terça-feira, 31 de março de 2020

Compartilhe

Ofuscada pelo avanço do novo coronavírus em todo mundo, a offseason da NFL começou com trocas bombásticas. A mais surpreendente delas foi a chegada do WR DeAndre Hopkins ao deserto do Arizona. Já o RB David Johnson agora veste as cores do Texans. Na negociação, os times também envolveram duas escolhas no próximo Draft: quarta rodada aos Cardinals e segunda rodada para franquia de Houston. 

Os holofotes, no entanto, estão todos voltados a Hopkins. Eleito por muitos como melhor recebedor da NFL, o astro chega para formar dupla com o agora segundo anista Kyler Murray. E o casamento tem tudo para ser duradouro. A parceria entre ex-jogador do Texans e Larry Fitzgerald, um dos maiores WRs da história da liga, é outro fator que intriga os torcedores, apesar do camisa 11 já estar em fim de carreira.

Leia Mais: O incerto futuro de Jameis Winston na NFL

Leia Também: O Los Angeles Rams não tem um plano visível para 2020

O contrato de Hopkins será de três anos, com possibilidade de estender para quatro. Vale lembrar que o recebedor entra nesta temporada com 28 anos e muita lenha para gastar. É tudo que um jovem e promissor QB precisa neste momento. Com outros atletas de alto nível ao lado, Murray e cia começam a incomodar defesas de 49ers, Rams e Seahawks na NFC Oeste.

Ainda é difícil cravar, mas essa dupla tem ferramentas para se transformar na mais perigosa em toda a NFL. Hopkins, como já citado, está entre os melhores WRs na liga. Murray, calouro ofensivo de 2019, apresentou-se como bom lançador e ótimo no improviso com as próprias pernas. A química entre os dois certamente será trabalhada pelo técnico Kliff Kingsbury, que também se mostrou criativo na primeira temporada à frente do Cardinals.

A mobilidade de Murray pode ser crucial para o entrosamento com Hopkins. Isso porque o jovem QB neutraliza defesas com sua capacidade de sair do pocket e se tornar um corredor. Os coordenadores defensivos quebram a cabeça para encontrar maneiras de parar essa arma terrestre, geralmente colocando um Linebacker como “espião”. Resultado: buracos na secundária adversária. E se já é difícil parar DeAndre Hopkins com dobra de marcação, o que será no mano a mano ou mesmo livre?

Um exemplo claro disso na temporada passada foi Lamar Jackson. Evidente que o MVP estava em fase iluminada e era imparável no jogo terrestre, mas esse fator facilitou a vida nos lançamentos. E Jackson não tinha um WR do calibre de Hopkins, o que pode ter sido determinante na eliminação para o Titans nos playoffs. 

É claro que Kyler Murray ainda precisa fazer ajustes no seu jogo, consertar leituras precipitadas, etc. Contudo, o QB provou ser muito disciplinado na primeira temporada com a franquia do Arizona. Agora, mais maduro e com novas peças, a tendência é evoluir ainda mais. 

A divisão oeste da NFC tem tudo para ser a mais forte da liga neste ano e todos os times devem fazer barulho. Por isso, o torcedor do Cardinals não deve desanimar se o time ainda encontrar dificuldades no decorrer da temporada e não classificar aos playoffs. O que é certo, no entanto, é que depois de muita polêmica e mudanças controversas, a franquia parece ter encontrado o rumo certo.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.