terça-feira, 4 de junho de 2019

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Poucas semanas após ser cortado do Tampa Bay Buccaneers, time que defendeu em todos seus nove anos de carreira, Gerald McCoy assina com o Carolina Panthers, rival direto na divisão.

Em seus anos de Flórida, McCoy sempre foi grande líder da sua defesa e do seu vestiário. O seu corte foi com a justificativa de seu alto salário, mas o contrato assinado com o Panthers mostra que o Bucs saiu perdendo com o movimento do rival.

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Foi reportado que Cam Newton foi fundamental no networking para Gerald assinar com a equipe de Charlotte, e que o fator pessoal pode ter sido crucial para a consumação do movimento. Além do valor que o Bucs deu para Suh, não tão abaixo do que o antigo DT receberia, a franquia ainda disponibilizou para o atleta a camisa 93, número que McCoy  utilizou e marcou seu nome em todas as suas temporadas com os bucaneiros.

Depois de uma visita à Baltimore, o jogador e o time estavam bem dispostos a chegar a um acordo para sua contratação, era da vontade do atleta jogar lá. Contudo, o fator pessoal certamente foi o que motivou a assinatura com um adversário direto de divisão, que o fará enfrentar o ex time duas vezes na próxima temporada. Esse álibi o convenceu – e convenhamos, mostrar uma suposta “traição” do seu antigo time é um argumento poderoso.

Caso similar foi visto com Richard Sherman. Cortado do Seattle Seahawks por questões contratuais, o cornerback assinou com o San Francisco 49ers, sendo admitido que em suas conversas com o GM John Lynch, o fator de enfrentar a ex equipe duas vezes foi comprometedor para o aceite de Sherman.

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Em valores, McCoy receberá 10.25M, um milhão a mais que Suh vai receber em seu ano na Flórida. Daí vem a dúvida: será que o Bucs não poderia ter reestruturado o contrato de Gerald, mantendo, assim, um alicerce defensivo, sem precisar enfrentá-lo duas vezes? Fica aí o questionamento sobre as decisões do staff da equipe.

Agora no Panthers, Gerald McCoy se junta a Kawann Short e o calouro Brian Burns numa linha defensiva que será muito sólida, tanto contra o jogo terrestre quanto contra o aéreo, por contar com Luke Kuechly e suas excepcionais coberturas em situações de passe, além de seu ótimo instinto contra a corrida. É um upgrade enorme para uma defesa que precisa se mostrar forte novamente, como foi em 2015 quando a equipe chegou ao Super Bowl.

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Assim sendo, o Carolina Panthers mostra com esse tipo de movimentação com free agents que não quer ser mais um time na divisão mais disputada da NFL, mas sim, quer protagonizar esta disputa. A adição de uma peça como McCoy gera impacto até mesmo fora de campo, sobretudo quando se tem uma defesa jovem como a do Panthers, que necessita de pontos de referência no vestiário.

Agora nos resta aguardar para se ter a confirmação de que o Bucs estava certo e Gerald não é mais o mesmo jogador que vale essa quantidade de dinheiro, ou se estão errados e mais uma vez sentirão no corpo as más decisões da sua diretoria.

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