sexta-feira, 9 de agosto de 2019

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Sabemos que, no cenário da NFL, os dirigentes precisam assumir riscos calculados na hora de montar um elenco competitivo e capaz de alçar grandes vôos durante a temporada regular e posteriormente nos playoffs. O arrojo em fazer certos movimentos e contratações parece separar aqueles que estampam as capas de revistas àqueles que precisam conviver com longos meses de críticas quando seu time é eliminado matematicamente de qualquer chance de classificação à pós-temporada.

Uma das equipes mais arrojadas nos últimos anos é o Dallas Cowboys – principalmente na figura de seu proprietário, Jerry Jones. Não foram poucos os movimentos e contratações questionáveis enquanto ele dá as cartas no time texano, embora sua franquia não alcance a glória máxima do esporte desde o longínquo ano de 1997. Embora muitas vezes o arrojo seja simbolizado em contratar um atleta que poucos acreditam, muitas vezes ele se manisfesta na figura de um jogador controverso – embora talentoso, que muitas vezes não tem a capacidade de se manter longe de confusão e se torna uma distração para o restante do elenco.

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Uma maldição persegue a equipe há sete temporadas e indica bem esta escolha da equipe em apostar em jogadores tido por muitos outros como problemáticos, mas que conseguem apresentar um desempenho ao menos satisfatório dentro de campo. São sete anos consecutivos que um jogador importante da unidade defensiva do Cowboys é suspenso do começo da temporada devido à motivos como doping ou mesmo a infração da política de comportamento que rege a NFL. Veja a lista completa:

2014 – CB Orlando Scandrick: suspenso por quatro jogos pelo uso de PED’s (substâncias proibidas);

2015 – LB Roland McClain: suspenso por quatro jogos pelo uso de PED’s (substâncias proibidas);

2015 – DE Greg Hardy: suspenso por quatro jogos pelo uso de PED’s (substâncias proibidas);

2016 – DE Demarcus Lawrence: suspenso por quatro jogos pelo uso de anfetamina

2016 e 2017 – DE Randy Gregory: suspenso por um total de 30 das 32 possíveis partidas das duas temporadas por infringir o código de conduta da NFL

2017, 2018 e 2019 – LB David Irving: o atribulado DT foi suspenso das quatro partidas iniciais das temporadas de 2017 e 2018 pelo uso de substâncias proibidas. Ao ser reincidente pela terceira vez, o jogador está atualmente suspenso indefinitivamente e há dúvidas que ele sequer atuará novamente pelo Cowboys ou qualquer outra equipe na NFL;

2019 – DE Robert Quinn – a nova aquisição do Cowboy está suspenso das duas primeiras partidas da temporada após ser pego no exame antidoping da liga.

Quinn, inclusive, sequer pediu a contraprova do exame que o acusou, simbolizando que ele de fato reconhece que estava fazendo uso de tais substâncias e aceita a suspensão aplicada à ele, que rende ao Cowboys o último nome nesta infame lista de jogador suspensos, datada da temporada de 2014. No total, são 52 jogos perdidos somente por conta destas suspensões – trinta somente de Gregory, inclusive, que sempre prejudicam o desempenho da defesa texana no começo da temporada. Scandrick, McClain, Hardy e Irving nem atuam mais pela franquia, mas engrossam a lista de atletas de Dallas suspensos.

O veterano DE fora adquiro ao longo da última intertemporada, oriundo do Miami Dolphins. O jogador, que também atuou pelo Rams enquanto a franquia ainda estava em Saint Louis se mostrou um atleta sólido na caça ao Quarterback adversário e já teve grandes temporadas – compilou 19 sacks com o Rams em 2013 para liderar a NFL no quesito e embora esteja cotado para ser o titular absoluto na extremidade da linha defensiva do Cowboys, a franquia parece bem servida nesta posição, isto pois o veterano Tyrone Crawford e o jovem Taco Charlton terão seus respectivos números de snaps aumentos na ausência de Quinn nas duas partidas iniciais do time em 2019 e a comissão técnica se demonstra animada com o potencial de evolução da unidade defensiva temporada adentro.

Segundo alguns relatos divulgados, a substância proibida que testou positivamente em Quinn foi probenecida, um agente que, se combinado com outros tipos de substâncias pode mascarar a presença das mesmas, servindo como uma espécie de inibidor. O medicamento é usado na medicina, entre outras situações, para alívios de crises de gota, já que age eliminando o excesso de ácido úrico no organismo através da urina.

O veterano atualmente se recupera de uma fratura na mão sofrida no começo da última semana e mesmo assim era presença constante juntamente com seus companheiros.

Ele tem 69 sacks ao longo de sua carreira e quatro ou mais nas oito últimas temporadas em que atuou na NFL.


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