quinta-feira, 21 de março de 2019

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Franquia que completa 100 anos em 2019, o Green Bay Packers começará a nova temporada com importantes mudanças. Após não se classificar para os playoffs pela 2ª vez seguida em 2018, a equipe decidiu reformular parte do seu elenco, negociando nomes que fizeram história dentro e fora de campo pelos Cheeseheads. Vendo de perto a ascensão do seu principal rival e atual campeão da NFC Norte, Chicago Bears, o Packers já havia decepcionado um ano antes, após quase uma década de domínio completo dentro da divisão, deixando o Vikings chegar a final de conferência.

Tentando retomar imediatamente a posição de protagonista dentro da NFL, Green Bay foi bastante ativo nesta janela de transferências. Para o setor defensivo, foram contratados os Pass Rushers Zadarius Smith, ex- Ravens, e Preston Smith, ex-Redskins, além do Safety Adrian Amos, ex-Bears. No ataque, a proteção ao QB foi reforçada pela chegada de Billy Turner. Agora, Green Bay se encontra com todas as atenções voltadas para o draft, que acontece no próximo mês. Ostentando duas escolhas de 1ª rodada (12ª e 30ª), o Packers está em boa posição para recrutar dois bons valores e a expectativa é que o time foque no setor ofensivo, dando mais armas para Aaron Rodgers.

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Em 2019, a responsabilidade pelas movimentações no elenco está nas mãos do novo GM da franquia, Brian Gutenkust, que substitui Ted Thompson na função após escolha do dono do time, Mark Murphy. A montagem do novo roster do Packers para a nova temporada também terá influência do novo treinador da equipe, Matt LeFleur. A chegada de LeFleur é considerada a mudança mais importante da equipe, que viu a parceria com o técnico Mike McCarthy – Campeão do Super Bowl em 2010 – chegar ao fim no último ano.

Primeiro treinador do Packers desde McCarthy, que assumiu em 2006, LeFleur é considerado uma mente ofensiva. Em 2018, foi responsável por coordenar o ataque do Tennesse Titans, na primeira experiência na função em sua carreira. Estudioso, o treinador de 39 anos esteve ao lado de alguns dos nomes mais importantes da nova geração da NFL, entre eles Sean McVay (Rams) e Kyle Shanahan (49ers). A desconfiança da torcida recai na sua falta de experiência como treinador, mas a nova administração de Green Bay aposta na tática que trouxe bons resultados para outras franquias nas últimas temporadas.

Despedidas e uma novo chance para Aaron Rodgers

Principal ídolo do Packers e um dos nomes mais importantes da história recente da NFL, Aaron Rodgers será um dos quatro jogadores do elenco original que venceu o Super Bowl em 2010 a permanecer no roster em 2019; Ao seu lado estão o Kicker Mason Crosby, o CB Tramon Williams e o OL Brian Bulaga. Incomodado pela seca de playoffs de Green Bay nas últimas duas temporadas, o camisa 12 voltou a atuar nas 16 partidas após a lesão no ombro em 2017 e está pronto para ter mais uma chance de disputar o troféu Vince Lombardi. Aos 35 anos, Rodgers se encontra em um momento decisivo da carreira e não pode se dar ao luxo de desperdiçar uma nova temporada.

Em campo, o reformulado Packers não contará mais com dois de seus jogadores mais icônicos da última década. O recebedor Randal Cobb testou o mercado nesta Free Agency e acertou no início desta semana com o Dallas Cowboys. No setor de defesa, o LB Clay Matthews não vestirá verde e amarelo em 2019, após aceitar a proposta do Los Angeles Rams para voltar à Califórnia, onde atuou no College. As mudanças, porém, não foram consideradas uma surpresa e os substitutos já vinham sendo preparados nas últimas temporadas, em um processo bem conduzido por Green Bay.

Sob novo comando, a franquia terá em 2019 uma série de desafios complicados: Montagem do novo elenco titular, adaptação do novo treinador Matt LeFleur e a disputa interna com Bears e Vikings por uma vaga nos playoffs. Em uma NFC cada vez mais equilíbrada, o Packers decidiu mudar antes que fosse tarde demais e a torcida espera uma resposta imediata. Com Aaron Rodgers no comando, é bom nunca duvidar dos cabeças de queijo.


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