sábado, 9 de janeiro de 2016

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A publicação de hoje marca um ano dessa coluna aqui no Liga dos 32. Começamos justamente no fim de semana de Wild Card, e aqui estamos novamente para trazer pra vocês tudo do que acontece em um dos fins de semana mais divertidos do ano. Serão quatro partidas que definem os times que se juntarão a Broncos, Patriots, Panthers e Cardinals nos playoffs de divisão e você confere aqui no que ficar de olho para não perder nada das emocionantes partidas desse fim de semana.

Leia mais: Por dentro dos Playoffs; conheça os 12 times

#4 HOUSTON TEXANS (9-7) x #5 KANSAS CITY CHIEFS (11-5)
NRG Stadium, Sábado, 09/01, 19:30. Transmissão: ESPN e Esporte Interativo

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Houston Texans
9 vitórias, 7 derrotas – 1º na AFC Sul
Ataque: 347.8 ypg (19º)
Defesa: 310.2 ypg (3º)

O Houston Texans fez parte da divisão mais fraca da liga em 2015, e apenas por isso conseguiu chegar aos playoffs com apenas nove vitórias. Entretanto, não podemos desmerecer uma equipe que teve a terceira melhor defesa da liga. O Texans começou a temporada inconsistente como toda a sua divisão, mas nos últimos nove jogos vieram sete vitórias enquanto a defesa mostrou a que veio permitindo apenas 12.7 pontos por jogo aos adversários durante esse período. J.J. Watt foi mais uma vez o melhor jogador defensivo da temporada, alcançando 17,5 sacks enquanto aterrorizou os QBs adversários. O problema da equipe tem sido o ataque mesmo. As duas derrotas nos últimos nove jogos vieram quando o Texans sofreu mais de 24 pontos e não teve força ofensiva para alcançar o adversário. O carrossel de QBs do time fez com que o atleta mais atuante na posição da temporada fosse Bryan Hoyer (9 jogos), que fará sua estreia nos playoffs contra o Chiefs. Por isso, a força do Texans nessa pós-temporada terá que ser sua defesa, principalmente o pass rush onde Watt e Whitney Mercilus combinaram para 29,5 sacks na temporada, melhor marca da liga.

Kansas City Chiefs
11 vitórias, 5 derrotas – 2º na AFC Oeste
Ataque: 331.2 ypg (27º)
Defesa: 329.3 ypg (7º)

O Kansas City Chiefs é a equipe mais quente da NFL. Depois de um começo 1-5, quando a temporada parecia condenada, vieram nada menos que 10 vitórias consecutivas que colocaram a equipe nos playoffs. Se o Texans teve uma das melhores unidades defensivas da liga, o Chiefs não fica muito atrás, cedendo apenas 329.3 jardas por jogo aos adversários durante a campanha. A equipe conta com uma das duplas de pass rushers mais temida da liga em Tamba Hali e Justin Houston e na secundária o calouro Marcus Peters surgiu como um dos melhores marcadores da NFL. No ataque o time fica apenas na 27ª posição da liga em jardas por partida, mas é extremamente eficiente em converte-las em pontos, pulando para a 9ª posição da liga em pontuação por jogo (25.3). O time conta com uma linha ofensiva que é bem competente abrindo buracos para os corredores, o que proporcionou um bom jogo terrestre a equipe e aliviou Alex Smith. O QB ainda encontrou em Jeremy Maclin e Travis Kelce dois alvos confiáveis e perigosos, que ajudaram a levar a equipe aos playoffs.

JOGADORES CHAVE

Houston Texans

DE J.J. Watt: Mais uma vez Watt foi o pass rusher mais temido da temporada, com seus 17,5 sacks. Pressionar o QB adversário vai ser fundamental para o Texans para manter a pontuação do adversária baixa e proporcionar ao seu ataque questionável alguma chance de vitória.

WR DeAndre Hopkins: Hopkins floresceu nessa temporada como um dos alvos aéreos mais temidos da liga. Mesmo com a inconsistência na posição de QB do time e com o apoio de um jogo terrestre nada mais que mediano, Hopkins atingiu a impressionante marca de 1521 jardas em 111 recepções (3ª melhor marca da liga), além de 11 TDs. É peça chave do ataque para o avanço do Texans na pós-temporada.

Kansas City Chiefs

QB Alex Smith: Longe de ser um dos tops QBs da liga, Smith tem sido tão eficiente quanto de costume. Com apenas 7 interceptações na temporada, o QB tem sido também eficiente com as pernas conseguindo 498 jardas e 2 TDs terrestres na temporada.

TE Travis Kelce: Kelce atingiu a marca de 72 recepções em 2015, se juntando a Tony Gonzalez como um dos únicos TEs da história da equipe a atingir 70 recepções em um ano. Desde 2014 Kelce tem silenciosamente se tornado um dos melhores TEs da liga, tendo a 4ª melhor marca da liga em jardas recebidas (1737).

O QUE ESPERAR DO JOGO?

Os dois times contam com pass rushers ferozes que devem ser temidos. Isso é uma força de ambos os lados, que tem aproveitado muito bem essa característica. Enquanto o Texans tem segurado seus adversários a pouquíssimos pontos, o Chiefs tem transformado essa pressão em turnovers, forçando a segunda melhor marca da liga de 22 interceptações (8 para Marcus Peters, candidato fortíssimo a melhor calouro defensivo do ano). Com isso Kansas City tem o melhor diferencial de turnovers da AFC, com um saldo de +15. E esse deve ser o caminho das pedras para o Chiefs, que tem funcionado brilhantemente bem nessa temporada. Forçar turnovers, cuidar bem da bola e levar a partida.

Para o Texans o segredo será tentar roubar a bola de Alex Smith. E eles podem conseguir isso se aproveitarem bem uma das fraquezas de Kansas City. Apesar da linha ofensiva do Chiefs conseguir abrir bem buracos para os corredores, ela falha em proteger bem seu QB, cedendo 46 sacks em 2015 (6ª pior marca da liga). Isso pode ser o suficiente para fazer com que J.J. Watt e companhia mudem a história do jogo.

#3 CINCINNATI BENGALS (12-4) x #6 PITTSBURGH STEELERS (10-6)
Paul Brown Stadium, Sábado, 09/01, 23:15. Transmissão: ESPN e Esporte Interativo

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Cincinnati Bengals
12 vitórias, 4 derrotas – 1º na AFC Norte
Ataque: 358.0 ypg (15º)
Defesa: 340.8 ypg (11º)

O Bengals iniciou a temporada com tudo, com Andy Dalton dominando a AFC em rating e com oito vitórias consecutivas. Porém, depois disso o time foi 4-4, e chegou até a ver seu título de divisão ameaçado. Na reta final da temporada, Dalton sofreu uma contusão e foi obrigado a ficar de fora dos últimos três jogos, mas ainda sim o time conquistou duas vitórias (contra os fracos 49ers e Ravens). O problema é que Dalton ainda não se recuperou e AJ McCarron vai para o jogo contra o Steelers. O jovem QB não tem sido problemático, mas é inegável que houve uma queda razoável do ataque de Cincinnati desde que Dalton foi para o sideline: de 33 pontos por partida nos três jogos antes da contusão do QB a média do ataque caiu para 22.7 nos três confrontos seguintes. Cabe aos bons jogadores de ataque da equipe aparecerem para o jovem QB. AJ Green chegou a quase 1300 jardas e marcou 10 TDs em uma boa temporada, enquanto Josh Hill marcou 11 TDs (melhor marca da liga). A defesa, apesar de não estar no topo da liga no quesito jardas, chega bem no QB adversário e ajudou a equipe a ter o terceiro melhor saldo de turnovers da NFL (+11). O Bengals tem fama de amarelar em playoffs, já que não consegue passar da primeira rodada nos últimos anos. Sem seu QB a missão de mudar essa visão será maior ainda.

Pittsburgh Steelers
10 vitórias, 6 derrotas – 2º na AFC Norte
Ataque: 395.4 ypg (3º)
Defesa: 363.1 ypg (21º)

O Steelers sofreu bastante com lesões ao longo da temporada, principalmente com as do seu QB, que tiraram Big Ben de quatro partidas no ano. Com isso o time foi inconsistente durante a maior parte de 2015, até que entre as semanas 13 e 15 o time conquistou três vitórias consecutivas que colocaram a equipe diretamente na disputa pelos playoffs. Entretanto, uma derrota na semana 16 para o Ravens, em um jogo horrível de Big Ben com 2 interceptações e nenhum TD, quase tirou a equipe da pós-temproada. Vencendo Cleveland na última rodada, e contanto com a ajuda do Bills que derrubou o Jets, Pittsburgh chegou aos playoffs. O ataque do time foi espetacular em 2015, sendo o terceiro melhor da liga em pontos por partida. Isso serviu para compensar a defesa, que quase ficou no top 10 piores da temporada. Com a lesão de LeVeon Bell, DeAngelo Williams surgiu bem para manter o trio ofensivo completado com Big Ben e Antonio Brown como um dos melhores grupos de ataque da NFL. Porém na reta final da temporada Roethlisberger viu sua produção cair, lançando seis interceptações em três jogos, e a equipe não terá Williams para a partida de wild card.

JOGADORES CHAVE

Cincinnati Bengals

QB AJ McCarron: McCarron fez o possível para manter o Bengals no topo da divisão depois que Andy Dalton saiu contundido. Em quatro partidas, o ex-astro de Alabama conseguiu 6 TDs, e o mais importante, apenas 2 interceptações. McCarron deve fugir dos turnovers para dar alguma chance dos melhores jogadores da equipe conseguirem bater o Steelers.

WR AJ Green: Um dos melhores WRs da liga terá que assumir a responsabilidade e ser o playmaker da equipe para tentar levar o Bengals a vitória.

Pittsburgh Steelers

QB Ben Roethlisberger: Mesmo perdendo quatro partidas no ano Big Ben se aproximou das 4000 jardas aéreas. Ele vinha tendo uma boa temporada, onde teve algumas apresentações excelentes, mas acabou sofrendo com os turnovers no fim do ano. Ficar longe deles será fundamental para o Steelers continuar vivo na disputa pela taça da temporada.

WR Antonio Brown: sem o apoio do jogo terrestre, os passes se tornarão mais importantes para o Steelers. Isso não é problema para quem tem no ataque Antonio Brown. O WR teve mais uma temporada espetacular com 1834 jardas em 136 recepções, mesmo sofrendo em algumas partidas onde Big Ben não jogou.

O QUE ESPERAR DO JOGO?

Na primeira rodada dos playoffs de 2015 já contaremos com um clássico divisional. Com isso, além da tradicional rivalidade dos times, eles se conhecem bem. Foram duas partidas na temporada regular entre as equipes, com uma vitória para cada lado. O curioso que é os dois times venceram fora de casa, e dessa vez a partida é no estádio do Bengals, o Paul Brown.

O Steelers conta com Big Ben, Antonio Brown, Martavis Bryant, Heath Miller e Markus Wheaton, e seu ataque deve ser extremamente potente, mesmo sem uma ameaça real de jogo terrestre. Já o Bengals estará sem seu QB. Deverá ser muito complicado para Cincinnati conseguir se impôr, mesmo jogando em casa. O Steelers conta com o melhor time no momento e é favorito para vencer a partida.

 #3 MINNESOTA VIKINGS (11-5) x #6 SEATTLE SEAHAWKS (10-6)
TCF Bank Stadium, Domingo, 10/01, 16:00. Transmissão: ESPN e Esporte Interativo

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Minnesota Vikings
11 vitórias, 5 derrotas – 1º na NFC Norte
Ataque: 321.2 ypg (29º)
Defesa: 344.2 ypg (13º)

O Vikings começou a temporada devagar, com uma campanha de 50% nos primeiros quatro jogos da temporada. Mas depois disso veio uma sequência de cinco jogos com vitórias que mostraram a verdadeira face da equipe. Uma defesa boa, eficiente em evitar pontos e capaz de pressionar os QBs adversários, um signal-caller competente em evitar muitos turnovers e com habilidade para manter seu time nos jogos, e um dos melhores RBs da história, que conseguiu literalmente carregar seu time a vitória em diversas oportunidades. Uma equipe que não tem um ataque potente nem uma defesa temida, conseguiu com equilíbrio vencer a divisão, aproveitando a oportunidade que teve na última rodada. O Vikings pode surpreender e muito nos playoffs, usando a mesma fórmula que fez sucesso durante a sua temporada regular.

Seattle Seahawks
10 vitórias, 6 derrotas – 2º na NFC Oeste
Ataque: 378.6 ypg (4º)
Defesa: 291.8 ypg (2º)

Atual bicampeão da NFC, não se espera menos do Seattle Seahawks do que o título da conferência e a vaga no Super Bowl pelo terceiro ano consecutivo. Por isso, o início de temporada do Seahawks foi extremamente decepcionante. Kam Chancellor conseguiu provar seu ponto quando esteve ausente, mostrando que sim, é um dos melhores e mais importantes jogadores defensivos da liga. Com isso a equipe começou o ano com uma campanha 2-4 e parecia que o reinado de Seattle poderia estar chegando ao fim. Só parecia. Depois disso 8 vitórias, apenas duas derrotas, um ataque que terminou na quarta posição da liga, com Russell Wilson jogando absurdamente bem, e uma defesa que voltou ao seu normal e apesar do início lento ainda foi a segunda melhor da temporada. O Seahawks terminou a temporada com cara de campeão, marcando 33.6 pontos por jogo nas últimas oito semanas e vencendo seus jogos por uma média de 14 pontos durante esse período. É um time a ser temido nesses playoffs.

JOGADORES CHAVE

Minnesota Vikings

RB Adrian Peterson: Peterson, apesar de seus 30 anos, ainda tem muito para oferecer ao ataque do Vikings. Ele provou isso liderando mais uma vez a NFL em jardas (1485) e TDs (11) terrestres. É a principal peça do ataque de Minnesota e o jogador a ser parado.

QB Teddy Bridgewater: Bridgewater está longe de ser espetacular. Mas tem jogado bem o suficiente para levar o Vikings a vitória. Apesar dos poucos TDs (14) foram apenas 9 interceptações no ano e 3231 jardas que levaram o Vikings a suas 11 vitórias.

Seattle Seahawks

QB Russell Wilson: Wilson tem sido o melhor QB do jogo na segunda metade da temporada. Foram 24 TDs e apenas 1 interceptação nos últimos 7 jogos da temporada. Conhecido por ser um jogador móvel, ele provou em 2015 que consegue ser um pocket passer de elite, e liderou a liga em rating (110.0). Além de ter passado das 4000 jardas e ter conseguido uma proporção de TDs e interceptações excelente (34-8), Wilson ainda liderou a equipe em jardas terrestres com 553.

O QUE ESPERAR DO JOGO?

As duas equipes já se enfrentaram na temporada regular, em Minnesota mesmo, com uma vitória sonora do Seahawks por 38-7. Pode-se dizer que Seattle está ainda mais embalado e inspira mais respeito do que na época daquela vitória. Portanto, em situações normais eu diria que Seattle teria muita vantagem. Com Russell Wilson jogando no mais alto nível, um jogo terrestre de elite e uma defesa top de linha, o Seahawks chega novamente aos playoffs como um dos favoritos ao título do Super Bowl.

O problema é que a temperatura esperada para o jogo é de incríveis -20°C. Com isso o jogo aéreo superior de Seattle pode sofrer bastante, e aí a partida pode ser decidida pelo chão. No jogo terrestre o Vikings conta com Adrian Peterson, um dos melhores corredores da história. Sem Marshawn Lyncho, Seattle fica atrás no quesito, mas ainda conta com a ameça dupla de Russell Wilson. O fato do jogo ser na casa do Vikings e com essa temperatura absurda iguala a disputa, e tudo pode acontecer.

#4 WASHINGTON REDSKINS (9-7) x #5 GREEN BAY PACKERS (10-6)
FedEx Field, Domingo, 10/01, 19:15. Transmissão: ESPN e Esporte Interativo

NFL Football- Green Bay Packers @ Washington Redskins

Washington Redskins
9 vitórias, 7 derrotas – 1º na NFC Leste
Ataque: 353.8 ypg (18º)
Defesa: 380.6 ypg (28º)

O Redskins entrou na temporada sendo visto como o time mais fraco da divisão. Duvidas cercando a posição de QB e um restrospecto que deixou a equipe na lanterna da divisão no ano anterior fizeram com que o time chegasse à 2015 como candidato, talvez, a primeira escolha no draft de 2016.  E quando o ano começou parecia que o time ia se encaminhar para isso mesmo. Apesar de alguns flashes de bons momentos, a equipe perdeu quatro dos primeiros seis jogos do ano e parecia que ia ficar no fundo da NFC Leste. Mas depois da semana 10 o time se transformou, principalmente ofensivamente. Kirk Cousins jogou muito bem e seis vitórias vieram em oito jogos, incluindo uma sequência de quatro vitórias para fechar o ano que garantiram a vaga nos playoffs. Apesar desse ataque ter surgido com força, marcando uma média de quase 33 pontos nessa sequência de quatro triunfos, a defesa foi a quarta pior da liga, cedendo 380 jardas por partida, sendo um ponto a ser consertado se o time quiser ter uma vitória nos playoffs.

Green Bay Packers
10 vitórias, 6 derrotas – 2º na NFC Norte
Ataque: 334.6 ypg (23º)
Defesa: 346.7 ypg (15º)

O Packers começou o ano como um dos favoritos a vencer a NFC. Mas com o passar do tempo, e o acumular das derrotas (principalmente na segunda metade da temporada) esse posto foi caindo. Caiu tanto que a equipe perdeu a liderança da divisão na última rodada para o Minnesota Vikings e agora tem que viajar a Washington para sua primeira partida dos playoffs. A principal decadência da equipe foi no setor ofensivo, onde o time foi o 5º melhor da NFL em 2014, mas caiu para apenas a 23ª posição da liga nesse ano. A perda do WR Jordy Nelson foi muito sentida pelo ataque, e lesões na linha ofensiva somadas com o péssimo desempenho de Eddie Lacy e o jogo terrestre da equipe ajudaram nessa queda de produtividade. Mas os problemas vão além disso. O time parece perdido em campo, e em alguns momentos mesmo Aaron Rodgers parece não saber o que fazer. A defesa mediana da equipe evitou um colapso ainda maior que poderia tirar a equipe dos playoffs, mas o Packers tem que melhorar (e muito) dos dois lados da bola se quiser ter alguma chance na pós-temporada.

JOGADORES CHAVE

Washington Redskins

QB Kirk Cousins: Cousins teve uma temporada dos sonhos em 2015, com números excelentes. Foram 4166 jardas, 29 TDs, 11 interceptações e um rating de 101.6, o terceiro melhor da NFC. Desde a semana 10 o QB tem sido um dos melhores da liga, lançando 19 TDs e apenas 2 interceptações no período. O sucesso do Redskins nos playoffs passa diretamente por Cousins mantendo o ritmo, principalmente evitando turnovers.

TE Jordan Reed: acompanhando o crescimento ofensivo de Cousins, Reed se tornou um dos principais alvos do time e uma das armas mais perigosas da NFL. Foram 952 jardas e 11 TDs em 2015, sendo que ele deve ser um dos principais alvos da defesa do Packers.

Green Bay Packers

QB Aaron Rodgers: Rodgers representa aqui todo o ataque de Green Bay. O QB começou o ano voando, como candidato novamente ao título de MVP. Mas na reta final da temporada o jogador decaiu, junto com todo o ataque. Conhecido por evitar turnovers, Rodgers foi interceptado em cinco dos últimos seis jogos de Green Bay enquanto teve um rating médio nessas partidas de apenas 79.0. O QB tem que melhorar muito se quiser vencer um jogo nesses playoffs.

LB Clay Matthews: Se o ataque não vai bem, a defesa do Packers tem que aparecer para vencer jogos. Clay Matthews é o principal jogador defensivo da equipe e, apesar de não ter tido um ano bom, precisa aparecer nos playoffs. Na primeira partida da pós-temporada é hora de pressionar Kirk Cousins. Se isso não acontecer o Redskins pode ter vida fácil nessa partida.

O QUE ESPERAR DO JOGO?

Os times terminaram a temporada em momentos opostos, com o Redskins em alta e o Packers em baixa. Eu acredito que o momento deve se manter, com o Redskins indo para cima e marcando muitos pontos. Aliás, esse é o duelo chave da partida: pass rush do Packers contra a linha ofensiva de Washington. Green Bay precisa evitar que Cousins fique confortável, já que o QB provou durante a temporada que se ele não for incomodado no pocket ele pode castigar e muito a defesa adversária.

Entretanto, apesar do momento, Aaron Rodgers é Aaron Rodgers, e a defesa do Redskins é um unidade no mínimo questionável. Portanto, tudo que o Packers precisa é de um jogo inspirado de seu QB. Já o Washington vai precisar jogar o seu melhor futebol, dos dois lados da bola se quiser levar essa.

O jogo deve ser próximo. Por ser em Washington o Packers deve enfrentar as dificuldades típicas de jogar fora de casa e, apesar de ser o time melhor, está em um momento pior. Mas, a não ser que uma das equipes embale de forma significativa nessa partida, pode-se esperar que ambos os times estejam lutando pela sua única vitória nos playoffs, já que todos os outros adversários da NFC parecem estar muito mais bem preparados.

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