terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

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Com o começo do período de aplicação da Franchise Tag, pode-se dizer que a offseason está, de fato, iniciada. A partir de agora, pode-se esperar uma série de notícias de contratações, trocas e movimentações dos times enquanto buscam montar os elencos para a próxima temporada. Entre os eventos dos próximos meses está o Draft e nessa matéria tentaremos começar a localizar como estão as classes de algumas posições para este recrutamento, começando pelos WRs.

Amplamente considerado um grupo de bom nível, a classe de WRs do Draft de 2019 oferece uma ampla variedade para as franquias. São recebedores que podem ser alvos explosivos e atléticos, torres que ganharão bolas no ar, especialistas em rotas, diferentes tipos que poderão atuar no slot, não falta um boa oferta para tentar reformular o arsenal de um time. Assim, daqui em diante passaremos por alguns dos nomes de destaque que estarão disponíveis no Draft em abril.

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O trio de Ole Miss

Um dos fatos mais interessantes dessa classe de recebedores é que Ole Miss entregará três para a próxima temporada da NFL e todos eles são muito bons e têm boas chances de serem escolhidos nos dois primeiros dias do Draft.

Na maior parte dos rankings que você procurar, irá encontrar DK Metcalf como o principal nome da classe na posição. Muito alto e forte, ele é uma aberração atlética. Tem ótimas mãos para fugir da pressão da linha de scrimmage e um potencial muito elevado. Por outro lado, costuma sofrer alguns drops de concentração e ainda é um tanto cru e tem amplo espaço para evolução, mesmo já em alto nível. É quase uma certeza na primeira rodada, mesmo com questões quanto a produção universitária e algumas lesões.

O mais produtivo do trio era AJ Brown, que teve 160 recepções para mais de 2500 jardas nas duas últimas temporadas somadas. Ele era um recebedor de slot que tinha saída livre da linha de scrimmage e executou boas rotas para o espaço aberto e gerava ganhos sólidos com a bola nas mãos. No entanto, quando jogou pelos flancos, mostrou dificuldades de lidar com o contato e isto deve limitá-lo a atuar por dentro, mesmo com um bom tamanho.

Por fim, o elemento que acabava sendo esquecido por muitos é Damarkus Lodge. Assim como Metcalf, ele executava muitas rotas verticais, o que limitou sua árvore. No entanto, é mais desenvolvido na atenção aos detalhes. Tem um conjunto de habilidades razoavelmente completo, mas precisa urgentemente trabalhar nas mãos para evitar os drops na NFL e garantir tempo de jogo imediatamente.

Os jogadores de bolas contestadas

Este grupo envolve aqueles que são mais altos e mostram grande habilidade de ir buscar a bola no ar. Esta função requer ótimo controle corporal, impulsão, força física, noção de posicionamento, concentração e mãos seguras.

O primeiro nome que vem a mente que pode entrar nesta categoria, mas é muito mais que isso é Kelvin Harmon (NC State). O WR é um dos jogadores mais completos da classe na posição, com ótimo nível até nos bloqueios. A maior questão está em sua velocidade final, que pode limitá-lo como alvo em profundidade.

N’Keal Harry (Arizona State) é outro nome que se destaca na função e ainda pode causar estragos depois da recepção, mas tem problemas de separação. JJ Arcega-Whiteside (Stanford) é a maior arma na red zone nesse Draft e tem um jogo já refinado, mas precisa mostrar que atinge os patamares atléticos mínimos ou então terá dificuldades para produzir na NFL. Hakeem Butler (Iowa State) é um monstro com a bola no ar e um grande quebrador de tackles com a bola nas mãos, só que precisa melhorar as rotas para alcançar um nível ainda maior.

Os recebedores de slot

Esta classe também traz uma boa variedade de WRs que podem atuar no slot. Normalmente estes são mais baixos, mas existem exceções, e podem ter dificuldades em lidar com contato na saída da linha de scrimmage, mas possuem um trabalho de pés muito ágil para conseguir janelas rápidas para os quarterbacks.

Além do já citado AJ Brown, Andy Isabella (UMass) parece ser um dos principais nomes para a função. É um jogador muito rápido e que inclusive pode atacar o fundo do campo. Consegue separação em instantes e normalmente é um alvo seguro.

Hunter Renfrow (Clemson) é outro nome que merece consideração por conta das mãos absurdamente confiáveis e era o principal alvo dos atuais campeões em terceiras descidas. Jakobi Meyers (NC State) é um ex-QB que já mostra bons traços na evolução para a nova posição e pode ser projetado como um alvo grande para a função. Mecole Hardman (Georgia) é um recebedor elétrico, que deve ser uma das maiores armas com a bola nas mãos da classe e deve ter mais impacto do que na carreira universitária.

Os monstros após a recepção

Geralmente estes WRs são alvos que conseguem produzir em profundidade por conta de velocidade, mas são especialmente perigosos quando são colocados em espaço aberto e podem produzir por conta própria. Visão, velocidade, criatividade e agilidade estão entre os principais atributos necessários.

O nome de maior destaque aqui é Marquise “Hollywood” Brown. O WR era o principal alvo do ataque de Oklahoma e produzia em todos os níveis do campo, mas era incrível como conseguia levar passes curtos para a endzone. Além disso, como tem um nível elevado nas rotas, deve sair no top 50 do Draft, inclusive com a primeira rodada sob forte cogitação, mas o tamanho diminuto e uma recente lesão no pé pesam contra.

Outro recebedor que pode se encaixar nessa categoria e está entre os melhores da classe é Deebo Samuel (South Carolina). Ele tem boas rotas, velocidade, equilíbrio para atravessar o contato e ainda consegue ganhar em algumas jogadas contestadas. Contra ele estão o fato de ser preguiçoso nos bloqueios e ter um histórico de lesões já.

Também podem ser considerados nessa faixa Parris Campbell (Ohio State), que ainda não é o WR mais refinado, mas é muito explosivo com a bola nas mãos, Terry McLaurin (Ohio State) com sua forte habilidade de mudança de direção e Andy Isabella, que já foi citado anteriormente.

O caso Riley Ridley

Um dos casos mais interessantes dessa classe é o de Riley Ridley (Georgia). Os amantes de números irão derruba-lo por ter produção abaixo do esperado para alguém que é cogitado nas primeiras rodadas do Draft. No entanto, um estudo minucioso de sua passagem universitária revela um WR que corre rotas com nuance e faz um bom trabalho de separação. Também tem mãos confiáveis e pode vencer com a bola no ar. Por outro lado, não é um jogador de elite em nenhum desses atributos, o que o torna uma avaliação muito curiosa.

Algumas opções que passam por baixo do radar

Por fim, deixarei alguns nomes que não são muito falados, mas podem causar impacto na NFL por conta de algum atributo.

Antoine Wesley (Texas Tech) foi o terceiro recebedor que mais acumulou jardas na última temporada. Este também foi seu único ano de destaque. Para um WR muito alto, ele mostra desenvoltura acima da esperada nas rotas e como uma arma com a bola nas mãos. Além disso, é um alvo de respeito com a bola no ar e ainda ajuda nos bloqueios. Contudo, não parece estar entre os mais atléticos e jogou em uma universidade e em um esquema que colaboravam para a elevada produção.

KeeSean Johnson (Fresno State) é um WR de mãos muito seguras e rotas de qualidade. Stanley Morgan Jr (Nebraska) é capaz de executar uma árvore muito variada em bom nível e também pode vencer tanto no ar quanto com a bola nas mãos.


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