quinta-feira, 1 de agosto de 2019

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Pior equipe da NFL em 2018, o Cardinals teve uma temporada para esquecer. Ofensivamente, o time terminou o ano ranqueado na última posição em quase todos os quesitos mais importantes do esporte: Pontos, Jardas totais, jardas aéreas e corridas, primeiras descidas, pontos por campanha, entre outros. Não foi surpresa quando a franquia decidiu mandar o técnico Steve Wilks embora após um ano de trabalho e finalizou de forma precoce o projeto “Josh Rosen”. Em 2019, a ideia é começar do zero, agora sob o comando de Kliff Kingsbury na posição de Head Coach e Kyler Murray na vaga de QB titular. Mesmo com todas as novidades promissoras, é fundamental que Arizona não esqueça do seu principal jogador ofensivo nos últimos anos: David Johnson.

Após 4 temporadas no nível profissional, Johnson se estabeleceu como um dos melhores corredores da NFL e principal arma ofensiva de Arizona, alcançando a mesma importância do consagrado Larry Fitzgerald.  Em 2016,  seu melhor ano, o RB foi responsável por somar mais de 2000 jardas totais entre corridas e recepções, além de outros 16 TDs terrestres. Pago como um jogador de elite, o camisa 31 conta com as características mais marcantes de um corredor completo, sendo fundamental em todas as descidas e também pelo ar. O problema é que, assim como o Cardinals, Johnson teve um ano de 2018 abaixo do esperado, diminuindo em mais de 500 jardas os seus números totais e anotando menos da metade de TDs.

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A incapacidade do Cardinals em montar uma equipe competitiva na última temporada atrapalhou o desempenho dos atletas mais importantes e talentosos do elenco e nem mesmo eles foram capazes de amenizar uma campanha marcada pela mediocridade. No caso de Johnson, que só havia atuado em uma partida em 2017 após se lesionar logo na primeira semana da temporada, o retorno aos gramados foi marcado por uma queda significativa na produção, potencializada pela falta de entrosamento da linha ofensiva de Arizona e a inconstância na posição de QB. Com uma necessidade urgente no ataque, a franquia aparentemente fez os movimentos certos para começar a se reestruturar, mas é necessário que exista um balanço nesse lento processo.

O NOVO ATAQUE DO CARDINALS

Agora comandado por Kliff Kingsbury, uma mente reconhecidamente ofensiva por conta do trabalho realizado em Texas Tech, o ataque do Cardinals deve ganhar uma nova cara a partir de setembro. Apesar do uso exagerado de jogadas de passe em sua carreira universitária, o novo treinador sabe que é necessário estabelecer um certo balanço em suas escolhas de chamadas no nível profissional e David Johnson será fundamental para que isso aconteça.

Em 2018, apenas 9 RBs ultrapassaram a marca de 1000 jardas terrestres durante a temporada. Enquanto isso, os QBs fizeram a festa, somando cada vez mais jardas aéreas e transformando a dinâmica do futebol americano. Não à toa, Arizona não pensou duas vezes antes de escolher o seu 2º signal caller seguido no draft, apostando alto em Kyler Murray. Extremamente àgil e com um braço que chama atenção, o jogador deve ser moldado para atuar no mesmo estilo de Russell Wilson, combinando entre jogadas de passes explosivas e corridas de “vídeo game”, dando uma nova cara ao ataque do Cardinals.

A escolha por um treinador que adora lançar a bola e um quarterback com capacidade para fazer isso como poucos obviamente deixa a torcida em Arizona ansiosa para ver a nova unidade ofensiva em uma posição completamente diferente nos rankings da NFL. Para melhorar o seu jogo aéreo, a franquia usou a free agency para adicionar nomes como o WR Kevin White e o TE Charles Clay, e também o draft, selecionando dois dos melhores WRs da classe: Andy Isabella e Hakeem Butler. Ao entender a gravidade da situação, explicitada em 2018, o Cardinals não mediu esforços para dar uma resposta imediata aos seus torcedores.

Em um ano que promete ser completamente diferente em Glendale, Arizona pode e deve começar a construir o seu futuro apostando alto no seu jogador mais diferenciado. Aos 28 anos de idade e entrando em seu 5º ano na NFL, David Johnson já passou pelo melhor e o pior que um jogador de futebol americano pode enfrentar, mas nunca deixou de nos dar motivos para acreditar que a sua melhor temporada será sempre a próxima.

Motivado e recuperado fisicamente, ele está pronto para novamente assombrar a liga como corredor e recebedor; Para um projeto que precisa primeiro retomar a confiança da torcida e o respeito do resto da NFL, nada melhor do que contar contar com um atleta que já soma essas duas qualidades. Espera-se então um ano muito produtivo do camisa 31 e os adversários que se preparem.


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