável para os visitantes apontava a vantagem de 21×3 com 1 minuto por jogar no terceiro quarto.

Peyton Manning e seu ataque vieram a campo sabendo que a vantagem de 18 pontos (três posses de bola) precisava ser tirada na próxima campanha para qualquer chance de vitória do time da casa. Porém, após dois passes incompletos e uma conexão de 8 jardas com o RB Edgerrin James, a 4ª descida para 2 jardas em sua própria linha de 36 jardas era a situação que precisavam enfrentar, já que não cabia um punt naquela altura do jogo. Numa jogada muito bem desenhada, o WR Brandon Stokley, até então fator nulo dentro da partida, apareceu muito bem para uma recepção de 13 jardas, que não só converteu a quarta descida como colocou o time no meio de campo, dando a injeção de ânimo no ataque para o período final.

Quarto Período

Mal sabiam todos que a ótima conversão para fechar o terceiro período seria apenas um prefácio de um dos melhores (e igualmente polêmico) finais de jogo da rica história da NFL. Após um ganho nulo do WR Reggie Wayne, eis que o TE do Colts Dallas Clark, amplamente dominado pelo corpo de LB do Steelers até então, vence sua marcação e mostra velocidade para anotar o TD num passe de 50 jardas, que explodiu o RCA Dome e pareceu ter acordado a torcida para aqueles que seriam os minutos mais emblemáticos da história do antigo estádio. Após o chute extra, 21×10 para os visitantes.

A 14 minutos do fim, a proposta do Steelers era clara: gastar o relógio. Cumpriram seu papel com maestria. Começando de sua linha de 26 jardas, o relógio parou apenas uma vez, num passe incompleto de Roethlisberger, em uma campanha marcada por avanços terrestres graduais sem nenhum tipo de resposta da defesa do Colts, novamente com Bettis e Parker queimando o relógio para desespero da torcida. Mas finalmente o Colts deu uma resposta, parando o ataque na linha de 42 jardas de seu campo, numa campanha que queimou 8 minutos do relógio.

Com apenas 6 minutos e perdendo por duas posses, era a hora do ataque do Colts abrir o livro de jogadas. Após uma conexão de 24 jardas com Reggie Wayne, a jogada seguinte entrou para a história da liga, pelo motivo errado. Já no meio de campo, Manning fez um passe buscando o TE Bradley Fletcher, mas numa ótima leitura, o S Troy Polamalu aparentou ter feito a interceptação que fatalmente selaria a classificação do time para o AFC Championship Game. Mas a emblemática jogada divide opiniões até hoje. Durante o processo da interceptação, O All-pro S rolou no chão e ao levantar, acabou derrubando a bola que posteriormente foi recuperada pelo próprio Polamalu. Porém Tony Dungy desafiou a marcação de campo, alegando que Troy não completou o processo da interceptação e que a jogada seria um passe incompleto, e numa decisão totalmente questionável do árbitro principal Pete Morelli, a jogada foi de fato revertida. O juiz alegou que Polamalu de fato não controlou a bola e anulou a interceptação.

O Colts, que nada a ver tinha com a decisão da arbitragem, se aproveitou do momento criado. Peyton Manning variava seus alvos e, em três passes em sequência, para Harrison, Wayne e Clark, posicionou a bola na linha de 3 jardas do Steelers. As três jardas foram conquistadas por Edgerrin James que invadiu a end zone para cortar a distância em seis pontos mas, a quatro minutos do fim, o chute extra deixaria a distância em 4 pontos e era necessária a conversão de dois pontos para encurtar a distância em um FG, o que de fato ocorreu. Em mais uma jogada muito bem desenhada, mesmo uma falta de saída falsa do OL Ryan Diem, que posicionou o time na linha de 7 jardas, não impediu a conexão com Reggie Wayne para a conversão, e assim, com 4:29 por jogar, o placar apontava 21×18 para o Steelers.

Com a campanha para gastar o relógio e concretizar a vitória nas mãos, o Steelers não foi capaz de capitalizar. Mesmo o Colts cometendo uma falta de interferência no passe na primeira jogada, as duas tentativas de Bettis, que resultaram em pequenos avanços, e um passe incompleto visando Hines Ward foi muito bem defendido por Nick Harper, e a bola voltou para o Colts, naquela que poderia ser a campanha da vitória, pois restavam 2:31 minutos de jogo.

O que ninguém imaginava era que esses 151 segundos seriam dos mais emblemáticos da história da liga, nos quais quatro jogadas antológicas, que praticamente se sucederam e que ficarão marcadas para sempre na história da liga, ocorreram.

A campanha do Colts, que se iniciou em sua linha de 18 jardas foi desastrosa; um passe curto para Edgerrin James que resultou em duas jardas, um sack de Joey Porter que resultou numa perda de oito jardas e um passe incompleto visando Brandon Stokley colocaram o Colts numa situação de 4ª descida para 16 jardas em sua própria linha de 12 jardas. Com 1:27 por jogar, a decisão de Dungy parecia óbvia, colocar a bola nas mãos de Manning, e rezar pela conversão miraculosa.

Na primeira grande jogada que decidiria a partida, Manning alinhou todos seus recebedores em campo na busca pelas 16 jardas que dariam sobrevida ao time na temporada, mas o que se viu no RCA Dome foi um Peyton Manning engolido por Joey Porter e James Farrior, que dividiram o sack responsável pelo turnover on downs do time da casa que praticamente acabaria com a temporada. Após a jogada, o Steelers tinha uma 1ª para o TD na linha de duas jardas, numa eminente ameaçada de TD.

Contando com Jerome Bettis, o Steleers alinhou seu Jumbo-package na busca pelo TD. Veio o handoff e a bola passou para Bettis, que cortou para a direita e buscou o avanço das jardas necessárias para a confirmação da classificação. Mas em um roteiro cinematográfico, o LB Gary Brackett conseguiu um tapa miraculoso que tirou a bola das mãos de Bettis. O fumble foi recuperado pelo S Nick Harper, que tinha grande campo para avançar e retornar para o TD. Mas em uma jogada espetacular, o QB Ben Roethlisberger conseguiu aquilo que ficou conhecido como “The Tackle II”, onde então jovem QB conseguiu parar o retorno de Harper na linha de 42 jardas de seu campo, que jogava no sacrifício devido a uma agressão sofrida a facadas pela namorada na semana do jogo.

De qualquer jeito, após a espetacular jogada, o jogo entrou no seu minuto final com a bola na mão do Colts a um FG que empataria a partida e levaria o jogo para a prorrogação, e foi onde se viu o melhor de Peyton Manning. Conectou Reggie Wayne num avanço de 22 jardas e na sequencia Marvin Harrison para 8 jardas, que posicionou o ataque na linha de 28 jardas do Steelers com 31 segundos para o fim. Dois passes incompletos depois, a situação de 4ª para 2 a 21 segundos do fim do jogo era a situação no momento, e o Colts mandou seus especialistas para o campo.

Liderados pelo K Mike Vanderjagt, o H Hunter Smith e o LS Justin Snow, os especialistas vieram para o chute de 46 jardas que empataria o jogo. Mas Vanderjagt, que estava perfeito nos chutas feitos no RCA Dome durante a temporada toda, viu o mais importante deles ter força mas não ter direção, passando a direita das traves e marcando assim o fim de uma das mais emocionantes partidas da história da NFL, cheia de reviravoltas, decisões equivocadas dos árbitros e carregada de emoção, onde mesmo um jogador muito veterano e vencedor como Jerome Bettis afirmou ter sido o melhor jogo do qual fez parte. Placar final: 21×18 para os visitantes, que conseguiram o upset e marcharam não só para a vitória na Final da AFC contra o Denver Broncos por 34×17, como também conquistaram o Super Bowl XL frente ao Seattle Seahawks, na vitória por 21×10.

Fatos sobre o jogo:

– O ataque do Colts, mais prolífico da temporada, foi reduzido a 123 jardas totais e três pontos no primeiro tempo;

– O jogo marcou a sexta vitória seguida do Steelers, que conquistou mais duas vitórias que culminaram no título daquela temporada;

– Na época, o Steelers foi apenas o segundo time a se classificar para o Super Bowl com o #6 seed desde a fusão entre a AFC-NFL em 1970, que resultou na “Nova NFL”;

– Foi também o primeiro time a vencer o Super Bowl desde 1970 sem fazer um único jogo dos playoffs em casa;

– A partida foi o 4º “one and done” de Peyton Manning, no qual o QB perde o primeiro jogo dos playoffs. Atualmente o jogador tem nove jogos desse tipo.

Críticas? Sugestões de jogos para revisarmos? Foi o melhor jogo da história dos playoffs? Comente!

Obrigado por lerem.

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