quinta-feira, 11 de julho de 2019

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A NFL se acostumou a ser uma liga na qual times se transformam da água ao vinho em um curto espaço de tempo. Muito pela estrutura implementada. Mais ainda pelas mentes que conduzem as franquias. A capacidade de se renovar e surpreender a todos, de fato, é de dar inveja em torneios de qualquer esporte já visto. No entanto, como em qualquer gestão do mundo, há falhas. E muitas vezes, a insistência nos erros gera frustrações, arrependimentos e, quase sempre, derrotas.

Mas como chegam os times que ficaram na última colocação de suas respectivas divisões na temporada de 2018? É sempre complicado prever evoluções de quem entregou tão pouco em um passado recente. Muitas vezes, nem mesmo os torcedores acreditam. Contudo, como dito acima, a NFL é capaz de provar sua imprevisibilidade mais uma vez.

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NFC Leste (New York Giants)

É mais um daqueles casos que parece impossível encontrar uma luz no fim do túnel. A franquia até chegou a ser colocada como uma das que podiam surpreender em 2018, mas tudo caiu por água abaixo. Esta temporada tende a ser ainda mais sofrível para os torcedores do lado azul de Nova York. 

O time perdeu nomes de peso como Odell Beckham Jr, que assinou com o Browns, e Landon Collins, que vai jogar na capital do país em 2019. Para reposição, a principal chegada foi Golden Tate. O jogador já teve temporadas memoráveis, mas não supre a ausência do camisa 13 e muito menos tem as características de um recebedor 1. 

No draft, o desastre piorou. Com três escolhas na primeira rodada, a equipe selecionou Daniel Jones na posição 6, Dexter Lawrence na 17 e Deandre Baker na 30. O primeiro, nem preciso comentar, jogador de segunda/terceira rodada. Já o segundo é um prospecto interessante, mas ainda foi considerado uma aposta cedo demais. E não é que acertaram apenas no terceiro? Baker pode ser uma bela peça para a posição de CB. Talvez, o melhor da classe. Ainda sim, é pouco para um time que tenta evoluir na divisão mais valiosa da liga.

NFC Sul (Tampa Bay Buccaneers)

O time até fez um draft decente, com jovens talentosos para a defesa. Mas, assim como o Giants, é pouco. Pouco para uma divisão com três times claramente mais encorpados, incluindo um candidato ao Super Bowl. Pouco para uma franquia que não chega aos playoffs desde 2007. Pouco para uma torcida que não aguenta mais ver campanhas negativas.

Jameis Winston não é um QB ruim, mas também não entregou o que se esperava dele desde a sonhada primeira escolha geral do draft, em 2015. Teve diversas oportunidades de provar seu valor, mas não aproveitou. Até chegou a ir pro banco na temporada passada quando Ryan Fitzpatrick resolveu ser Fitzmagic. E, mais uma vez, a população de Tampa deve ver a pós-temporada do futebol americano profissional da TV de casa.

NFC Norte (Detroit Lions)

Segunda temporada do técnico Matt Patricia no comando do time de Michigan. E o ex-coordenador defensivo do Patriots mostrou que aprendeu bastante com Bill Belichick. Bons nomes chegaram na free agency, que podem elevar a franquia logo de cara. Para a defesa, CB Justin Coleman e DE Trey Flowers. No ataque, WR Danny Amendola. O que eles têm em comum? Todos foram treinados por Patricia em New England.

No draft, outros prospectos que podem contribuir. T.J. Hokenson foi uma verdadeira máquina em Iowa. A secundária também ganhou novas caras, como Will Harris e Amani Oruwariye. O time, no entanto, chega ainda com status de pior da divisão. Muito pelos elencos das outras equipes do norte. Mas é possível enxergar uma boa projeção para o futuro dos leões de Detroit. 

NFC Oeste (Arizona Cardinals)

Em termos de campanha, o pior time da NFL em 2018. Mas a reformulação geral parece que fez bem para o time de Arizona. Josh Rosen não foi bem na primeira temporada e o novo técnico, Kliff Kingsbury, mandou o novato para Miami. Para justificar a troca, foi atrás do vencedor do troféu Heisman, Kyler Murray, na primeira escolha geral do draft. Um QB móvel, com ótimo braço e leitura de jogo. A altura pesa contra. Mas é fato, a evolução do Cardinals passa pelo desempenho do ex-jogador de Oklahoma.

Nas outras rodadas do recrutamento, mais esperança para a franquia. CB Byron Murphy e os WRs Andy Isabella e Hakeem Butler empolgam. Outros atletas que têm experiência e muita bagagem na NFL também chegaram. É o caso dos LBs Jordan Hicks e Terrell Suggs. Com um time reformulado, podemos esperar Arizona bem mais competitivo em 2019. Em uma divisão com Los Angeles Rams e Seattle Seahawks, no entanto, é difícil projetar uma vaga nos playoffs. Olho no Cardinals para o futuro.

AFC Leste (New York Jets)

Se o lado azul tem motivos para estar chateado, o verde deve começar a temporada cheio de esperanças. Sam Darnold entra na segunda temporada com mais maturidade e deve evoluir ao lado do RB Le’veon Bell. O time foi o que mais investiu na free agency entre as 32 franquias e conta agora com jogadores de peso no elenco. Além de Bell, o ILB C.J. Mosley assinou por 5 temporadas e promete ser um verdadeiro terror para os ataques, assim como foi em Baltimore.

Para completar o pacotão, o melhor prospecto do draft caiu no colo da franquia na segunda escolha geral: DT Quinnen Williams. Não é um Aaron Donald, mas tem muita explosão e vai contribuir muito para o miolo da linha defensiva. Com tantos pass-rushers, os QBs e RBs que se cuidem. 

De fato, ainda tem uma grande pedra no sapato do Jets chamada New England Patriots. A turma de Bill Belichick, Tom Brady e cia domina a divisão há muitos anos e entra, mais uma vez, como favorita. Dolphins e Bills também evoluíram consideravelmente. Contudo, o Jets pode sonhar com uma boa evolução já nesta temporada.

AFC Sul (Jacksonville Jaguars)

Falei sobre a equipe na semana passada e você pode encontrar mais detalhes clicando aqui. Por isso, não pretendo me estender muito. Mas talvez seja a equipe com maior perspectiva para 2019. A defesa segue como uma das melhores da liga. O ataque evoluiu. O determinante para o Jaguars serão os duelos de divisão. São 4 times fortes que podem beliscar este título.

O que preocupa para a franquia da Flórida são os próximos anos. Após dar um caminhão de dinheiro para ter Nick Foles, o time pode sofrer para renovar com grandes estrelas que estão próximas do fim de contrato e o desmanche parece inevitável. Abre o olho, David Caldwell!

AFC Norte (Cincinnati Bengals)

Parece que é uma franquia amaldiçoada. Sempre sofre com lesões pontuais. Principalmente quando se trata de draft. Desta vez, foi o OL Jonah Williams, escolhido na 11ª posição, que passará por cirurgia no ombro. Com um time que já tinha o pior elenco da AFC Norte, a perda de Williams é mais um balde de água fria no Bengals.

O QB Andy Dalton também é uma incógnita. Não dá pra prever se o atleta vai seguir produzindo e é importante a equipe de Ohio agir rápido. Browns e Ravens renovaram os jogadores da posição e tiveram uma resposta imediata. Talvez seja a hora do Bengals tomar a mesma atitude.

AFC Oeste (Oakland Raiders)

O time parecia tanto com um reality show que até virou protagonista da série “Hard Knocks”. Com muitos jogadores e treinadores polêmicos, a franquia chega para a temporada com uma lista de incertezas. Mas, sem dúvida, é possível ver muito talento no meio deste caos. Antonio Brown, Trent Brown, LaMarcus Joyner e Tyrell Williams são algumas das estrelas que chegaram nesta intertemporada. 

Sem contar que o time de Jon Gruden teve 4 escolhas nas primeiras 40 do draft. Não são os melhores prospectos do mundo, mas têm qualidade. Chiefs e Chargers, no entanto, são as equipes a serem batidas na divisão. Denver Broncos também evoluiu. A AFC Oeste promete pegar fogo e o vestiário será um fator determinante para a nova arrancada do Raiders. Resta esperar para ver como será gerenciado este novo elenco.

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