segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

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Os olhos de todo o fã da bola oval estarão voltados para Atlanta, Georgia, no dia 3 de fevereiro. Los Angeles Rams e New England Patriots estarão frente a frente no Super Bowl LIII. Ambos os times vem calejados de jogos incríveis no último final de semana, os dois com prorrogação. Enquanto o Patriots despachou o quente Chiefs de Mahomes, o Rams conseguiu se recuperar após sair perdendo e buscar uma vitória incrível sobre o Saints. A equipe de Los Angeles, muito bem treinada por Sean McVay, era tida pela maioria como o patinho feio das finais de conferência, mas superou as adversidades e garantiu presença para a final da temporada de 2018.

Confira como foi a trajetória do Los Angeles Rams durante esta temporada, que culmina em sua primeira visita ao Super Bowl nos últimos 17 anos (coincidentemente, a última vez também foi contra o New England Patriots).

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Início quente!

A temporada de 2018 do Los Angeles Rams começou com o objetivo de apagar a decepcionante derrota na semana de Wild Card da temporada anterior. O time saiu vitorioso nas primeiras 8 semanas da temporada, aplicando uma média de quase 33 pontos por jogo em seus oponentes. O quarterback Jared Goff estava voando em setembro e outubro. Na semana 4, contra um Vikings que até então era tido como uma das forças da NFC, lançou 465 jardas, 5 touchdowns para 4 alvos diferentes, completou 78,8% de seus passes e teve um passer rating perfeito de 158,3. E se na semana seguinte não foi tão bem, contra o Denver Broncos lá no Mile High Stadium, outra peça do ataque brilhou.

Todd Gurley teve o melhor jogo de sua carreira contra o Broncos, correndo para 208 jardas e 2 touchdowns e sendo o principal motivo do time sair com a vitória, que foi apertada por 23 a 20. E esse início também teve atuações de gala do corpo de wide receivers do time. Brandin Cooks, Robert Woods e Cooper Kupp combinaram nas primeiras 8 partidas para 1753 jardas e 21 touchdowns. Isso levando em conta que Kupp lesionou o joelho contra o Broncos na semana 6, lesão esta que comprometeu o restante de sua temporada, contribuindo para estes números apenas nas 5 primeiras semanas. O LA Rams de 2018 começou com um ataque que te batia de todas as formas possíveis.

A primeira derrota e a redenção antes da folga

Na semana 9 o Rams perdeu sua invencibilidade. Indo à New Orleans enfrentar o Saints, o time saiu de campo derrotado por 45 a 35, mas deu muito trabalho para os anfitriões. A primeira metade acabou com o Saints vencendo por 35 a 17 no que parecia uma vitória tranquila. Porém o Rams voltou acordado para o segundo tempo, conseguindo até mesmo empatar a partida no início do último quarto, com mais um desempenho sólido de Jared Goff na temporada (391 jardas e 3 TDs). Porém o Saints dominou no final da partida e saiu com a vitória, que acabou determinando quem ficou com a primeira colocação na NFC e a vantagem de decidir em casa até o Super Bowl.

Porém essa derrota não pareceu atingir o Rams. Na partida seguinte venceu o Seahawks em casa e na semana 11 participou de um dos melhores jogos da história da temporada regular. Recebendo o Kansas City Chiefs, sensação da temporada, a partida foi um verdadeiro tiroteio. O Rams bateu primeiro, com Goff achando Woods e Reynolds para touchdowns. Mas o Chiefs respondeu à altura, liderado por Patrick Mahomes e conseguindo levar o jogo empatado ao intervalo. A segunda metade jogo continuou equilibrada. No último quarto, Goff lançou um touchdown de 40 jardas para Everett para assumir a liderança por 54 a 51. A defesa ainda interceptou Mahomes 2 vezes para garantir definitivamente a vitória. Não poderia se esperar uma forma melhor de ir para a semana de folga.

Volta conturbada do descanso

A volta da folga veio com uma vitória tranquila e esperada sobre o Detroit Lions por 30 a 16. Porém as duas semanas seguintes foram meio complicadas. Contra o Bears em Chicago veio a segunda derrota da temporada. Jared Goff jogou mal, lançando 4 interceptações (pior marca de sua carreira). Além disso, pela primeira vez na era de Sean McVay o Rams não conseguiu marcar um touchdown sequer. Saiu derrotado, perdendo por 15 a 6. Na semana seguinte, outra marca ruim para McVay: perdeu 2 jogos consecutivos pela primeira vez como técnico do Rams. A derrota desta vez foi dentro de casa, contra um Eagles já liderado por Nick Foles.

Bem, pelo menos as duas últimas rodadas foram contra Cardinals e 49ers (primeira e segunda piores campanhas da temporada). Como esperado, vitórias fáceis para recuperar o ânimo do time e garantir a semana de folga na pós-temporada.

Pós-temporada

Os playoffs começaram de certa forma tranquilos para o Los Angeles Rams. Recebendo o Dallas Cowboys, mesmo que a partida não tenha sido um atropelo, o Rams conseguiu uma vitória sólida em uma partida sem muita emoção. O início de jogo até foi mais favorável para os Texanos, mas os donos da casa logo assumiram a liderança com uma defesa que não deixou Ezekiel Elliot jogar e um ataque corrido avassalador. A dupla Todd Gurley e C.J. Anderson doutrinou a 5ª melhor defesa contra o jogo corrido da temporada, com 115 jardas e 1 TD para Gurley e 123 jardas e 2 TDs para Anderson. Já na final de conferência, a partida foi muito mais emocionante. Visitando novamente o Saints do Superdome (onde sofreu a primeira derrota da temporada) o time mostrou muita força e personalidade para conseguir se recuperar mesmo estando muito atrás no placar por boa parte da partida. Pena que esse desempenho sólido e maduro do time ficará para sempre na sombra da não marcação da falta de Robey-Coleman sobre Tommylee Lewis no final do jogo, que acabou decidindo a partida.

A temporada do Los Angeles Rams serviu para Sean McVay se firmar como um dos melhores técnicos da liga. O ataque montado e esquematizado por ele foi impressionante na temporada e sem dúvidas mudou os ventos da franquia. Em complemento a isso, o veterano Wade Phillips tem feito um trabalho excelente treinando a defesa do time, além de trazer os anos de experiência na liga que faltam à McVay. E talvez a maior surpresa dessa temporada foi o desempenho sólido nos playoffs até agora. Se ano passado o time decepcionou contra o Falcons já no Wild Card, neste ano são duas vitórias consistentes sobre times fortes, inclusive despachando a melhor equipe da NFC fora de casa.

E por falar em talento, que temporada está fazendo Aaron Donald. Se não bastasse sua habilidade ao parar o jogo corrido, são 20,5 sacks para o defensive tackle na temporada, maior marca este ano e recorde para um jogador da posição. Essa capacidade de aplicar pressão e destruir o pocket pelo interior da linha defensiva é vital quando se joga contra Tom Brady.

Para o Super Bowl 53, o principal confronto que precisa ser vencido pelo Rams é contra a linha ofensiva do Patriots, que contra o Chiefs permitiu a Brady sair de campo com a camisa branca limpinha, sem nenhuma marca de grama, além de abrir constantemente buracos para os running backs. Como já é bem sabido, para vencer o Patriots é crucial conseguir pressionar com apenas 4 homens (queimar blitz é especialidade de Brady). E pressões pelo interior da linha são ainda mais efetivas contra o veterano quarterback. Sorte do Rams por ter Aaron Donald e Ndamukong Suh jogando por ali.

Além disso, teremos o confronto de duas gerações de técnicos. Poderemos observar o que a mente ofensiva genial de Sean McVay conseguirá fazer contra toda a experiência e conhecimento de Bill Belichick.  A batalha do ataque aéreo do Rams contra a secundária do Patriots será vital para partida. Se por um lado formações com 3 recebedores (Cooks, Woods e Reynolds) tem dado extremamente certo para o Rams, por outro a defesa do Patriots é ótima parando ataques com esta formação. A principal forma do Patriots parar 3 recebedores é utilizando formações em Cover 1, permitindo apenas 6,9 jardas por tentativa de passe desta forma. Porém o Rams é o melhor time da liga atacando defesas em Cover 1. Será interessante ver esse verdadeiro jogo de xadrez entre os dois treinadores.


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