segunda-feira, 2 de setembro de 2019

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As 32 franquias da NFL tinham até o último sábado, dia 31 de agosto, como prazo final para reduzir os seus elencos e definir os jogadores que atuarão, em princípio, na temporada regular de 2019. Como durante a pré-temporada os elencos podem contar até com 90 jogadores, não é uma tarefa nada simples chega ao número final de 53, sendo um dos momentos mais difíceis e implacáveis da liga, “desempregar” num único final de semana quase 1.200 jogadores, onde muitos desses, infelizmente, não voltarão a ter mais chances na NFL.

Com tamanha competitividade, é comum que todos os anos tenhamos algumas surpresas nas listas finais de cada um dos times, seja com o corte de veteranos já consagrados, que sucumbem diante da necessidade de renovação do elenco ou austeridade no cap salarial da equipe ou ainda com o corte de escolhas de Draft mais recentes, que simplesmente não vingaram e não contam mais com a paciência e complacência de seus times.

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Dessa forma, passemos então a elucidar e falar um pouco de alguns cortes inesperados ou que chamaram muita atenção nesses últimos dias:

RB LeSean McCoy – Buffalo Bills

O veterano running back completou 31 anos em julho e vem de sua pior temporada na NFL, fatores que falam muito para um jogador dessa posição, contudo, McCoy ainda era sem dúvidas o jogador mais talentoso de todo o ataque do Bills, tendo a equipe, inclusive, declarado por intermédio de sua comissão técnica, algumas vezes durante a offseason que o jogador seria o RB1 do time para a temporada.

Com sua dispensa, a franquia salva pouco mais de 06 milhões de dólares em seu cap space, valor muito considerável, porém, longe de ser uma necessidade, pelo atual momento financeiro vivido. Com isso o backfield de Buffalo fica sob o comando do ainda mais veterano e interminável Frank Gore, dividindo snaps com o novato Devin Singletary e tendo ainda o recém-contratado T.J. Yeldon dando profundidade. Já McCoy, não ficou muito tempo sem time e já fechou contrato com o Kansas City Chiefs, onde deve dividir a carga de snaps com Damien Williams, como o próprio treinador principal Andy Reid já afirmou, tendo tudo para se tornar um fator importante na nova casa.

RB LeSean McCoy

K Kaare Vedvik – Minnesota Vikings

Ninguém faz uma troca enviando uma escolha de quinta rodada do draft por um kicker, para pouco mais de dez dias depois o dispensá-lo. Porém, foi exatamente o que aconteceu nesse caso. Após ter despertado a atenção não somente do Vikings, mas de várias outras equipes, Kaare Vedvik foi disputado e trocado pelo Baltimore Ravens por um ótimo valor e chegou cercado de muitas expectativas em Minnesota, no entanto, depois de desembarcar na nova casa, o kicker errou praticamente tudo o que tentou.

Perdeu a batalha da posição com o veterano Dan Bailey e não foi sequer capaz de disputar também a posição de punter, já que também faz a função e era uma das expetativas após sua troca. Mantê-lo como punter poderia até mesmo ser uma forma de mostrar paciência com o jovem jogador e tentar resgatar a sua confiança, no entanto, o General Manager Rick Spielman simplesmente engoliu o orgulho e dispensou o norueguês, confirmando a quão desastrosa e confusa foi toda a movimentação feita, não trazendo o Kicker sequer para o Practice Squad do time.

QB Brian Hoyer – New England Patriots

Vindo de Bill Belichick e do Patriots não dá para afirmar propriamente que é uma surpresa, mas chama muita atenção a dispensa de Brian Hoyer que havia se estabelecido como backup e um seguro experiente na posição de quarterback dentro do New England Patriots, após a negociação que levou Jimmy Garoppolo ao 49ers.

O calouro Jarrett Stidham não somente venceu a disputa de espaço na pré-temporada, como deixou o time confortável para levar somente dois quarterbacks, sendo ele a única opção por trás de Tom Brady. Hoyer tanto tem espaço e é reconhecido na liga como uma peça de profundidade e experiência interessante para se ter num elenco, que logo ganhou uma nova casa, assinando um bom contrato de 03 anos e 12 milhões de dólares com o Indianapolis Colts, tendo sido amplamente desejado e buscado por vários times, desde o momento em que foi dispensado.

QB Brian Hoyer, agora jogador do Colts

EDGE Jachai Polite – New York Jets

A experiência Jachai Polite mal começou e já teve um fim em Nova York. O jogador que foi escolha de terceira rodada no draft desse ano, sequer conseguiu permanecer no elenco do time e continua com sua incrível história de declínio, iniciado ainda no processo pré-draft. Tido como um prospecto top 20 no início e escolha certa na primeira rodada, a sequência de eventos lamentáveis e que o mesmo realizou, fez com que Polite fosse hoje apenas uma opção questionável de Practice Squad de outro time, que no caso é o Seattle Seahawks, que resolveu dá-lo mais essa chance.

Muito mais do que por talento, o corte de Jachai Polite é uma mensagem do Jets aos jogadores, principalmente os mais jovens, de que talento não é tudo e nem a única virtude suficiente para estar na NFL. No curto período que passou com o time, o produto de Florida Gators acumulou mais de 100 mil dólares em multas, péssimos hábitos de preparação e comprometimento, além de pouquíssima produção e resultado dentro de campo. Com isso, por mais que seja muito difícil se separar de uma escolha alta de Draft no mesmo ano em que é realizada, o front office da equipe de Nova York não hesitou em disparar o gatilho e dispensar o jogador.

Se quiser mesmo ter ainda alguma chance de pelo menos jogar e entrar na NFL, Jachai Polite terá que ter uma mudança drástica de postura para poder mostrar e provar ao mundo da NFL que seu talento pode ainda ser devidamente aproveitado.

WR J’Mon Moore – Green Bay Packers

Quem observou a batalha de perto e principalmente o desempenho mostrado dentro de campo, sabe que no fundo não se trata de uma surpresa, dado a condição insustentável que Moore se colocou na hierarquia de recebedores dentro de Green Bay. Todavia, não deixa de ser surpreendente ver o Packers “largar” tão cedo uma escolha sua de Draft relativamente alta, pois o recebedor foi escolha de quarta rodada no Draft de 2018, há pouco mais de um ano.

Curiosamente, Marquez Valdes-Scantling e Equanimeous St. Brown que foram escolhas posteriores a de Moore no Draft, mostraram muito mais potencial e conseguiram efetivamente jogar desde o ano passado, coisa que o produto de Missouri jamais conseguiu, nem mesmo na pré-temporada, colocando-se atrás no gráfico de profundidade também de atletas não draftados e que mostraram muito mais potencial e capacidade como Jake Kumerow, Darrius Shepherd e Allen Lazard. O GM Brian Gutukunst realmente mostra que não tem apego e receio de admitir um erro e seguir em frente.

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