quinta-feira, 10 de outubro de 2019

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O início de temporada foi animador. Três vitórias com requintes de crueldade, dominando os dois lados da bola e coroando a alta expectativa da torcida em Dallas. Esse começo de temporada animador do Cowboys, no entanto, acabou iludindo muita gente. A primeira amostra, contra times que estão entre os mais fracos da liga, deu uma impressão equivocada do que seria o restante de temporada.

As derrotas nas semanas seguintes acendem um sinal de alerta a aqueles que colocam a franquia como favorita na NFC. É bem verdade que Saints e Packers devem chegar na pós-temporada. Mas pensando em um time que pretende ser protagonista na conferência, ser derrotado mais uma vez em casa para equipe de Green Bay e para Saints sem Drew Brees chega a ser decepcionante. 

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De fato, o elenco possui talento em todos os níveis. A defesa tinha tudo para ser equilibrada e ataque explosivo. E é possível que o time volte a produzir em alto nível. Pensar em título de divisão ainda é realidade. A briga com o Philadelphia Eagles vai ser decidida nos detalhes e, muito provavelmente, no confronto direto. 

Mas a falta de estabilidade de Prescott nas últimas semanas tem pesado na balança de Dallas. O jogador até produziu jardas contra o Packers, mas foi displicente em lançes pontuais do jogo e o resultado foi chuva de turnovers. Ezekiel Elliott também caiu de rendimento nas duas derrotas. E esses fatores interferem diretamente nos resultados das partidas.

Mas é inegável que o problema do Cowboys passa principalmente pela comissão técnica. O playbook é interessantes em alguns aspectos, mas falta aquela “sede de vitórias”. Não vemos um time vibrante nas mãos de Jason Garrett. Os jogadores chegaram a ficar visivelmente apáticos em determinados momentos. Foco e concentração passam muito pela parte mental do atleta e o atual treinador principal da franquia de Dallas não leva esse aspecto do jogo em seu DNA. E tudo que disse acima sobre rendimento dos principais jogadores ofensivos passa pelas mãos de quem é especialista de ataque.

Se depender de alguns dirigentes de Dallas, Garrett segue como comandante. Foi o que disse Stephen Jones, que garantiu que o cargo do comandante não está ameaçado. O cartola admitiu que o time não tem sido consistente nas últimas semanas, mas reforçou a confiança da diretoria no ex-QB. 

O calendário não ajuda muito. Além dos dois jogos já mencionados contra o Eagles, a equipe ainda vai enfrentar Patriots, Rams, Vikings, Lions e Bills. Por isso, é fundamental vencer esses jogos considerados mais difíceis para dar indícios aos torcedores que o time pode sim brigar entre os melhores da NFC. Se continuar batendo apenas em times mais fracos, vai morrer na praia por mais um ano.

A franquia precisa dar sinais de recuperação. Principalmente se tratando de jogos pontuais, como duelos de divisão e conferência. Caso contrário, é bem possível que Cowboys não consiga uma vaga no Wild Card sequer. E se isso se confirmar, muitas questões que hoje parecem concluídas serão pautadas novamente: Dak Prescott merece o contrato que está pedindo? Garrett é o cara certo para liderar a equipe a um Super Bowl? O contrato super longo de Elliott foi a decisão correta?

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