terça-feira, 21 de abril de 2020

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Às vésperas do Draft, crescem as previsões sobre escolhas e trocas. A principal delas está em cima de dois astros na universidade: Tua Tagovailoa e Justin Herbert. Os dois brigam para ser o segundo QB da classe. Isso porque Joe Burrow, vencedor do prêmio Heisman em 2019, deve ser a primeira escolha geral para o Cincinnati Bengals.

Tudo vai depender do Miami Dolphins. O time da Flórida tem munição de sobra para subir e fazer escolha que bem entender. Outro interessado, Los Angeles Chargers não tem a mesma bagagem para fazer trocas bombásticas. E no cenário de tantas incertezas, prevalece quem tem mais.

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Mas quem o General Manager, Chris Grier, vai escolher? Vale lembrar que esta é a decisão mais importante para o futuro da equipe. O novo comandante de ataque precisa ser um verdadeiro QB da franquia. E após muitos fracassos, não há mais tempo para erros em Miami. 

Para chegar a esta resposta, basta voltar no tempo. Dolphins já esteve em posição semelhante em 2012. O time tinha a oitava escolha daquele ano e estava atrás de um QB. Dentre várias opções da classe, os especialistas de Miami (incluindo Grier) se viram diante de dois prospectos: Ryan Tannehill e Russell Wilson. Outros nomes, como Brandon Weeden, Brock Osweiler e Nick Foles também eram cotados. Atualmente é fácil dizer o melhor entre eles, não? Pois bem, a franquia optou por Tannehill.

O resto da história já é conhecida por todos os fãs da NFL. Wilson caiu para terceira rodada e se tornou um verdadeiro QB da franquia em Seattle. Duas aparições no Super Bowl, um título e considerado um dos maiores jogadores da atualidade. Tannehill deixou o Dolphins na temporada passada após anos de fracasso.

Evidente que não foi a certa, mas era a decisão “mais fácil” em 2012. Tannehill era alto e com braço muito forte. Wilson, bem mais baixo, ainda era uma incógnita. E podemos traçar algumas semelhanças com a dupla deste ano. Justin Herbert é um QB de 1,98m e braço forte. Tua tem apenas 1,85m e carrega uma lesão no quadril que assombra qualquer General Manager na NFL. Qual é a escolha mais fácil?

Sim, Herbert. E o ex-jogador de Oregon tem seus méritos. É um prospecto bem avaliado após carreira sólida no College Football. Tem atributos que impressionam. No entanto, quem mostrou ser um jogador mais completo ao longo dos últimos anos? Quem mostrou mais recursos com as próprias pernas? Quem é capaz de improvisar uma jogada? Quem tem mais presença no pocket?

Esse foi Tua Tagovailoa. Jogador com ferramentas para se tornar a nova estrela da NFL junto com Burrow. A dupla tem talento para ser grande na liga. Quadril de Tua preocupa, mas a qualidade deveria se sobrepor. E os números estão aí para provar:

Tua Tagovailoa Jardas aéreas Pct % passes TDs INTs
2017 (MVP da final) 636 63.6 11 2
2018 3.966 69.0 43 6
2019 2.840 71.4 33 3

 

Justin Herbert Jardas aéreas Pct % passes TDs INTs
2016 1.936 63.5 19 4
2017 1.983 67.5 15 5
2018 3.151 59.4 29 8
2019 3.471 66.8 32 6

Herbert é mais experiente, mas não mais pronto. Tua Tagovailoa mostrou que pode ser diferente. Pode ser decisivo. Pode ser líder. Pode ser vencedor. Pode ser campeão, como foi no College. Esses atributos não se aprende. Nasce com eles. Por isso Miami deveria subir para a terceira posição, em troca com Detroit Lions, para selecionar o astro de Alabama. Caso contrário, a franquia estará voltando no tempo mais uma vez.

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