segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Compartilhe

Os playoffs começaram! Com defesas dominantes em todas as partidas, não faltou emoção nessa primeira rodada da pós-temporada de 2018-2019. Foram 3 jogos decididos nos instantes finais de jogo! Fora uma partida, foram os visitantes que se deram bem neste final de semana. Sendo assim, vamos para os maiores destaques e decepções dessa rodada de Wild Card!

Houston, we have a problem

Abrindo a rodada de Wild Card, o Houston Texans recebeu no NRG Stadium o Indianapolis Colts. Antes mesmo da partida começar já teve provocação: T.Y. Hilton disse que o NRG Stadium era sua casa, o que fez o CB Johnathan Joseph do Texans o chamar de palhaço. E o que T.Y. fez em resposta? Apareceu vestindo uma máscara de palhaço na partida! Nada mais óbvio.

Leia Mais: Esqueça a reconstrução. O Indianapolis Colts está pronto

Leia Também: Conceitos ofensivos do Madden: Smash

Mas Hilton estava disposto a provar que suas palavras eram verdadeiras e começou os trabalhos já na primeira campanha da partida recebendo a bola 3 vezes para 63 jardas, 2 delas em conversões de terceiras descidas. O Colts entrou em campo batendo e batendo forte nos dois lados da bola. Foi um touchdown de Eric Ebron na campanha de abertura (que durou 4:28), um 3-and-out forçado pela defesa e mais um TD, este em uma campanha que comeu mais 5:25 do relógio. E se na primeira campanha foi T.Y. que doutrinou, na segunda foi Marlon Mack, sendo responsável por 45 jardas na campanha e entrando na endzone para anotar o touchdown. Levou apenas 1 quarto para os visitantes ditarem o ritmo e assumirem o controle da partida, marcando ainda mais uma vez na primeira metade da partida.

Marlon Mack foi o destaque ofensivo da partida, com 148 jardas corridas e o já mencionado TD, sendo o primeiro corredor a conseguir passar das 100 jardas contra a defesa do Texans nesta temporada. Já Andrew Luck colocou um ponto final nas discussões de Comeback Player of the Year com um desempenho sólido acertando 19 dos 32 passes que tentou para 222 jardas e 2 TDs. Teve uma interceptação, porém essa saiu de um passe desviado por J.J. Watt. E se ambos os jogadores desempenharam bem, a responsabilidade disso está nos ombros da linha ofensiva. Jogando contra Watt e Jadeveon Clowney, a OL não deixou Luck sofrer um sack sequer, além de abrir avenidas para que Mack corresse.

Porém só não foi o ataque que foi bem. A defesa do Colts conseguiu segurar a 7 pontos o ataque de Deshaun Watson e DeAndre Hopkins, sackando Watson 3 vezes e permitindo a um lesionado Hopkins apenas 37 jardas. O quarterback do Texans teve média de apenas 4,8 jardas por passe completado e foi interceptado uma vez na partida. Até conseguiu bater um pouco com as pernas, correndo para 76 jardas, mas teve quase nenhum apoio de seu backfield.

Com a vitória, o Colts vai ao Arrowhead Stadium enfrentar o fortíssimo Kansas City Chiefs no próximo final de semana e tem uma vantagem, ao menos histórica: nos 4 confrontos de pós temporada entre as equipes, Indianapolis levou a melhor em todas.

Que onside kick foi esse?

Fechando o sábado, Seahawks e Cowboys fizeram o primeiro confronto de Wild Card da NFC. O início da partida foi uma amostra de duas defesas poderosas. Dentre as 7 primeiras campanhas, 6 resultaram em punts, sendo 4 delas sem conseguir uma primeira descida sequer. O primeiro touchdown da partida saiu apenas dentro do two-minute warning do segundo quarto. E meus amigos, que touchdown. Foi um passe magistral de Dak Prescott para Michael Gallup dentro da endzone, coisa bonita de se ver.

E por falar em Prescott, a partida serviu para que o quarterback mostrasse que pode lidar com playoffs. Foram 22 passes completados em 33 tentativas para 226 jardas, 1 TD e uma interceptação. Além do já falado passe para Gallup (que novamente, foi lindo), Prescott castigou com as pernas na última campanha do time, além de entrar ele mesmo na endzone em um sneak para marcar o TD que garantiu a vitória sobre o Seahawks. Mas obviamente ele teve ajuda. Amari Cooper novamente foi destaque, com 106 jardas recebidas com média de 15,1 por recepção. E não podemos deixar de falar de Ezekiel Elliott, que almoçou a defesa adversária anotando um TD e correndo para 137 jardas nas 26 tentativas que teve (além de receber para mais 32).

A defesa do Cowboys mostrou sua força na noite de sábado. Sabe o ataque do Seahawks, que terminou a temporada regular como a melhor unidade pelo chão da liga, fazendo 160 jardas de média por jogo? Pois é, foram apenas 73 jardas corridas para todos os jogadores do Seahawks somados. Até mesmo Chris Carson, que teve 102 jardas contra o mesmo Cowboys na temporada regular foi anulado, com 20 jardas e média de 1,5 por tentativa. Os linebackers Leighton Vander Esch e Jaylon Smith lideraram a defesa do Cowboys em tackles, com 10 e 7 consecutivamente.

Quando o jogo corrido não está funcionando o correto seria mudar a estratégia de jogo, certo? Bem, não para o Seahawks, que se manteve firme a estratégia de correr com a bola que se provou tão efetiva durante toda a temporada e foi completamente anulada pelo Cowboys. Quando Russell Wilson começou a lançar mais e o ataque embalou já era tarde. O quarterback até conseguiu levar o time à liderança no terceiro quarto por 14 a 12, porém a situação positiva foi apenas momentânea. No final da partida, com o time perdendo por 24 a 14, o Wilson liderou uma campanha passando para 75 jardas que terminou em um TD (o único lançado por Wilson na partida) e que teve uma conversão de 2 pontos para deixar a diferença em, bem, 2 pontos.

No final o Seahawks até tentou um onside kick para tentar virar a partida, mas a jogada foi lamentável. O punter Michael Dickson tentou colocar a bola fraquinha para os jogadores de seu time pegarem, mas não controlou sua própria força. A bola viajou 33 jardas e ao Cowboys a recebeu para vencer a partida.

Em um festival de fumbles, Chargers seguram os Ravens!

Jogando no frio de Baltimore, o início do confronto entre Chargers e Ravens nesta tarde de domingo foi um verdadeiro festival de fumbles. Dois deles foram do calouro Lamar Jackson, um sendo recuperado por ele mesmo e outro oriundo de um snap péssimo, também recuperado. Kenneth Dixon não teve tanta sorte, perdendo a bola em um fumble forçado por Melvin Ingram. E por falar em Jackson, seu início de partida foi péssimo. O ataque liderado por ele pontuou pela primeira vez apenas no terceiro quarto, em um field goal convertido por Tucker. Já o quarterback ficou quase duas horas corridas sem acertar um passe sequer, sendo vaiado pela torcida e com muitos já pedindo a entrada de Joe Flacco no jogo.

Durante boa parte da partida as defesas do Chargers e Ravens dominaram. Na primeira metade da partida, o Chargers cedeu apenas 69 jardas totais, nenhum ponto e protagonizou 2 turnovers. O jogo corrido do Ravens que vinha funcionando tão bem após Jackson assumir como quarterback foi limitado a apenas 90 jardas na partida. Já o Ravens, durante quase todo o confronto, permitiu apenas field goals ao ataque de Rivers. Apenas no quarto período que ambos os ataques começaram a produzir mais.

E por falar em field goals, times especiais foram de muita importância na partida. O returner Desmond King do Chargers realizou 2 retornos ótimos, um em um punt voltando 33 jardas e outro em um kickoff, com 72 jardas de retorno. Infelizmente nenhum dos dois foram capitalizados em touchdown. Já o time de especialistas do Ravens teve altos, como quando conseguiu bloquear o kicker Mike Badgley uma vez e o punter Donnie Jones outra, mas também baixos, quando Justin Tucker, acreditem, perdeu um field goal.

Lembra da torcida, que já clamava por Flacco? Pois então, Jackson os provou errados. No final da partida e perdendo por 23 a 3 o calouro liderou uma arrancada para tentar buscar uma virada sobre o Chargers. Começando a soltar o braço (algo que deveria ter começado a fazer antes) lançou 2 touchdowns para Michael Crabtree e reduziu a diferença para 6 pontos. O time ainda recebeu a bola com 45 segundos no relógio, após a defesa conseguir segurar Rivers e forçar um punt. Porém a defesa do Chargers apareceu novamente e o fantasma dos fumbles voltou a assombrar: Uchenna Nwosu tirou a bola das mãos de Jackson e Ingram recuperou para decretar a vitória. Ao menos o final da partida serviu para Jackson sair de campo de bem com o torcedor.

Classificação do Bears bate na trave, literalmente!

Nick Foles cresce em janeiro. Novamente o MVP do último Super Bowl fez mágica. Quando o time estava perdendo por 5 pontos com 4:48 de relógio, o quarterback liderou uma campanha de 60 jardas que comeu quase todo o tempo restante de jogo. Além de converter uma 3ª para 9 jardas que deixou o time na linha de 2 jardas, conectou com Golden Tate na endzone após Khalil Mack parar o jogo corrido em duas oportunidades e ele mesmo errar um passe para Jeffery. Sem sombra de dúvidas Foles é um jogador decisivo cuja estrela brilha mais forte nos playoffs.

Assim como nos outros jogos, as defesas foram dominantes neste embate. O primeiro touchdown foi anotado apenas após o intervalo. A unidade do Bears em especial foi fenomenal mais uma vez. O ataque terrestre do Eagles foi completamente anulado pela linha defensiva liderada por Mack, Hicks e Goldman. Além disso, foram 2 turnovers forçados pela defesa, protagonizados por Adrian Amos e Roquan Smith. A única falha da defesa foi não ter conseguido parar Foles naquela quarta para 2 jardas que decidiu a partida.

O início de jogo de Mitchell Trubisky foi inconsistente para dizer o mínimo. Ele deixou de ser interceptado mais por demérito da defesa do Eagles, que deixou de capturar umas bolas fáceis, do que por seu mérito. Porém quando o time precisava dele, o quarterback acordou e entregou o esperado. Na campanha que recolocou o Bears na liderança por 15 a 10, foram apenas 6 jogadas na campanha que renderam 80 jardas, com passes para Taylor Gabriel, Josh Bellamy e Allen Robinson (que teve 143 jardas e 1 TD na partida). Na campanha final e com 48 segundo no relógio, liderou o time até a linha de 25 jardas deixando os especialistas em uma ótima posição para chutar o field goal e ganhar a partida. Mas a vitória não veio.

Vamos dar um pouco de crédito aqui para Doug Pederson, que pediu aquele tempo clássico para desconcentrar o kicker? A estratégia, que em 99% das vezes não dá em nada, desta vez funcionou. Depois de acertar o primeiro chute (anulado pelo pedido de tempo), Cody Parkey foi para sua segunda tentativa. O torcedor do Bears, provavelmente não tão tenso quanto o próprio kicker, viu a bola oval pegar na trave lateral esquerda e ainda, teimosamente, quicar na trave inferior antes de cair para fora do ípsilon, para tristeza do torcedor do Bears e total festa de Philadelphia. Felizmente para Parkey a culpa não foi toda dele: o DT Treyvon Hester deu uma levíssima desviada na bola, o que provavelmente foi a causa do FG perdido.

Só para terminar, não dá para não falar do fumble recuperado pela arbitragem. Trubisky aparentemente tinha completado um passe para Anthony Miller, que teve a bola estripada de suas mãos. A chamada de campo foi de passe incompleto. Porém, a revisão mostrou que Miller recebeu a bola, deu 3 passos e perdeu a posse da mesma, o que seria um fumble certo? Só que tem um problema, ninguém de nenhum dos dois times recuperou a bola. Ela foi parar nas mãos de uma zebra. A marcação de campo foi mantida como passe incompleto e o vice-presidente de arbitragem Alberto Rivero foi ao Twitter explicar o ocorrido. De acordo com ele: “o recebedor teve controle da bola com 2 pés em campo e deu um passo a mais, então foi uma recepção. Porém, como ele não estava down by contact e como não havia evidencias de vídeo de que alguém recuperou a bola ou de que a bola foi para fora de campo, a chamada de passe incompleto está correta.” Essa eu nunca tinha visto.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.