quarta-feira, 11 de setembro de 2019

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Estamos em 2019 e o assunto Eli Manning ainda é amplamente debatido pelos fans de Futebol Americano brasileiros. 30/44, 306 jardas e 1 TD. Números bons se separados da atuação em si. Para os desavisados, Eli Manning não é culpado. A desculpa já foi a linha ofensiva, o jogo terrestre, recebedores e o esquema. Pois bem… John Mara, dono da equipe, moveu céus e terras para deixar tudo da forma perfeita para o talvez maior ídolo da franquia. O problema, é que a idade chega. E aos 38 anos, o Quarterback do New York Giants já não tem mais condições de atuar na NFL.

Para começar, podemos analisar sua situação do cenário micro ou macro. Vamos primeiro tomar apenas o espaço amostral dessa semana 1. Eli Manning, de fato, não foi o problema. A defesa do Giants tem fortes argumentos para ser considerada a pior da Liga. Uma secundária jovem e inexperiente, um pass rush completamente nulo e linebackers lentos e defasados contra o jogo aéreo. Só ai, são 35 pontos para o Dallas Cowboys, que como um bom time, aproveitou seus problemas e criou vantagens para pontuar na maioria de suas posses. Já do lado de NY, a única campanha efetiva foi a primeira, onde depois de uma corrida de 59 jardas de Saquon Barkley, a unidade já estava próximo a Endzone, vindo a pontuar depois em um belo play action para o TE Evan Engram. O problema, é que parou por ai. Demorou uma campanha, mas o Cowboys percebeu que a forma mais eficiente de parar o Giants é lotando o box e marcando o campo curto. E por qual motivo? O braço de Eli não aguenta mais.

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Foram 2 passes completos para mais de 20 jardas em 4 tentativas. Uma delas foi uma Hail Mary.

Ele foi bem protegido. Inclusive com a OL mais bem ranqueada pela PFF, importante site americano de estatísticas. Contou com bons alvos perto da linha de scrimmage. E só o fez porque Rod Marinelli permitiu. Eli busca check down atrás de check down. Passes curtos, geralmente no meio do campo ou numa flat para o RB. Esquema esse que não funciona em 2019 em uma Liga cada vez mais aérea. O ataque fica previsível, fácil de ser marcado. E para uma defesa competente como a do Cowboys, mais ainda. Mas a culpa não é dele. É o que ele consegue fazer. Aos 38 anos, o físico bateu para o camisa 10. Eli não tem mais condições de ser titular na Liga.

Mas em 2019 ele será, mesmo com a escolha de Daniel Jones na #6 geral do Draft. Isso porque Mara fez questão de garantir uma temporada de despedida digna para o ídolo da cidade. Uma temporada que é para ser vista como um adeus do QB, tendo condições de poder ter boas atuações. Ele terá alvos, proteção, jogo corrido e esquema para favorecê-lo. A questão é se terá vitórias. Isso não podemos garantir, mas deveria ser algo pensado. Como futuro Hall of Fame, Eli, a depender do desempenho da equipe na temporada, pode se aposentar com mais derrotas do que vitórias, o que com certeza seria uma marca muito negativa. São 116 vitórias e 115 derrotas, com amplas chances de uma virada nessa estatística. John Mara não pensou nisso… O que ele também não pensou, é que com essas derrotas e possíveis más atuações, a mídia em geral vai bater, como sempre bateu, na figura de Eli. Com Jones no banco, sua imagem pode acabar se desgastando, e o que era pra ser uma despedida bonita e honrada, pode acabar sendo uma dor de cabeça.

Eli Manning não é o culpado. Nem por domingo e provavelmente nem pela campanha da franquia em 2019. Mas ele é um problema. Um peso. Um freio de mão. Se tudo seguir conforme os planos da franquia, a equipe tem uma campanha 8-8 ou 9-7, Eli se aposenta por cima e passa o bastão para Daniel Jones em 2020. Mas a julgar pelo que vimos domingo, e nas últimas duas temporadas, o torcedor do Giants deve se preocupar com possíveis falhas no plano de John Mara e Dave Gettleman.


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