segunda-feira, 4 de novembro de 2019

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Mais um domingo de NFL devidamente concretizado, a temporada vai se encaminhando para a sua segunda metade, mas antes de virar a página para a semana 10, vamos conferir os principais destaques e decepções da semana 09, com exceção, evidentemente, do Monday Night Football, que acontece logo mais, com o duelo entre Dallas Cowboys e New York Giants.

Brilha a estrela de Lamar e cai a invencibilidade do Patriots

O Baltimore Ravens fez exatamente o que se vislumbrava para o time ter realmente a chance de vencer o New England Patriots, correr muito bem com a bola e com isso, consequentemente, dominar o tempo de posse de bola do jogo. Foi um domínio do time de Baltimore nas trincheiras, que contabilizou 210 jardas terrestres em 41 tentativas de corridas, número maior do que o dobro de passes completados, por exemplo, além de vencer também a batalha do lado defensivo, limitando o jogo corrido de New England e pressionando muito Tom Brady.

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Embora tenha sido uma ótima atuação coletiva dos dois lados da bola, não dá para deixar de enfatizar que a performance de Lamar Jackson foi o fator diferencial e determinante para o resultado da partida. Apesar de dessa vez não ter quebrado a barreira das 100 jardas terrestres, o quarterback correu muito bem, tendo média de quase 4 jardas por tentativa e anotou dois touchdowns dessa maneira. Lamar ainda foi muito bem em suas leituras e decisões nas jogadas de options, ajudando no excelente e produtivo jogo de Mark Ingram, assim como foi muito efetivo nos passes, fazendo boas leituras e escolhas e principalmente ficando longe de turnovers.

Com mais essa atuação de alto nível e levando em consideração principalmente contra quem foi, Lamar Jackson entra de vez na discussão para o prêmio de MVP e segue quebrando paradigmas na liga, sobretudo com suas pernas, mostrando que é possível ter sucesso atuando dessa maneira e que pode ser uma arma letal. Evidente que o preço e a durabilidade disso só saberemos no futuro, mas o QB do Ravens caminha a passos largos para fechar a temporada de maneira histórica.

Quanto a New England, nada de desespero, o time já havia mostrado uma certa vulnerabilidade no jogo corrido na última semana contra o Browns e foi justamente assim que “perdeu o jogo”. A equipe vai para sua semana de descanso e deve aproveitar bem, como de costume, para fazer os ajustes necessários e tentar melhorar nesse aspecto, assim como evoluir ofensivamente, onde mesmo tendo mostrado um certo ritmo em vários momentos nesse último jogo, ainda falta muito se comparado a solidez dos últimos anos, principalmente com a atual dificuldade em correr com a bola.

Packers irreconhecível e um sopro de esperança para o Chargers

No cômputo geral o Los Angeles Chargers continuam sendo uma decepção na temporada 2019, diante das altas expectativas criadas antes, no entanto, as últimas duas semanas mostram uma evolução, principalmente defensiva, que dão esperanças novamente de que o time ainda possa brigar por uma vaga na pós-temporada. Ontem contra o Packers o poderoso duo de pass rushers composto por Joey Bosa e Melvin Ingram apareceu e foi fator fundamental para a vitória, pressionando demais Aaron Rodgers, vencendo as batalhas contra a boa linha ofensiva do Packers e produzindo além de 3 sacks, várias jogadas apressadas e mal executadas pelo ataque de Green Bay.

Na parte ofensiva, Melvin Gordon finalmente conseguiu correr bem com a bola e teve um bom jogo, não tendo sido coincidência tal fato acontecer após a demissão do ex-coordenador ofensivo Ken Whisenhunt. Ekeler também produziu bem como de costume e a defesa do Packers não teve qualquer resposta para parar Hunter Henry no meio do campo, alvo que foi de longe o mais acionado por Phillip Rivers. O time ainda precisa melhorar e evoluir no seu aproveitamento na red zone, fato que poderia ter tornado a partida de ontem mais competitiva, porém, com o nível de atuação do Packers, nem mesmo o baixo aproveitamento de Los Angeles ocasionou isso.

Foi um apagão para a equipe de Wisconsin. Quase nada funcionou, coletiva e individualmente e o time deixou a desejar. Se um dos poucos méritos foi parar o Chargers várias vezes na red zone, ainda assim a atuação da defesa preocupa, principalmente os linebackers, que não conseguem parar o jogo terrestre e marcar com efetividade aquela zona do campo contra o passe, assim como o miolo de linha defensiva, que vem apresentando uma queda brusca de qualidade se comparado aos últimos anos. A impressão que passa é que quando o Pass Rusher não aparece com os “Smith Bros.”, nada mais se sustenta e todo o resto tende a sofrer, inclusive a secundária, que vinha tão bem no início dessa temporada.

Aaron Rodgers não foi bem, assim como Matt LaFleur e seu plano de jogo, que parecia ignorar as presenças tão problemática de Bosa e Ingram na defesa do Chargers, demorando e fazendo poucos ajustes, que ainda assim não se mostraram eficientes. O grande desafio agora, com o retorno de Davante Adams, é mesclar o que tornou o ataque do Packers tão especial e diferente nas últimas semanas, espalhando a bola e se valendo demais de seus RBs, com a solidez e a presença de seu principal recebedor, que também deve ser constantemente alimentado.

Cleveland Browns continua sendo o Browns…

Com todo o respeito a franquia, seus torcedores e sua gloriosa história, mas a campanha e o desempenho do time na atual temporada lembram justamente o próprio Browns de anos mais recentes e que achávamos que tinha ficado para trás. Ontem foi dia de mais uma atuação frustrante e consequentemente outra derrota, dessa vez para o Denver Broncos, que por mais que atuasse dentro de casa, não contava com Joe Flacco (o que não é ruim, verdade seja dita) e teria como QB titular Brandon Allen, fazendo seu primeiro jogo na NFL.

O QB do Broncos surpreendeu e foi muito bem dentro de suas limitações, contando com o auxílio do jogo terrestre e de uma boa partida de sua defesa. Em Cleveland nada parece funcionar nesse momento da temporada, Baker Mayfield tem jogado mal, não consegue se conectar e apresentar boa sintonia com Odell Beckham, que acaba não tendo volume de jogo e fica como segunda opção nos alvos, em detrimento de Jarvis Landry. Contra o Broncos, nem mesmo Nick Chubb que vinha sendo o desafogo e única peça de brilho no ataque conseguiu produzir e correr bem como vinha fazendo. Freddie Kitchens está totalmente perdido no comando da equipe e não deve ter futuro na franquia, que vai desperdiçando mais um ano de sua reconstrução, graças a más escolhas e a esse trabalho questionável.

 

Outros Destaque e Decepções

  • Dia incomum e ruim para a forte NFC North, com todos os seus times perdendo os jogos. Além do Packers, o Vikings perdeu para o Chiefs, o Detroit Lions foi derrotado pelo Oakland Raiders e o Chicago Bears segue sua derrocada ladeira abaixo, perdendo dessa vez para o Eagles.
  • No “Adam Gase Bowl” em Miami, finalmente veio a primeira vitória do Dolphins na temporada e depois de muito tempo. O Miami Dolphins já não é mais o favorito absoluto a ser a primeira escolha geral do próximo Draft, com a forte e duríssima concorrência do Cincinnati Bengals e do próprio New York Jets, que hoje é um time sofrível de ver em campo.
  • Jogão em Seattle e vitória na prorrogação dos donos da casa sobre o Tampa Bay Buccaneers, que consegue fazer excelentes jogos, principalmente ofensivamente, mas ainda assim acaba perdendo e com isso tendo uma campanha bem ruim. É até difícil traçar prognósticos para esse time de Bruce Arians. Partida sensacional de Russel Wilson que segue jogando como um legítimo MVP e mostrando que pode levar o Seahawks a voos mais altos nessa temporada.

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