segunda-feira, 7 de outubro de 2019

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Segunda-feira, mais um intenso domingo de NFL que foi para a conta e é chegada a hora de repercutir a rodada, ressaltando sempre os principais acontecimentos, com seus destaques e decepções, a exceção, evidentemente, do Monday Night Football de logo mais, que trará o embate entro o último invicto da NFC, San Francisco 49ers, enfrentando o Cleveland Browns em seus domínios.

Packers muito à vontade em Dallas com explosão de Aaron Jones

Mantendo a escrita de jogar muito bem e jamais ter perdido para o Cowboys no AT&T Stadium, o Packers saiu vitorioso mais uma vez do Texas com uma grande exibição coletiva neste domingo. É evidente que o brilho de Aaron Jones na partida irradia e chama muita atenção, afinal o RB teve 182 jardas totais em 26 toques na bola, além de incríveis 04 touchdowns corridos, porém, isso só foi possível com um plano de jogo muito bem desenhado e executado, com ataque e defesa em ótima sintonia durante a partida e muito regulares naquilo que se propuseram a fazer. É uma bela resposta do Head Coach Matt LaFleur após ser criticado pelas suas chamadas de jogadas e escolha de formações durante o revés contra o Eagles.

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Quem acompanha de perto a carreira de Aaron Jones não se surpreende com o desempenho de ontem e sabe do potencial do jogador, que lidera a NFL em jardas por carregada desde sua estreia em 2017 e nessa temporada de 2019 lidera em número de touchdowns terrestres. Os problemas sempre foram as lesões que o impediram de jogar as temporadas anteriores por completo e tiraram muito tempo do seu jogo, impedindo o devido seguimento. Talvez nessa temporada, longe desses problemas, o RB consiga se estabelecer como um dos grandes jogadores da posição e grande pilar no ataque do Packers, tal como foi nessa partida, onde com a ausência de Davante Adams, principal recebedor do time e hoje talvez o único com uma grande sintonia com Aaron Rodgers, o plano de jogo girou em torno de Jones, que correspondeu e fez de um tudo na partida.

As estatísticas podem não deixar isso nítido, mas Aaron Rodgers teve uma ótima partida, controlando o ataque, distribuindo bem a bola, passando para 09 recebedores diferentes, além de conectar passes chaves, muito difíceis e em momentos cruciais. Como o próprio quarterback ressaltou em entrevista pós-jogo, o importante para ele, nesse ponto de sua carreira, é vencer e de fato isso está muito evidente.

Pelo lado de Dallas, a equipe tem sua segunda derrota consecutiva e mais uma vez diante de um rival forte da conferência Nacional. O sinal de alerta começa a ser ligado já que as únicas vitórias até aqui vieram contra adversários muitos frágeis e o mundo não parece mais ser assim tão perfeito para a equipe do Head Coach Jason Garrett. Dak Prescott foi muito mal no geral, lançando três interceptações, mostrando imprecisão em vários passes e erros de leitura. É bem verdade que o desfalque do LT Tyron Smith foi muito sentido, já que o QB do Cowboys foi muito pressionado o jogo todo, sofrendo com a dupla de pass rushers do Packers Za’Darius e Preston Smith, além do dominante IDL Kenny Clark. O jogo terrestre mais uma vez não apareceu para ser um fator, evidente que isso muito se deve também ao contexto do jogo, já que a equipe chegou a estar perdendo por 31 a 3 e teve de procurar passar mais a bola. A verdade é que a produção ofensiva do time só apareceu e aumentou verdadeiramente quando o jogo já estava decidido e apesar da aproximação no placar, em nenhum momento o jogo realmente esteve em risco para o time de Green Bay.

O Colts venceu, não foi o Chiefs que perdeu!

Com um plano de jogo muito bem orquestrado e executado com maestria, o Indianapolis Colts conseguiu vencer o Kansas City Chiefs e quebrar a invencibilidade do time no último Sunday Night Football. Por mais que as manchetes e comentários enfoquem mais na derrota em si de Kansas, o grande mérito na partida é do Colts acima de qualquer outra coisa, que concentrando seus esforços e ações no jogo terrestre, além de produzir muito correndo com a bola, conseguiu com isso manter o maior tempo de posse e o controle da partida, finalizando com incríveis 37 minutos e 15 segundos de posse, contra apenas 22:45 do Chiefs. Marlon Mack teve 32 toques na bola produzindo um total de 148 jardas e mostrou muita paciência e sincronia com a linha ofensiva para aguardar o desenvolvimento dos bloqueios e atacar os gaps no momento certo. Por falar na OL, ela foi um espetáculo à parte e, do lado ofensivo da bola, foi certamente o grande fator no jogo de ontem, jogando tal qual no último ano, onde foi a melhor de toda a NFL.

O Kansas City Chiefs mostra mais uma vez fragilidade em sua defesa, sobretudo contra o jogo corrido, não conseguindo parar os ataques terrestres adversários. O Detroit Lions já havia mostrado o caminho na última semana e o Colts o seguiu com alguns ajustes. Nem sempre Patrick Mahomes conseguirá vencer partidas com esse nível de desempenho da defesa e ajustes devem ser feitos. O jogo terrestre não apareceu apesar do retorno de Damien Williams e as ações se concentraram ainda mais sobre o QB, que apesar de fazer um bom jogo, teve de lidar com uma defesa de Indy em ótimo dia, que o limitou a surpreendentes 13 pontos.

Com esse nível de concentração e desempenho e um Jacoby Brissett que se não é brilhante, é um ótimo gerenciador de ataque e muito competente no plano de jogo, o Colts segue firme na disputa pelo título da divisão da AFC South e apaga a surpreendente derrota da última semana para o Oakland Raiders.

Cairo Santos em seu pior dia da carreira

Após um ótimo início pelo Tennessee Titans, mostrando muita precisão e até mesmo potência, que não é uma de suas principais características, acertando quase que a totalidade de seus chutes, o kicker brasileiro Cairo Santos teve um domingo para se esquecer no jogo de ontem contra o Buffalo Bills. O jogador errou as quatro tentativas de Field Goal que tentou na partida, sendo elas das seguintes distâncias: 50 jardas, 36 jardas, 33 jardas e 53 jardas. É bem verdade que um dos chutes foi bloqueado, mas ainda assim não ameniza a péssima atuação do brasileiro, que sempre foi muito preciso nos chutes mais próximos, de menos de 50 jardas. De consolo está o fato de ter acertado o único extra point que tentou.

A situação agora é delicada para o kicker, já que sabemos que a paciência dos times com seus chutadores não costuma ser muito grande, ainda mais com aqueles que estão numa situação ainda de provação, sem estabilidade e muito tempo de franquia, que é justamente o caso do brasileiro, que entrou assinou em cima da hora, no início da temporada para substituir o titular Ryan Succop, que se lesionou e foi colocado na IR. Se torna difícil até mesmo imaginar no seguimento de Cairo no time após a recuperação de Succop, algo que se vislumbrava com o bom desempenho do brasileiro no início. De toda forma, seguimos torcendo para que Santos siga no Titans e tenha a oportunidade de se redimir e mostrar que foi apenas um dia ruim na carreira, certamente o seu pior, e que tem condições de continuar chutando pela equipe.

E se Jon Gruden estava certo o tempo todo?

O aguardado encontro de Khalil Mack com o Oakland Raiders aconteceu e logo num grandioso palco, no primeiro jogo da NFL em Londres na temporada 2019. No entanto, o resultado não foi conforme a maioria das pessoas esperavam, nem quanto ao resultado final da partida, nem quanto a produção de Mack, que fechou o jogo com três tackles totais e apenas 1 QB hit, números modestos diante de sua dominância e nível regular de desempenho. O front seven que brilhou na verdade foi o do Raiders, que conseguiu 4 sacks, 6 QB hits e atrapalhou demais a vida do QB Chase Daniel, que pressionado, atrás no placar e sem o apoio de um jogo terrestre produtivo, teve de soltar mais o braço e consequentemente errar.

Mack não conseguiu impactar ontem da maneira como regularmente consegue.

É verdade que o Raiders ainda quase perdeu o jogo após estar ganhando por 17 a 0 e tomar a virada, mas se valeu de suas principais virtudes ofensivas no ano para recuperar a partida: o bom jogo terrestre, com uma OL supreendentemente forte e eficiente, somado ao incrível ano de calouro que faz o RB Josh Jacobs, destaque absoluto do time; e a utilização dos TEs por Derek Carr, que tem confiança no grupo e vem tirando o que de melhor cada jogador pode apresentar, ainda mais na partida de ontem, quando o time não contava com o WR Tyrell Williams. Brincadeiras à parte com Gruden e suas decisões um tanto questionáveis de gerenciamento e comando no time, duas vitórias consecutivas diante de adversários como Colts e Raiders chamam muita atenção, com o time dando amostras de que, por mais obsoletas ou antiquadas que sejam as ideias e métodos do treinador, o trabalho vem dando resultado e pode vir a surpreender já nesse ano, diante de uma AFC com cenário tão aberto para o Wild Card, por exemplo.

Para Chicago, continuam os mesmos questionamentos sobre o ataque, com ou sem Trubisky aparentemente, não sendo possível vislumbrar uma evolução ou maneira mínima de desempenhar de uma tal forma que possibilite que sua fortíssima defesa garanta os resultados. Em dias como o de ontem, onde a defesa teve dificuldades no início da partida para parar o ataque do Raiders, fica evidente que o time precisa mais do ataque, principalmente na posição de quaterback e essa resposta não existe hoje. Matt Nagy terá que continuar abrindo seu livro de jogadas e trazendo muitos truques para elevar o nível.

Outros Destaque e Decepções

  • Kyler Murray foi muito bem na partida contra o Cincinnati Bengals e conseguiu sua primeira vitória na carreira. Apesar de ainda estar sofrendo um pouco na red zone, o calouro mostrou mais paciência e uma melhor tomada de decisões. A vitória talvez seja fundamental para tranquiliza-lo e deixa-lo mais solto a partir de então.
  • O Saints segue firme sem Drew Brees e conseguiu sua terceira vitória consecutiva, dessa vez com Teddy Bridgewater soltando mais o braço e passando mais a bola em profundidade. Interessante sentir o jogador retomando a confiança e ficando mais à vontade nesse ataque que segue baseado em estabelecer o jogo corrido com Alvin Kamara.
  • A defesa do Atlanta Falcons tomou 53 pontos do Houston Texans e segue mostrando que não está compromissada em parar ninguém. Apesar de melhorar contra o jogo terrestre, Deshaun Watson passou para mais de 400 jardas e 5 TDs, números absurdos e que impossibilitam o time de ganhar de qualquer adversário.
  • A vitória não veio dessa vez, mas a magia segue acontecendo. Gardner Minshew teve mais um bom jogo, apesar dos fumbles sofridos. O QB calouro produziu muito bem, manteve o Jaguars vivo até o fim e quase consegue levar a partida para a prorrogação, diante de uma forte defesa que está atuando em alto nível.
  • Estando com campanha 2-3 a essa altura o Los Angeles Chargers é uma das grandes decepções da temporada para mim. Mesmo com a volta de Melvin Gordon o time não foi bem, com Philip Rivers atuando mal, assim como o grupo de WRs. Os desfalques pesam, mas o comando da equipe começa a poder ser questionado após a derrota para o Denver Broncos, que até então não havia ganhando de ninguém e ganha um sopro de esperança na temporada.

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