terça-feira, 23 de abril de 2019

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O primeiro grande quebra-cabeça do draft dessa semana atende pelo nome de Kyler Murray. A definição se ele sairá na primeira escolha geral para o Arizona Cardinals desencadeará uma série de outros movimentos, e será provavelmente o ponto alto do draft no que diz respeito a entretenimento. Caso Murray realmente acabe em Arizona, isso provavelmente significará o prematuro fim da passagem de Josh Rosen pela franquia do deserto. Acontecendo isso, não é exagero nenhum dizer que o Cardinals teria cometido uma grande injustiça com Rosen.

Não é minha intenção aqui comparar Rosen com Murray, nem dizer o que o Arizona Cardinals deveria fazer com a primeira escolha geral. E veja bem, tudo isso pode ser apenas uma grande cortina de fumaça por parte do Cardinals para valorizar sua escolha ou disfarçar o interesse em algum outro jogador. Mas enfim, voltemos a Rosen. Nenhuma franquia escolhe QBs na primeira rodada do draft em anos consecutivos desde o Baltimore Colts em 1982 e 83 (Art Schlichter e John Elway – o primeiro foi um fracasso retumbante; o segundo foi um dos maiores da história, mas nunca jogou um snap pelo Colts). Ou seja, quarterbacks selecionados após um investimento tão alto, recebem tempo para amadurecer o seu jogo, as equipes buscam cercá-los de jogadores e técnicos talentosos, até esgotar as possibilidades (ou o projeto vingar, claro). Por que com Rosen seria diferente?

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Se a resposta vier baseada no seu desempenho em 2018, os argumentos provavelmente não são bons. Os números brutos não são lindos. Em 14 jogos (13 como titular), Rosen acertou 55.2% dos passes, para 2,278 jardas, 11 TDs e 14 INTs. No entanto, é importantíssimo apontar o contexto no qual sua temporada girou. Ele teve dois coordenadores ofensivos (e terá um terceiro em 2019, seja lá em qual time for), o que indica que o esquema que lhe foi pedido não é bom. A linha ofensiva do Cardinals era fraca. O corpo de recebedores era enxuto, e após a lesão do também calouro Christian Kirk, restou essencialmente apenas Larry Fitzgerald. No final do ano o Head Coach ainda caiu também. Enfim, a franquia não criou absolutamente nenhuma condição para que um QB calouro tivesse um bom desempenho.

Ainda de quebra, o valor especulado que o Cardinals receberia em uma troca envolvendo Rosen (uma escolha de terceira rodada, no máximo na metade de baixo da segunda rodada) é muito menor do que o que foi investido nele um ano atrás – o Cardinals abriu mão de escolhas de terceira e quinta rodadas para subir da 14ª até a 10ª posição. Seria um prejuízo evidente.

Não há motivos para não acreditar que, com uma melhor comissão técnica e um melhor grupo de apoio, Rosen pode evoluir drasticamente o seu jogo. Aconteceu com Jared Goff em Los Angeles, e em uma escala menor também aconteceu com Mitchell Trubisky em Chicago. Pode acontecer com Rosen em Arizona. Caso ele saia, o seu fracasso no Cardinals pode se transformar na retomada de algum outro time.


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