quarta-feira, 10 de julho de 2019

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Dando prosseguimento a série que começamos a algumas semanas falando sobre os QBs que entrarão em seu segundo ano, hoje é a vez do último da lista, Josh Rosen. Como sabemos, o ex-Quarterback do Cardinals foi trocado e agora integra o elenco do Miami Dolphins, disputando vaga com Ryan Fitzpatrick. O jogador que foi cotado até para ser #1 geral do Draft, mas acabou caindo por questões de personalidade, foi selecionado na #10 geral após um trade up da equipe do Arizona. No entanto, suas atuações instáveis em um time completamente perdido, mal treinado e frágil, fizeram com que a direção da equipe, conseguindo a #1 geral de 2019, optasse por escolher Kyler Murray e começar um novo projeto do zero, sem Rosen. Agora, mais maduro, mas novamente em uma equipe fragilizada e em reconstrução, as oportunidades de Rosen mostrar serviço estão mais escassas, fazendo com que essa temporada seja um vai ou racha para o camisa 3.

Para começar, Rosen será o único dos segundanistas que estará em uma real batalha por posição. Isso porque o Dolphins, que havia trocado Ryan Tannehill, ex-QB da equipe, contratou Ryan Fitzpatrick para a posição de titular. Eles só não esperavam que aparecesse uma oportunidade como essa de adquirir Rosen, sendo assim, ficando com dois titulares para disputar a posição. Em enquete no nosso Instagram (@Ligados32) nós perguntamos quem deveria ser o titular da equipe na semana 1, e o resultado apontou 51% para Fitz, o que mostra o equilíbrio dessa disputa. De qualquer forma, vamos agora de fato analisar a parte de campo e bola do jogador.

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Chegando de paraquedas em um ataque completamente novo, Rosen terá muito trabalho pela frente. Um ano atrasado em relação a todos os outros da classe analisados por aqui, o camisa 3 precisará correr atrás do prejuízo e estabelecer um entrosamento com seu novo grupo de recebedores. Ele terá DeVante Parker e Kenny Stills como seus principais alvos, com a ajuda também de Brice Butler e Albert Wilson. Mike Gesicki é o TE, posição que Josh Rosen gosta de passar a bola, e como tem boas características de recebedor, principalmente num jogo mais vertical, tende a se tornar um de seus melhores amigos. Para lhe ajudar no jogo corrido, Kenyan Drake, Kalen Ballage e o recém draftado Myles Gaskin, formam o backfield que também é bom saindo para receber passes, e o ajudará em sua adaptação.

Em 2018 foram 2.278 jardas, 11 TDs e 14 INTs em 13 jogos como titular. Também teve uma nota de 49,1 pela PFF, se colocando como o #37 melhor QB da temporada. Números fracos, principalmente quando dizem respeito as interceptações, um dos principais aspectos a se melhorar do jogador. Foram muitos passes ruins para a parte lateral do campo, fora dos números, resultando na maior parte dessas INTs. Também foram muitos passes desviados, tanto na linha de scrimmage, quanto na disputa entre recebedor e marcador, que acabaram resultando em mais turnovers. Dessa forma, cuidar da bola será o principal fator de evolução para Rosen em 2019.

No entanto, passando pelo meio do campo em passes intermediários, foi quando teve seu melhor desempenho, e é algo que deve ser valorizado pelo staff e utilizado como forma de maximizar seu jogo. No Cardinals, tendo o também calouro, Christian Kirk, como seu melhor alvo que não se chamava Fitzgerald, conseguiu até estabelecer boa conexão, no entanto, com a lesão do WR na semana 13, seu desempenho caiu ainda mais. Foram poucos momentos bons na temporada, o principal na vitória sobre o Packers fora de casa por 20×17, onde Rosen fez boa partida. E o pior, disparado, na derrota contra o Denver Broncos no TNF por 45×10, onde teve 3 INTs sendo 2 pick 6 e diversos passes ruins. Essa péssima partida, sendo feita no horário nobre, fez com que a opinião pública pesasse contra Rosen, o qualificando como um QB muito pior do que ele realmente é. Apenas pagou o preço do jogo errado na hora errada.

Para 2019 as expectativas são melhores, apesar de também não serem ideais. O fato de não ser titular absoluto pode ser positivo ou negativo, dependendo do training camp. Vencer a disputa contra um veterano como Fitzpatrick pode lhe dar moral para uma boa temporada, no entanto, se perder a disputa, somado ao baixo valor pago de investimento do Dolphins por ele, pode fazer com que não veja a cor da bola nesse ano e acabe cortado, o que seria o pior cenário possível. De qualquer forma, acredito no seu potencial e o vejo em condições de ter um ano melhor que em 2018. Seus bons passes intermediários, somado a boa presença de pocket, com uma OL melhor em Miami do que viu em Arizona, fazem com que o torcedor do Dolphins possa ter esperança. Assim, vejo como decisivo o aspecto mental de Rosen para uma boa temporada. Acostumado a ser protagonista e treinado para ser um vencedor, a mudança de franquia fará bem a ele e, com seus novos alvos e proteção, terá condições de fazer um trabalho digno. Como as expectativas em geral para a franquia são baixas, esse poderá ser um cenário favorável a Rosen e seu desenvolvimento. Tendo calma para trabalhar e levando a equipe a 6 ou 7 vitórias, já vejo como uma temporada de sucesso. Sem a menor dúvida, essa será uma das melhores histórias para se acompanhar durante toda a temporada 2019 e guardará ótimos capítulos.


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