segunda-feira, 11 de maio de 2020

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Apesar da divulgação do calendário e tabela de jogos da temporada 2020 da NFL, nada está garantido e tudo ainda é muito incerto em meio a pandemia do covid-19, que assola a humanidade e segue ainda em ascensão no Estados Unidos, com casos confirmados até mesmo na Casa Branca. Diante desse cenário, já foram noticiados alguns planos de contingência da liga e possíveis cenários para a realização da temporada, sendo uma das medidas adotadas a dá não realização dos jogos de pré-temporada.

Embora esses jogos não sejam tão atrativos assim para os fãs (maioria) e muitas vezes serem vistos até como problemáticos, pelo menor nível técnico e físico, além do risco sempre existente de algum jogador se machucar gravemente, não podemos deixar de observar sua importância pelo lado da preparação e principalmente na ótica do jogador. Mas não estamos falando aqui das estrelas ou de jogadores já consolidados e importantes para as franquias, pois esses na maioria das vezes nem sequer vão a campo durante a pré-temporada. É preciso ter a sensibilidade aqui de se colocar na posição e observar o quão é valioso esse momento para os atletas mais novos e que sequer foram draftados ou então foram selecionados no final do draft e que naquele momento brigam incessantemente pela oportunidade de fazer parte do elenco final de um time ou mesmo de seu Practice squad.

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Normalmente esses jogos são o grande momento e chance desses jogadores mostrarem que têm condições de fazer parte do time e referendarem o trabalho feito durante toda a off season. Agora imaginem a dificuldade que será para esses atletas conseguirem realmente mostrar valor com a inexistência desses jogos ou ainda pior, imaginando uma redução drástica da quantidade de programas e treinos em campo, algo já bem mais plausível. na medida que o tempo avança e ainda não temos segurança para que os times possam se reunir normalmente para treinar.

A título de exemplo e comparação, a essa altura no ano passado já tinham acontecido os rookie minicamps, em que os times da NFL fazem uma série de atividades e treinos num final de semana com seus jogadores draftados, assim como os undrafted free agents e ainda convidam outros tantos que não foram draftados e nem assinaram como undrafted free agentes, a fim de dar mais uma oportunidade e conferida de perto, onde alguns desses até conseguem assinar um contrato. Em 2019, o programa de desenvolvimento para os calouros também já estaria prestes a começar e por mais que as equipes estejam fazendo suas reuniões de maneira online e mantendo sempre o contato com os atletas e repassando os playbooks, isso é algo totalmente diferente e que será muito sentido na medida que o tempo avance e as primeiras práticas e testes físicos tivessem de ser realizados.

Sendo pessimista quanto a duração do problema e imaginando que o cenário atual de insegurança para a saúde de todos continue e se arraste por mais alguns meses, fica evidente que os grandes prejudicados serão esses jogadores mais novos e que ainda têm de se provar. É claro que as situações variam de elenco para elenco, mas de um modo geral, é muito mais inteligível de se crer que eles estão numa situação de desvantagem se comparado a jogadores similares, mas que já têm alguma experiência ou amostragem dentro da NFL e de seu ambiente de competitividade, seja ele de treino, jogo de pré-temporada ou jogo oficial.

Dessa maneira, não seria surpresa que, caso o cenário atual se estenda e os treinos e a preparação sejam encurtados demais ou não se realizem, a realidade para esses jogadores de final de roster seja ainda mais dura do que o normal e não os proporcione chance para, de fato, poderem brigar e almejar uma vaga, como normalmente vemos em todas as pré-temporadas, resultando num número bem menor de calouros UDFA ou mesmo de escolhas das rodadas finais nos elencos ativos. A competitividade acabaria sendo reduzida e o desenvolvimento de alguns desses atletas pode ser comprometido e até perdido. Não precisa ir tão longe para lembrar jogadores que marcaram história na liga vindos como UDFA, como James Harrison (EDGE), Jeff Saturday (C), Tony Romo (QB), Antonio Gates (TE) e tantos outros. Imaginem agora se eles não tivessem tido oportunidades suficientes de mostrar talento e potencial nas práticas e treinos…. Tal cenário merece ser refletido e observado de perto.

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