terça-feira, 25 de junho de 2019

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O Denver Broncos ainda vive o luto pelo falecimento do dono da franquia, Pat Bowlen. Ele foi o responsável maior pelo time nos últimos 35 anos, período que coincidiu exatamente com o início da era John Elway, que mudaria o time de patamar na NFL, com diversas idas ao Super Bowl, e o Broncos ainda se manteve competitivo mesmo no período entre a aposentadoria de Elway e a chegada de Peyton Manning, que fez o time ficar novamente no primeiro escalão de favoritos para o Super Bowl. Muito disso é mérito de Bowlen, reconhecido com a sua indicação para a classe de 2019 do Hall da Fama, mas infelizmente a homenagem será apenas póstuma.

É preciso seguir a vida, porém. Pessoas vão, mas a instituição continua. Nos casos mais recentes de mortes de donos de time na NFL, a transição da franquia já tem um rumo encaminhado. O mais comum é um herdeiro direto assumir o comando, como aconteceu com o New Orleans Saints após o falecimento de Tom Benson, em que a administração passou a ser da viúva, Gayle Benson. Também pode acontecer de a família não se interessar em continuar tomando conta do time e vendê-lo, o que foi o caso do Buffalo Bills, que passou da família Wilson para Terry e Kim Pegula.

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Em Denver, no entanto, o cenário de momento não é tão simples. Há uma disputa na família Bowlen pelo comando do Broncos após a perda do patriarca da família. Essa situação tem origem muitos anos atrás, quando Pat Bowlen criou um truste, com o intuito de passar a propriedade da franquia para seus filhos. Seu desejo era que todos eles fossem donos de fato, mas faltou harmonia na família para resolver isso sem sobressaltos. Quando Pat precisou se afastar do dia a dia do time em 2013, devido ao avanço do Mal de Alzheimer, foi criado um conselho apenas com integrantes de fora da família, para apontar o seu sucessor. Isso acontece porque, mesmo com a ideia de manter o time sendo controlado por todos os herdeiros, por questões burocráticas, é necessário apontar uma pessoa como a dona da franquia (o Green Bay Packers é exceção), para ser a voz oficial do Broncos junto a NFL.

Uma das disputas em andamento está nos tribunais. Bill Bowlen, irmão de Pat, entrou com uma petição solicitando que o conselho tenha sua autoridade invalidada, por eles supostamente não estarem agindo de boa fé e seguindo os planos de sucessão traçados por Pat, sendo o responsável pelos conflitos na família. O processo corre em segredo de justiça, e não sabemos qual é o andamento. A outra disputa ocorre sob a batuta da NFL, e a pedido do próprio conselho. No ano passado, Beth Bowlen Wallace, filha do primeiro casamento de Pat, anunciou seu desejo em assumir o controle da franquia, mas foi rechaçada pelo conselho, que a julgou não capacitada naquele momento. Os requisitos do conselho envolvem tanto itens subjetivos (como liderança e integridade) quanto experiência gerencial na NFL, no próprio time ou na administração do estádio.

Este conselho, chefiado por Joe Ellis, que tem atualmente o posto de presidente e CEO do Denver Broncos, tem autoridade inclusive para vender a franquia, caso julgue que nenhum dos filhos de Pat Bowlen seja apto a conduzir o Broncos. Quem acompanha de perto todo o imbróglio acredita que o conselho optará ou por indicar Brittany Bowlen, uma das filhas de Pat, como sucessora, ou recomendará a venda da franquia.  Não há um prazo para que seja apresentada uma solução definitiva, seja pelas regras da NFL, seja pela legislação dos EUA.


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