quinta-feira, 2 de março de 2017

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Em tempos de offseason, além de acompanhar a Free Agency, Draft e outros momentos interessantes da intertemporada, é uma boa hora para assistir filmes e colocar as séries em dia. Netflix é o meio preferido de boa parte dos brasileiros para fazer isso, então preparamos uma lista com todos os filmes e séries sobre futebol americano que são podem ser encontradas por lá. Cada um com a sinopse, opinião e nota.

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FILMES

  • DRAFT DAY (A GRANDE ESCOLHA)

Sinopse: A equipe de futebol americano Cleveland Browns está tendo uma péssima temporada, e o gerente do time, Sonny Weaver Jr. (Kevin Costner), está ameaçado de demissão. No tradicional dia de contratação de novos talentos, Sonny deve provar ao mundo dos esportes que é capaz de trazer os melhores nomes para a sua equipe.

Opinião: Uma coisa é ver esse filme sem conhecer o “mundo real” do Draft da NFL. Outra coisa é assisti-lo já possuindo uma boa ideia de como ele funciona, para que serve e qual o seu peso no desempenho das equipes ao longo da competição. O Draft é o que vai definir com mais peso o futuro de cada franquia da liga e é um momento quase tão importante quanto o próprio Super Bowl. Para os torcedores de times que vivem um momento difícil, sem conseguir boas campanhas e convencer em campo, muitas vezes é a única esperança por dias melhores nas temporadas seguintes.

Dito isso, quem não conhece nada de futebol americano ou do Draft em si também pode acompanhar o filme, sem problemas. Não há nada mal explicado ou que fuja do contexto apresentado ao longo de pouco mais de uma hora e quarenta de filme. Apenas é válido esclarecer que existem trocas de última hora no evento, times que sobem ou descem na ordem de seleção, mas os eventos apresentados em “A grande escolha” são propositadamente exagerados para efeitos de dar mais emoção à história. De qualquer forma, é interessante ver superficialmente como funcionam os bastidores de um time que se prepara para o Draft, todo o estudo que é feito sobre os jogadores, entrevistas, envolvimento de empresários, discussões entre o General Manager e o técnico do time etc. É divertido e mais que recomendado para ser visto nas vésperas do Draft da NFL.

Nota: 8,0

  • O RECOMEÇO

Sinopse: Murphy (Brian Presley) estava entre os jogadores de futebol americano mais talentosos e promissores do país. Porém, o atleta se feriu gravemente no último lance de uma partida que iria definir sua carreira. Quinze anos mais tarde ele leva uma vida simplória, como fazendeiro, e enfrenta problemas financeiros. Como num truque de mágica, Murphy é levado de volta ao passado e pode recomeçar sua carreira nos campos, mas a nova oportunidade lhe trará dilemas que só ele pode solucionar.

Opinião: Típico filme que usa o esporte como pano de fundo para falar sobre a vida, refletir sobre o peso de cada decisão no futuro de cada um, sobre a chance de recomeçar e fazer diferente. Aqui o futebol americano serve como esse pano de fundo, mas poderia ser basicamente qualquer outro esporte. Emociona quem gosta desse tipo de narrativa, porém deixa a desejar se compararmos com outros filmes com um apelo emocional maior e mais diretamente envolvidos com o futebol americano em si como, por exemplo, “No Limite: A história de Ernie Davis” que aborda uma história real.

Nota: 6,0

  • DUELO DE TITÃS

Sinopse: Herman Boone (Denzel Washington) um técnico de futebol americano contratado para trabalhar no comando de um time universitário dividido pelo racismo, o Titans. Inicialmente, Boone sofre preconceitos raciais por parte dos demais técnicos e até mesmo de jogadores do seu time, mas aos poucos ele conquista o respeito de todos e torna-se um grande exemplo para o time e também para a pequena cidade em que vive.

Opinião: Discutivelmente, o melhor filme envolvendo o futebol americano de todos os tempos. Ele vai muito além do esporte e alcança, consequentemente, um público bem maior do que o público alvo da NFL e/ou NCAA. Baseado em fatos reais, a história se passa no início da década de 1970. Era um período turbulento, onde diversas escolas nos EUA precisavam integrar negros e brancos nas salas de aulas e nas demais atividades escolares, inclusive as esportivas.

A atuação de Denzel Washington como o técnico Herman Boone é simplesmente memorável. Por ser negro, ele enfrenta a rejeição dos jogadores brancos e o ódio entre jogadores brancos x negros. O fato de ser um técnico durão que aplica treinos até de madrugada e estar substituindo um treinador querido pelos jogadores brancos não ajuda. Com o tempo, os atletas vão se conhecendo e convivendo mais uns com os outros a ponto de perceberem que jogam no mesmo time e que todos tem o mesmo objetivo. Uma aula de superação, combate ao ódio entre brancos e negros, união, humanidade e amor pelo esporte.

Nota: 10,0

  • 23 BLAST

Sinopse: Travis Freeman (Mark Hapka) é um brilhante jogador de futebol americano. Ele contrai uma infecção rara e fica cego do dia para a noite. Ele precisa aprender a lidar com todas as adversidades de não poder ver e com o mundo, que é despreparado para os cegos. Mas com a ajuda de sua família e amigos, ele consegue utilizar os outros sentidos para se adaptar à essa nova vida.

Opinião: Novamente um filme diretamente ligado ao futebol americano e que baseia-se em fatos reais. O foco é Travis Freeman e a sua força de vontade para se readaptar ao mundo aos 19 anos após ter ficado cego. A direção procura fugir dos clichês presentes em filmes sobre doença e superação, mas não tem como sair muito disso. É válido para quem quer conhecer mais uma história desse tipo, principalmente porque nesse caso estamos diante de um jogador de futebol americano universitário que, inclusive, deseja até mesmo voltar a campo. Como disse antes ao falar sobre “O Recomeço”, existem filmes muito melhores nessa pegada emoção + superação. Já citei o filme sobre Ernie Davis, mas ainda temos “Somos Marshall” e “Um Sonho Possível” que são longas baseados em fatos reais, que abordam uma história relacionada ao futebol americano, mas que são bem superiores a “O Recomeço” e a “23 Blast”.

Nota: 5,0

  • INVICTOS

Sinopse: Bill Courtney é treinador voluntário da equipe de futebol americano de uma escola de ensino secundário da periferia da cidade de Memphis, Tennessee. Apesar da carência de recursos e dos problemas sociais e disciplinares do elenco, ele insiste em tornar competitivo o então pior time escolar do estado, mantendo também os jovens, muitos em situação de risco, longe do crime.

Opinião: É um documentário que venceu o Oscar de “melhor documentário de longa metragem” em 2012. Mostrando bastante do trabalho desempenhado pelo técnico Bill Courtney, o ponto negativo acaba sendo o espaço menor do que o ideal deixado para contar a história dos jogadores. É incrível toda a transformação que o futebol americano consegue fazer na vida deles, desviando-os de caminhos inadequados que poderiam colocar em risco o seu futuro.

Nota: 8,0

  • GOLPE BAIXO

Sinopse: Paul Crewe (Adam Sandler) é um ex-astro do futebol americano que, após ser pego dirigindo bêbado, vai para a penitenciária Allenville, uma das prisões mais duras do país. Ao chegar o diretor do presídio, Warden Hazen (James Cromwell), pede a Paul que monte um time de prisioneiros para que possa disputar uma partida de futebol americano com os guardas da prisão. Para atender o pedido, Paul convoca Caretaker (Chris Rock), um negociante malandro que pode conseguir para ele os prisioneiros que quiser escalar. Juntos eles montam o Mean Machine, como é chamada a equipe formada pelos prisioneiros.

Opinião: Não sou um fã dos filmes do Adam Sandler e este especificamente trata-se de uma refilmagem que fica consideravelmente aquém da versão original lançada em 1974. No entanto, ainda assim consegue ser divertido. Sabemos que é extremamente raro um jogador de futebol americano ser pego dirigindo bêbado – ainda mais na offseason – e é assim que Paul Crewe termina sendo preso. Para montar o time da prisão, ele enfrentará diversos obstáculos como a falta de interesse de muitos presidiários, a truculência dos guardas, dificuldade em conseguir equipamento, mas nada que abale seu ímpeto ou diminua sua vontade de construir uma equipe decente. O “Mean Machine”, time da prisão, conta com o lendário Wide Receiver Michael Irvin interpretando o papel de Deacon Moss. Chris Berman, irreverente personalidade da ESPN americana, também participa do longa narrando os jogos da forma que o consagrou.

Nota: 7,5

 

SÉRIES

  • BLUE MOUNTAIN STATE

Sinopse: Futebol Americano é tudo na Universidade Blue Mountain State, mas ser calouro em um dos times mais tradicionais vai muito além disso… afinal, também há garotas, festas e, é claro, aulas.

Opinião: É um casamento entre futebol americano universitário e “American Pie”. Não achei uma definição melhor que essa para explicar a série. Diferentes tipos de jogadores fazem parte do time, do mais baladeiro ao mais caseiro, comprometido com a namorada. A verdade é que nenhum deles consegue escapar de situações bizarras, toscas e algumas bem engraçadas. O que fazer quando o mascote do time é sequestrado? Como escapar do controle antidoping após uma farra muito louca em que toda a equipe esteve presente?

São 3 temporadas e 39 episódios da série (todos no Netflix) que foi cancelada em 2012 por motivos de corte no orçamento do canal Spike TV. Assisti cerca de metade desse total de episódios porque com o tempo fui achando repetitiva, mas alguns membros de nossa equipe viram tudo e curtiram demais. Se filmes/séries típicos de besteirol americano à la “American Pie”, “Não é Mais um Besteirol Americano” e “Todo Mundo em Pânico” fazem seu estilo, aproveite!

Nota: 6,5

  • AMERICAN CRIME STORY: THE PEOPLE VS OJ SIMPSON

Sinopse: Ex-jogador de Futebol Americano, Orenthal James (O.J. Simpson) foi acusado em 1994 de assassinar a esposa, Nicole Brown, e o amigo Ronald Goldman. Contado através da perspectiva dos advogados que conduziram o caso, a série explorara os acordos feitos de maneira informal e as manobras políticas conduzidas por ambos os lados envolvidos.

Opinião: Com um elenco que conta com Sarah Paulson, John Travolta, Cuba Gooding Jr e David Schwimmer (Ross de “Friends”), essa série é um clássico imediato. Antes de entrar no mérito, é preciso entender que “American Crime Story” é uma série que conta uma história diferente a cada temporada, de forma que o caso O.J. Simpson é tratado apenas na primeira temporada através de 10 episódios – todos no Netflix.

Esse caso fez o mundo inteiro acompanhar um julgamento que se estendeu por meses, dividindo a opinião da população americana com os brancos em sua maioria acreditando na culpa de O.J e os negros defendendo a sua inocência. E essa divisão era justamente aquilo que o “Dream Team” – como ficou conhecida a equipe de advogados do ex-jogador – queria. Composta pelos advogados Johnnie Cochran, Robert Kardashian (patriarca da família mais midiática do mundo), Robert Shapiro, dentre outros, o grupo desenvolve uma estratégia de defesa que muda a cada nova circunstância e conta também com o improviso. Claro que tanto advogado de renome em um mesmo caso também gera uma briga de egos gigantesca.

Quem assiste a série consegue compreender todo o aspecto que envolveu o caso, desde o assassinato em si, passando pela colheita das provas, as estratégias da promotoria, da defesa, as dificuldades que o júri enfrentou, as testemunhas, o juiz, as famílias das vítimas, enfim, nada passa batido ao longo dos 10 episódios. Quando provas e mais provas surgem contra O.J. Simpson, a sua equipe de defesa vai conseguindo desacreditar uma a uma, buscando “queimar” as testemunhas contrárias a ele e visando transformar o julgamento em uma questão racista. Como se nada passasse de mais uma tentativa de incriminar um negro de sucesso. Nas palavras do advogado de O.J., Johnnie Cochran, o trabalho deles era “contar uma história melhor que a dos nossos adversários”. Os promotores Marcia Clark e Christopher Darden contam com um arsenal de provas para evitar que a condenação “certa” escorra por suas mãos. Absolutamente fantástica essa série que levou nove prêmios no Emmy.

Nota: 9,5

  • LAST CHANCE U

Sinopse: Série documental acompanha jovens que sonham em um dia se tornarem astros da liga de futebol americano (NFL). Cada um tem um talento especial e precisam se manter focados enquanto treinam no East Mississippi Community College (EMCC), base de recrutamento de jogadores.

Opinião:  Fizemos uma review completa de “Last Chance U” que você pode ler aqui.

Nota: 9,0

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