sexta-feira, 12 de julho de 2019

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A carreira de um jogador de futebol americano profissional requer muita dedicação. Afinal, não é fácil manter a forma física e mental para estar sempre na elite esportiva em uma liga única como a NFL. Mas seja durante os anos como jogadores, seja após a aposentadoria, alguns atletas conseguiram também um certo destaque em outras modalidades.

Nessa semana, o ex-defensive end Richard Seymour, que fez carreira por New England Patriots e Oakland Raiders, conseguiu chegar muito longe no Main Event da World Series of Poker, terminando entre os 200 primeiros colocados dentre mais de 8 mil participantes no maior evento do mundo do esporte da mente. Apesar de não ser um título, é um feito a se celebrar. Por isso, decidimos listar atletas da NFL que não se limitaram ao futebol americano.

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6. Ron Brown

Imagine ser um calouro na NFL com uma medalha de ouro olímpica? Foi exatamente isso que aconteceu com Ron Brown, wide receiver que fez carreira nos anos 80. Atleta multi-esportivo em Arizona State, ele foi selecionado na segunda rodada do Draft de 1984 pelo Los Angeles Rams. Só que, durante o processo de preparação para a sua primeira temporada, ele tinha outras prioridades.

Ron Brown fez parte da equipe norte-americana no revezamento 4×100 nas Olimpíadas de 1984. Ele foi o segundo a carregar o bastão no caminho para o ouro. O tempo total foi de 37,83 segundos, suficiente para o lugar mais alto do pódio. Logo em seguida, apresentou-se ao Rams.

Na NFL, Ron Brown atuou durante oito anos, sendo seis deles com o Rams. Era conhecido pelo apelido de “Speedball Brown” e foi selecionado tanto para o Pro Bowl, quanto como um All-Pro na temporada de 1985, a melhor de sua carreira.

5. Michael Carter

A história de Ron Brown poderia ser ainda melhor: e se ele tivesse ganho uma medalha olímpica e o Super Bowl no mesmo ano? Foi exatamente o que aconteceu com Michael Carter.

Da pequena universidade de SMU, Carter foi escolhido pelo San Francisco 49ers no mesmo draft de 1984. Assim como Brown, ele tinha no momento outra prioridade: as olimpíadas de Los Angeles. Um nose tackle de mais de 130 kg, obviamente não era nas provas de velocidade que ele se destacava, mas sim no arremesso de peso.

Carter ganhou a medalha de prata para os Estados Unidos naquelas olimpíadas, arremessando 21,09 metros, quinze centímetros a menos que o italiano Alessandro Andrei. Voltou para o 49ers e participou da equipe que venceria o Super Bowl XIX. Ainda ganharia mais dois anéis na carreira e seria escolhido três vezes como All-Pro, em 1985, 1987 e 1988.

O nose tackle passou toda a sua carreira com o 49ers até se aposentar em 1992.

4. Herschel Walker

A carreira de Herschel Walker na NFL foi imensa: entre 1986 e 1997, ele atuou como running back por Dallas Cowboys, Minnesota Vikings, Philadelphia Eagles e New York Giants. Somou mais de 8 mil jardas terrestres, anotou 82 touchdowns no total, foi duas vezes ao Pro Bowl e também para o segundo time All-Pro.

Mas não era o suficiente. E Walker escolheu um esporte bastante alternativo para misturar com o futebol americano, o bobsleigh – aquele dos trenós, do filme “Jamaica Abaixo de Zero”. Ainda enquanto atuava na NFL, representou os Estados Unidos nas Olimpíadas de Inverno de 1992, terminando em nono lugar.

Para por aí? Não! Após a aposentadoria, Walker também se arriscou no MMA, tendo uma carreira com duas vitórias e nenhuma derrota. Aos 50 anos, ele disse cogitar tentar voltar para a NFL. Mas aí, como podemos imaginar, não deu certo.

3. Ed “Too Tall” Jones

 

Herschel Walker não interrompeu a sua carreira para se dedicar ao bobsleigh. Ed “Too Tall” Jones, que recebeu esse apelido pela sua altura de 2,06 metros e foi um excepcional defensive end pelo Dallas Cowboys nas décadas de 1970 e 1980, por sua vez, anunciou a aposentadoria da NFL porque queria ser boxeador.

Ed já tinha vencido um Super Bowl, mas os melhores anos de sua carreira ainda estavam por vir. A aposentadoria veio em 1978 com o intuito de lutar e a carreira como pugilista foi breve, mas muito vitoriosa – seis confrontos, seis vitórias, cinco por nocaute.

Mas o futebol americano chamava, e em 1980, Ed voltou para o Cowboys. E aí teria grande destaque, com três seleções como All-Pro entre 1981 e 1983. Sacks não eram oficiais durante boa parte de sua carreira, mas estima-se que ele somou 106 no total. Atuou até 1989.

Após a aposentadoria definitiva, ele declarou que a pausa na carreira para o boxe foi a melhor coisa que fez, já que esse era o esporte que realmente amava.

2. Bo Jackson

Bo Jackson é uma das histórias mais conhecidas de jogadores multi-esportes. Compartilhava a carreira na NFL e na MLB ao mesmo tempo, dedicando-se às temporadas dos dois. Foram apenas quatro anos como jogador profissional de futebol americano, é verdade, mas suficientes para uma ida ao Pro Bowl.

Jackson era um running back excepcional que encerrou a carreira com uma média de 5,4 jardas por carregada. Sua carreira foi toda pelo Los Angeles Raiders.

Mas o que realmente marca a história de Bo Jackson é o fato dele ter sido um All-Star em dois esportes, já que além de ter ido ao Pro Bowl da NFL, também alcançou essa honraria na MLB. No baseball, sua carreira foi bem mais longa, durando entre 1986 e 1994 e passando por três times. Ele bateu 141 home runs durante esses anos.

1. Deion Sanders

Para muitos, Deion Sanders é o maior atleta que já viveu. E isso transparece pelo fato de tudo que ele alcançou tanto no futebol americano, como no baseball. É a única pessoa a ter jogado tanto um Super Bowl, como uma World Series.

Na NFL, Sanders era cornerback e retornador de chutes. Atuou entre 1989 e 2004, passando por cinco times e sendo selecionado nada vez que oito vezes como All-Pro. Venceu dois Super Bowls, um pelo San Francisco 49ers e um pelo Dallas Cowboys. Terminou sua carreira com 53 interceptações, sendo 10 retornadas para touchdown, além de nove outros touchdowns em retornos de chutes e três recebidos. Era muito versátil e foi uma das grandes estrelas da década de 1990.

Mas Sanders também foi um outfielder por cinco times da MLB entre 1989 e 2001, Apesar de nunca ter sido um All-Star, chegou a disputar uma World Series e tinha a velocidade como grande destaque: roubou 186 bases na carreira. Sua média no bastão foi de .263 durante esses doze anos.

Não há dúvidas do imenso talento atlético que Sanders possuía.

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