quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

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Quando Dak Prescott foi nomeado o Calouro Ofensivo do Ano de 2016 acima do seu companheiro de equipe Ezekiel Elliott, houve uma surpresa enorme diante de todos. Como poderia um jogador selecionado ao fim da quarta rodada superar grandes promessas e se tornar a maior delas?

Pois bem. Chegou o ano de 2017 e com ele veio o choque de realidade. Dak lidou com problemas que não teve no seu ano de calouro, desde lesões e suspensões de companheiros de equipe até problemas com as defesas adversárias. Como na NFL a adaptação é muito rápida, as defesas já tinham vídeos o suficiente para saber o que esperar e como era o jogo de Dak Prescott.

Em outras palavras, a NFL ficou mais difícil para o número 4.

Como o próprio quarterback disse em entrevista, houve muitas coisas que ele “tomou como garantido” em 2017 e que não necessariamente deveria ter tomado. Mais uma vez, efeito do bom ano de 2016. Quando se tem um recorde de 13 vitórias e 3 derrotas na temporada regular, seus defeitos são deixados de lado.

Hoje, Dak continua líder de um time que vem de uma temporada de recorde positivo, mas ao analisar somente seus números, é possível determinar que ele teve um ano ruim depois de um ano ótimo. Por se tratar de um quarterback jovem que acabou de entrar na liga, isso é um problema enorme:

Seria Dak Prescott um quarterback realmente bom, mas que teve o infortúnio de ter um ano ruim, ou ele é um quarterback ruim e que teve um ano bom diante de muita ajuda de seu time?

Essa é a chamada pergunta de um milhão de dólares. Se fosse o Aaron Rodgers ou o Drew Brees tendo um ano ruim, a resposta ainda seria a de que eles são um quarterback bom (para não dizer mais). Isso porque o histórico deles na liga diz por si só, e não seria um ano ruim que apagaria tudo isso. Já Dak Prescott não está consolidado na NFL, o que gera esse tipo de dúvida. Tecnicamente, metade das temporadas dele foram ruins — frase traiçoeira essa, né?

O medo aqui para principalmente o torcedor do Dallas Cowboys é ver jogadores que estouraram em seus primeiros anos como titular, tiveram um ano ruim em seguida e não conseguiram retomar o bom ano logo depois. Estou falando não só de Robert Griffin III, como também de Colin Kaepernick. E não duvide se algum QB da nova safra seguir o mesmo rumo.

Na minha opinião, é difícil prever a resposta do título do texto. Ainda assim, acredito que Dak Prescott mereça o benefício da dúvida aqui. Não é qualquer jogador que consegue liderar um time como ele fez em 2016, e ainda vale lembrar do começo do jogador em 2017. Nos primeiros sete jogos da temporada, Prescott teve um rating médio de 98,2, acertando 62,7% de seus passes e anotando 17 touchdowns totais, com cinco turnovers entre interceptações e fumbles. A coisa desandou quando Tyron Smith se lesionou e seus reservas não deram conta do recado. Desde esse ponto, Prescott foi incapaz de liderar o time seu nível de jogo caiu acentuadamente.

Não podemos negar que o garoto tem potencial. Sim, ele ainda tem alguns problemas com leituras de defesa, tomada de decisões durante as jogadas e em precisão nos passes longos, mas isso não é algo que ele possa melhorar. Não estamos falando de uma baixa estatura, por exemplo, que não é algo que não depende dele para reverter. No momento, Dak Prescott precisa de confiança para voltar a fazer o que sabe fazer melhor: vencer jogos.


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