segunda-feira, 10 de setembro de 2018

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Este espaço nas segundas-feiras durante a temporada traz o que de melhor ou pior aconteceu em cada rodada, apontando seus maiores destaques e decepções, antes do Monday Night Football, que nessa semana 1 será uma rodada dupla, com New York Jets contra Detroid Lions seguido por Los Angeles Rams contra Oakland Raiders. Então, sem maiores enrolações, vamos aos destaques e decepções:

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NFL, eu te amo!

O que aconteceu na noite de domingo foi um dos principais motivos desse esporte ser tão apaixonante. Se você decidiu ir dormir mais cedo, quando o jogo estava “decidido” para o Bears com 17 a 0 no final do segundo quarto e Rodgers fora por lesão, meus pêsames.

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Os destaques aqui vão para as duas posições mais importantes na NFL hoje: pass rusher e quarterback. Começando pelo menos importante entre os dois, que estréia maravilhosa teve Khalil Mack. Foram três tackles, um sack, um fumble forçado, um fumble recuperado e uma interceptação retornada para touchdown de 27 jardas. Tudo o que o torcedor do Bears desejava que acontecesse quando o time fez dele o defensor mais bem pago da história. Pena que pouca gente vai lembrar disso. O porque está logo abaixo.

Aaron Rodgers. Tudo na noite de domingo se resume a ele. Quando durante o segundo quarto o quarterback deixou o campo em direção aos vestiários após ter sido soterrado por defensores do Bears todos pensaram que a temporada do jogador (e do Packers por  consequência) estava acabada. Mas ele voltou a campo para o segundo tempo. Após ver Cody Parkey chutar um field goal que aumentou a liderança do Bears para 20 a 0, Rodgers, visivelmente sentindo a lesão na perna esquerda e com a mobilidade completamente comprometida, comandou de dentro do pocket uma virada inacreditável e fez novamente mágica dentro do Lambeau Field. No segundo tempo foram 17 passes completados de 23 tentados, 273 jardas e 3 touchdowns, o último deles encontrando Randall Cobb para um ganho de 75 jardas. Final de jogo: Packers 24 a 23 sobre o Bears e o melhor Sunday Night Football que qualquer fã da bola oval poderia ter desejado. Bem vinda de volta, NFL. Nós te amamos.

Anotou a placa?

Tivemos não uma, mas duas lavadas neste domingo de NFL. Sim, uma foi bem mais humilhante que a outra, mas ambas são dignas de nota. No início da tarde, o Baltimore Ravens simplesmente não tomou conhecimento do Buffalo Bills e aplicou humilhantes 47 a 3, pior derrota do Bills na semana 1 em sua história. Joe Flacco ignorou a pressão de ter um quarterback reserva escolhido no primeiro round e lançou para 236 jardas e 3 touchdowns. O dito reserva que leva o nome de Lamar Jackson entrou ainda no terceiro quarto, afinal por ali o jogo já estava completamente resolvido. A defesa do Ravens não mostrou nenhuma piedade, computando 6 sacks e interceptando Peterman 2 vezes. Outro calouro que entrou no terceiro quarto foi Josh Allen, que substituiu Peterman e nada conseguiu fazer para mudar a cara do jogo.

Longe do que ocorreu em Baltimore (mas mesmo assim nada bonito), o Arizona Cardinals levou 24 a 6 do Washington Redskins. A maior diferença entre as partidas é que a defesa do Cardinals funcionou muito melhor que a do Bills. Já o ataque não foi bem, acabando com um total combinado de 213 jardas e dois turnovers, sendo decepcionante pelo ar (com Bradford lançando para 153 jardas e uma interceptação) e por terra (com David Johnson correndo apenas para 37 jardas). Do outro lado Alex Smith continuou mostrando sua conhecida precisão, completando 70% de seus passes tentados e computando 2 touchdowns. E o veterano Adrian Peterson? Esse começou a provar que valeu a aposta feita pelo Redskins com 96 jardas corridas e um touchdown, somadas a mais 70 jardas pelo ar. Muitos já apontavam sua carreira como finalizada e ele está disposto a provar estes descrentes errados.

Fitzmagic ataca novamente!

Se você for o quarterback titular de uma franquia e ver seu time contratar Ryan Fitzpatrick para ser seu reserva, pode se preocupar. Isso acontece pois, de uma forma ou de outra, Fitzpatrick irá começar algum jogo como titular na temporada. E foi exatamente isso que aconteceu nessa semana 1 da temporada regular, com Jameis Winston suspenso por três jogos na temporada. E essa estréia foi espetacular, diga-se de passagem. Foram 21 passes completos em 28 tentados, 417 jardas e  quatro touchdowns, com um passer rating de 156,3 (lembrando que o máximo possível é 158,3), o que culminou na vitória do Buccaneers por 48 a 40 sobre o Saints. Mike Evans e DeSean Jackson receberam respectivamente para 147 e 146 jardas e 1 e 2 touchdowns. Se você tinha algum dos dois recebedores em seus times no Fantasy, meus parabéns.

Por outro lado, a defesa do Saints foi muito aquém do esperado para um time que muitos apontam como candidato ao Super Bowl. De nada adianta Drew Brees lançar para mais de 400 jardas e 3 touchdowns com o ataque colocando 40 pontos no placar se a secundária consegue ceder quase 150 jardas para não um, mas dois recebedores. A pressão ao quarterback também foi falha, com a linha defensiva do Saints incapaz de gerar um sack sequer sobre Fitzpatrick, o que facilitou demais a vida do veterano. Marcus Davenport, selecionado pelo Saints na primeira rodada após o time fazer uma troca para cima, foi apático durante a partida. É apenas o início da temporada, mas uma derrota em casa para o que é em teoria o rival mais fraco dentro da NFC Sul pode pesar em dezembro.

A maldição na Redzone continua.

No final da temporada passada surgiu uma estatística que chamou bastante atenção: dos 18 passes lançados por Matt Ryan para Julio Jones dentro da end zone, apenas 1 foi recebido (5,5% de aproveitamento). O Falcons figurou em 2017 preocupantemente mal no aproveitamento nas últimas 20 jardas  do campo, mesmo com um ataque recheado de talento. Isso culminou na derrota na pós temporada para o Philadelphia Eagles, onde o time não marcou nenhuma vez quando visitou a redzone adversária. E essa tônica se manteve na partida da última quinta feira contra o mesmo Eagles.

Em cinco oportunidades, o Falcons chegou próximo a endzone adversária e com claras chances de marcar, porém conseguiu capitalizar um touchdown em apenas uma delas, em uma corrida de 9 jardas de Tevin Coleman (em outra oportunidade, foi chutado um field goal de 21 jardas). Seja pela falta de criatividade de Sarkisian ao chamar as jogadas (saudades Shanahan) ou pelos problemas de Ryan para sair da primeira leitura e achar recebedores desmarcados no fundo do campo (foram mais dois passes incompletos para Jones) , essa questão é preocupante e deve ser adereçada o mais rápido possível.

O Eagles, que nada tem haver com isso, conseguiu garantir a vitória mesmo jogando longe do nível que estávamos acostumados a ver no final da última temporada. E o famoso Philly Special ganhou uma versão 2.0 nessa partida com Foles recebendo a bola para 15 jardas. Pegar um pouco dessa criatividade empregada pelo ataque de Doug Pederson  seria bem interessante para Dan Quinn e Sarkisian.

Luck está de volta!

Nem tudo são más notícias para o torcedor da franquia de Indianapolis com a derrota por 34 a 23 em casa para o Bengals, mesmo após eles verem Andrew Luck começar seu retorno à NFL com uma interceptação já em seu primeiro passe. Fora esse fato, parecia o bom e velho quarterback de antes da lesão. Depois da interceptação, acertou 10 de seus próximos 12 passes em uma campanha de 99 jardas que culminou em um touchdown. Luck se mostrou móvel e confortável no pocket e com a antiga precisão presente durante toda a partida, não se deixando abalar nem quando tomou uma pancada no capacete de Shawn Williams (que foi expulso do jogo após isso). No total foram 319 jardas lançadas para dois touchdowns além da já comentada interceptação. Tudo isso acertando o alvo em 39 das 53 vezes que soltou o braço durante a partida e acalmando muito todas as preocupações sobre seu ombro.

Quanto aos Bengals, seu ataque foi bem no segundo tempo de jogo com Joe Mixon e A.J. Green começando a aparecer e Andy Dalton passando a distribuir melhor a bola. Mixon, além de liderar o time em jardas corridas (95 jardas e 1 touchdown) foi o segundo maior recebedor do time na partida com mais 54 jardas. A vitória acabou vindo em um drive que Luck parecia estar liderando para uma virada do Colts, mas que acabou em um fumble do tight end Jack Doyle que o safety Clayton Fejedelem retornou por 83 jardas para touchdown.

Não, não. Ganha você!

Sabe quando parece que nenhum dos dois times quer ganhar a partida? Pois é, acabou que neste caso nenhum deles ganhou mesmo! O Cleveland Browns empatou em casa com o Pittsburgh Steelers em uma partida recheada de turnovers. Só Big Ben foi interceptado 3 vezes além de sofrer dois fumbles. O problema é que o Browns falhou em capitalizar essas roubadas de bola, se o tivesse feito poderia ter saído com a tão sonhada vitória.

Ambas as defesas conseguiram pressionar bem os quarterbacks adversários durante a partida, com destaque para T.J. Watt nos Steelers, que conseguiu 4 sacks, e para Myles Garrett pelos Browns, que colecionou 2 sacks além de forçar dois fumbles. Denzel Ward também foi uma grata surpresa para a secundária do Browns, que foi responsável por duas das três interceptações que Roethlisberger sofreu.

O jogo acabou indo para a prorrogação e ambos os times tiveram a bola do jogo em uma distância razoável para acertar um field goal e garantir a vitória. Porém nem Chris Boswell e nem Zane Gonzalez cooperaram e erraram chutes de, respectivamente 42 e 43 jardas (sendo o de Gonzalez bloqueado).

Outros destaques e decepções:

  • Se por um lado o torcedor do Vikings está feliz com o desempenho de seu novo quarterback, o do 49ers não ficou muito animado com o de Jimmy Garoppolo. Enquanto Cousins acabou a partida com 244 jardas e dois touchdowns, Garoppolo lançou 3 interceptações e teve um rating de apenas 45,1 na derrota por 24 a 16 para a franquia de Minessota. Mas de forma geral o time californiano foi bem e por quase toda a partida teve chances de vencer, o que é um bom sinal quando se enfrenta aquele que talvez é o melhor elenco da NFL.
  • Deshaun Watson foi muito, mas muito abaixo do que todos esperavam após seu desempenho estelar em sua temporada de calouro. Seu primeiro jogo após a lesão no joelho que encerrou mais cedo seu 2017 terminou com tímidas 176 jardas aéreas, com um touchdown e uma interceptação e menos de metade de seus passes completados. O Texans acabou perdendo por 27 a 20 para o Patriots.  E por falar no Patriots, só fica uma pergunta: como diabos se marca o Gronk?
  • Não sei se isso pode ser considerado uma decepção, até porque absolutamente não é uma novidade: Russel Wilson sofreu pra caramba por conta de sua linha ofensiva. No total foram 6 sacks sofridos pelo quarterback na derrota por 27 a 24 para o Denver Broncos. Só Von Miller derrubou Wilson 3 vezes, além de computar mais 7 tackles.  Para o torcedor do Seahawks resta esperar que esta não seja novamente a temática para a temporada.
  • Se o jogo corrido do Chiefs não foi lá essas coisas, pelo ar foi completamente diferente. Patrick Mahomes liderou um ataque definitivamente divertido de se olhar. Foram bolas espalhadas por todo o campo, com destaque para Tyreek Hill que recebeu 169 jardas das 256 lançadas por Mahomes e dois touchdowns dos 4 lançados pelo quarterback. Hill ainda retornou um punt para touchdown na partida. Desempenho muito positivo do ataque na vitória de 38 a 28 sobre o rival de divisão Chargers.
  • Ao contrário do ataque do Chiefs, o do Cowboys não foi nada divertido de se ver durante a derrota por 16 a 8 sofrida para o Panthers. A lesionada linha ofensiva foi dominada nas trincheiras pela DL adversária, o que prejudicou bastante tanto o jogo corrido (Zeke Elliot terminou apenas com 69 jardas e um TD) quanto o jogo aéreo (Prescott sofre 6 sacks e diversas pressões na partida). E por falar no quarterback, seu desempenho foi bem ruim, com problemas de precisão e falhas em acertar alvos desmarcados.
  • Na vitória do Miami Dolphins sobre o  Tennessee Titans por 27 a 20, o destaque fica para duração da partida: foram 7 horas e 8 minutos, maior duração registrada na história da NFL moderna. Isso tudo ocorreu por múltiplas paradas por riscos de tempestade de raios.

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