segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

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Neste sábado, dia 11 de janeiro de 2020, presenciamos uma das maiores surpresas dos últimos tempos na pós-temporada da NFL. O time de melhor campanha da liga e com o virtual MVP da temporada Baltimore Ravens, recebeu o número 6 da conferência americana Tennessee Titans, que havia vencido o New England Patriots no jogo de wild card, para decidir quem iria jogar a final conferência.

Bem, como dito, a zebra passeou por Maryland e o time de Nashville fez mais um ótimo jogo e garantiu a vaga na final da conferência, frustrando basicamente todo o fã da NFL, que dava como certa a classificação do melhor time da liga na temporada regular.

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Este que vos escreve, nas suas incumbências no Instagram (@ligados32), recebeu diversas mensagens em que o clima era de saber quem iria viajar para Baltimore na final da conferência, ignorando a crescente do time de Tennessee. Irei pontuar alguns dos motivos que acredito terem levado Baltimore a sucumbir diante da equipe de Mike Vrabel.

Domínio da linha de scrimmage

O time de Baltimore, assim como Tennessee, tem no jogo corrido a sua principal arma durante o ano, mas com abordagens diferentes. Em Tennessee, Derrick Henry e sua combinação de força, velocidade e tamanho que o torna muito difícil de ser derrubado. Em Baltimore, a read option chamada por Greg Roman, a lá San Francisco 49ers da época de Colin Kaepernick (que era coordenado por Roman), mas que contém as Run Pass Options, que o QB do Baltimore executa com muito mais precisão que Kaepernick faria, por ser mais preciso passando a bola.

O detalhe foi que Vrabel lotou o box e dominou a linha de scrimmage defensiva, com marcações homem a homem na secundária. Com Rashaan Evans quase sempre no spy contra as corridas de Lamar Jackson, o jogo corrido de Baltimore não funcionou nem com o quarterback, nem com Mark Ingram, baleado após lesão. No ataque, Arthur Smith sabia que teria que dominar a linha de Baltimore para ter chance. Dominou. A linha ofensiva fez ótimo trabalho, Henry foi monstruoso mais uma vez e ainda protegeu Tannehill muito bem em jogadas de play action.

 

Chamadas ofensivas de Baltimore

Claro que as situações de jogo fizeram com que Lamar fosse obrigado a passar a bola mais de 50 vezes. Mas mesmo quando a diferença não era tão grande, as chamadas tão elogiadas durante a temporada regular, deixaram a desejar. Com Ingram baleado e o box lotado para conter Lamar e os running backs correndo com a bola, Roman preferiu confiar um pouco mais no jogo de passe do que aumentar o volume de Gus Edwards. O que se viu foi uma ótima marcação da secundária do Titans e um show de drops por parte do Ravens. Um exemplo disso, foi um QB sneak off tackle, numa quarta descida para polegadas que era trivial para o time de Baltimore durante a temporada regular, retratou como as chamadas foram ruins durante o jogo.

O termo usado por Dan Fouts na transmissão americana foi “rusty”. Parecia que a escolha das jogadas e a execução delas estava “enferrujada”, após praticamente 3 semanas de folga dos principais jogadores (do jogo contra o Brows dia 22/12 até 11/01). É subjetivo, mas um argumento muito válido, uma vez que a confiança e o ritmo de jogo do time estavam no máximo durante a temporada regular.

O jogo mental

Como a NFL ainda não é uma liga de robôs, as emoções dos envolvidos contam como parte do processo de um jogo. Mike Vrabel, tricampeão do Super Bowl como linebacker de Bill Belichick no New England Patriots sabia que teria que frustrar Lamar Jackson, em seu segundo jogo de playoff e afetar a confiança do time adversário.

Além de tirar o jogo terrestre,  o maior sucesso da defesa de Tennessee foi conseguir dobrar no alvo preferido de Lamar (Mark Andrews) e pressionar Lamar pelo meio, para tirar o timing dos lançamentos e das rotas. Com isso, o meio do campo, zona preferida e com maior precisão do QB de Baltimore se tornou um problema e ele se viu obrigado a lançar para as laterais, onde ele tem uma precisão menor. Isso gerou turnovers, que trouxe a frustração a Lamar.

 

Tennessee na liderança no início do jogo

Para mexer nas emoções do time adversário, a comissão técnica de Tennessee sabia que seria importante abrir uma vantagem, para diminuir o impacto do jogo terrestre do Ravens e para cadenciar o ritmo do jogo com o seu próprio jogo terrestre. Ao forçar turnovers e convertê-los em touchdowns logo nas primeiras campanhas, Tennessee desafiou Lamar a vencer o jogo com o braço, lançando para fora das hash marks, e obteve sucesso. A frieza do ataque em converter jogadas chave, como a trick play de Henry para Corey Davis foi a cereja do bolo para um jogo muito bem pensado e executado pelo time de Nashville.

 

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