sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

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DENVER, CO - DECEMBER 28:  Quarterback Peyton Manning #18 of the Denver Broncos drops back to pass against the Oakland Raiders during a game at Sports Authority Field at Mile High on December 28, 2014 in Denver, Colorado.  (Photo by Justin Edmonds/Getty Images)

Chegamos ao momento que todos esperavam ansiosamente por toda a temporada: o Super Bowl. Hora de reunir os amigos para curtir o evento esportivo mais espetacular da terra e assistir as melhores equipes da temporada se degladiarem pelo título da NFL. Quer ficar por dentro de tudo do Super Bowl que celebra meio século de disputas pelo troféu Vince Lombardi? Fique de olho no nosso guia do jogo e não perca nada da final da NFL.

Leia mais: 10 coisas para observar no Super Bowl 50

Sobre o Super Bowl

INDIANAPOLIS, IN - FEBRUARY 05:  Quarterback Eli Manning #10 of the New York Giants poses with the Vince Lombardi Trophy after the Giants defeated the Patriots by a score of 21-17 in Super Bowl XLVI at Lucas Oil Stadium on February 5, 2012 in Indianapolis, Indiana.  (Photo by Rob Carr/Getty Images)

O Super Bowl é disputado desde a temporada 1966, entre os campeões da AFC e da NFC (na época NFL e AFL). O Green Bay Packers venceu a primeira edição, tendo como seu técnico o lendário Vince Lombardi, que agora dá nome ao troféu entregue ao campeão da NFL. É o terceiro evento esportivo mais assistido no planeta, número que cresce a cada ano com a propagação do futebol americano mundialmente. Enquanto o Super Bowl I foi transmitido apenas para os EUA por duas emissoras, o Super Bowl 50 será transmitido para mais de 180 países, em 30 idiomas. Nos Estados Unidos mais de 114 milhões de espectadores assistiram ao Super Bowl XLIX em 2015, significando que um em cada três americanos estava com sua TV ligada no jogo, e a expectativa é que esse número cresça a cada ano. Os cinco programas mais assistidos da história da televisão americana são Super Bowls. O jogo chama tanta atenção do público americano que o “Super Bowl Sunday” é praticamente considerado um feriado não-oficial no país. Com tudo isso, é de se esperar que as redes de televisão dos EUA disputem ferozmente a transmissão do jogo. Por isso, as principais emissoras do país (NBC, CBS e FOX) entraram em um acordo de rodízio, onde a cada ano um canal tem o direito de transmissão do Super Bowl. E quando é a sua vez as emissoras aproveitam: em 2016, a CBS cobrará 5 milhões de dólares para exibir um comercial de 30 segundos nos intervalos do jogo, totalizando uma arredação de mais de US$ 280 milhões. É sempre legal ver os comerciais. Empresas preparam durante todo o ano peças publicitárias para serem exibidas no programa mais assistido da América.

O evento é aproveitado ao máximo e transformado em show. Literalmente! No intervalo do jogo, ocorre a apresentação de um artista consagrado, às vezes com convidados. Se no início da era Super Bowl o show do intervalo era geralmente feito por bandas marciais de universidades locais, nos últimos anos grandes nomes como Red Hot Chilli Peppers, Madonna, The Who, Rolling Stones, Paul McCartney, U2, Aerosmith e Michael Jackson já comandaram o espetáculo. Vale a pena ficar de olho no show do intervalo, que em 2016 será comandado por Coldplay, com participações de Bruno Mars e Beyoncé.

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A edição de 2016 da final é festiva e marca a 50ª disputa de Super Bowl. Para celebrar, diversos eventos estão programados e algumas celebrações já estão rolando ao longo da temporada. Além de ser o primeiro Super Bowl que recebe uma numeração indo-arábica ao invés da tradicional romana, a marca de 50 jardas nos campos da liga estão na cor dourada, assim como diversos outros detalhes nos uniformes dos times. O vencedor dessa edição, além de levar para casa o tradicional troféu Vince Lombardi, receberá este troféu comemorativo banhado a ouro:

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Histórico no Super Bowl

Nem Broncos nem Panthers são novatos em finais da liga, mas a franquia da Carolina do Norte ainda está atrás do primeiro título. Já o Broncos tenta acabar com uma seca de 17 anos sem títulos. Confira pelo que cada equipe já passou em Super Bowls.

Denver Broncos

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O Broncos iguala em 2016 o recorde de oito aparições no Super Bowl, alcançado também por Cowboys, Steelers e Patriots. Apesar de tantas decisões disputadas, a equipe possui apenas dois triunfos em seu histórico (os Super Bowls XXXII (1997) e XXXIII (1998)), conquistados nos últimos dois anos da carreira de John Elway. Desde então a torcida de Denver, acostumada com sucessos, teve que passar por uma seca de 15 anos antes de retornar ao Super Bowl em 2013. Naquele ano o time teve o melhor ataque da história da NFL, quando Peyton Manning destruiu muitos dos recordes da posição de QB. Apesar de muita expectativa para a final, o time não foi páreo para uma das melhores defesas da história, e o Seahawks não teve muito trabalho para conquistar seu primeiro título. Dessa vez o time chega com um ataque muito mais frágil, com Manning envelhecido, mas com a melhor defesa da NFL. Denver quer usar a mesma arma de Seattle em 2013 para conquistar um título após 17 anos.

Carolina Panthers

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O Panthers é uma franquia recente, tendo sida incluída na liga como um time de expansão em 1995. Apesar de novo e de ter tido campanhas de 0.500 ou pior em metade dos seus anos de existência, o Carolina Panthers já acumula bastante sucesso na liga. O time já chegou a quatro finais de conferência, tendo perdido duas (para Packers em 1996 e Seahawks em 2005) e vencido outras duas (contra o Eagles em 2003, e o Cardinals duas semanas atrás). Portanto, além da disputa do próximo domingo, Carolina já chegou a final em 2003, quando perdeu o Super Bowl XXXVIII para o New England Patriots, em um jogo emocionante definido com um FG de Adam Vinatieri nos segundos finais da partida. Depois daquele ano, o Panthers teve mais algumas temporadas de sucesso, sob o comando do HC John Fox e do QB Jake Delhomme. Após o QB deixar o time o Panthers teve alguns anos ruins até Cam Newton chegar à Charlotte e mudar o rumo da franquia, que venceu a NFC Sul nas últimas três temporadas e chega como favorita a vencer o Super Bowl 50.

Fique de olho

A principal história desse Super Bowl é o confronto entre os QBs. São dois jogadores de gerações diferentes, que por motivos distintos marcam a trajetória de suas equipes à grande final. Fique de olho porque:

Enquanto um mito nasce…

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Cam Newton impressionou a NFL quando chegou à liga em 2011. Com um físico de destaque, combinando muita agilidade e força com precisão nos passes, Cam Newton rapidamente se tornou um dos jogadores mais promissores da nova geração da QBs da liga. Sob o seu comando, o Carolina Panthers deixou de ser uma das equipes mais fracas da NFL, assumiu a hegemonia da sua divisão e se tornou um dos times mais temidos da liga. Principal candidato ao título de MVP em 2015, Newton liderou sua equipe à melhor campanha da temporada, e levou Carolina ao Super Bowl pela segunda vez em sua história, a primeira desde 2003. O jogador espera se consagrar com uma vitória sobre o histórico Peyton Manning no Super Bowl 50, o que o colocaria de vez entre os maiores QBs da atualidade na NFL.

… uma lenda chega ao fim.

Denver Broncos quarterback Peyton Manning (18) leaves the field after an NFL football game against the Kansas City Chiefs, Sunday, Nov. 15, 2015, in Denver. The Chiefs won 29-13. (AP Photo/Jack Dempsey)

Já para Peyton Manning o jogo marca a última oportunidade de vencer um Super Bowl e o fim de uma carreira brilhante. Manning se tornou um dos maiores QBs de todos os tempos durante os 18 anos que esteve em campo, e uma das únicas “manchas” em seu currículo, que ainda alimenta muitas críticas, é a falta de títulos (apesar da conquista do Super Bowl XLI). É uma situação parecida com a que o agora GM do Broncos, John Elway, passou no fim da carreira, quando a falta de anéis o atormentava. Elway conseguiu vencer dois Super Bowls antes de se aposentar, fechando com chave de ouro sua trajetória como jogador. É tudo o que Manning deseja e merece, e muitos estão torcendo para o Broncos nesse jogo para ver um dos maiores da história deixar os campos com dignidade. Mas independentemente da vitória nesse jogo, Peyton sempre será lembrado como um dos maiores jogadores a entrar em campo e só por ser, possivelmente, a última oportunidade de vê-lo jogar, esse Super Bowl se tornará uma das partidas mais memoráveis para todos os fãs de NFL.

O jogo em números

Aqui no Liga dos 32 a gente já fez diversas análises do Super Bowl, desde estudos táticos até avaliação dos principais jogadores da partida. Nos resta avaliar, em termos gerais, como essas equipes se comparam.

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O que era maldição na década passada tem se tornado tradição e pelo terceiro ano consecutivo teremos a melhor equipe de cada conferência na temporada regular batalhando pelo título do Super Bowl. Porém, em 2016 temos a decisão menos equilibrada dos últimos anos em questão de estatísticas.

O Broncos sofreu com a lesão de Peyton Manning, mas com o veterano em campo o ataque do time foi muito mal. Faltou a tradicional explosão ofensiva demonstrada em anos anteriores e o ataque que quebrou todos os recordes da liga nas últimas temporadas se tornou uma unidade média, senão pior. A equipe ficou na segunda metade da tabela em estatísticas importantes como pontos marcados, jardas totais e saldo de turnovers. Ficará complicado vencer o Panthers com interceptações e, apesar da defesa ser a melhor da liga, será necessário marcar muitos pontos para vencer Carolina.

Já o Panthers é o retrato de uma equipe vencedora. Com boas estatísticas no ataque e na defesa a equipe se demonstra equilibrada. Além disso, Cam Newton e cia estão entre os melhores em estatísticas chave, como saldo de turnovers e tempo de posse de bola. Controlar o relógio é fundamental para vencer os jogos e ao roubar a bola dos adversários a defesa permite com que o ataque, que no caso do Panthers é altamente eficiente em transformar jardas em pontos, faça o necessário para levar a partida.

No papel o favoritismo tem que ser dado para o Panthers. A equipe corre bem, é eficiente pontuando, possui uma ótima defesa que rouba muitas bolas do adversário e consegue pressionar bem o QB. Entretanto, New England também era favorito contra Denver, mas a defesa do Broncos apareceu e o time conseguiu evitar a derrota. Será interessante ver se mesmo com as péssimas estatísticas ofensivas, Manning conseguirá liderar o ataque do time aos pontos necessários para vencer.

As chaves para a vitória

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Contra o Patriots a máxima que defesas ganham campeonatos valeu, e Tom Brady não conseguiu superar a unidade de elite do Broncos. Será muito mais dificil parar Newton do que foi parar Brady, já que Cam tem muita mobilidade e mesmo com uma forte pressão sobre ele o time do Panthers deve conseguir pontuar bem. Além disso, o ataque de Carolina consegue compilar pontos mesmo conseguindo poucas jardas, portanto parar o jogo aéreo não é o segredo. O Broncos terá que ficar de olho no jogo terrestre adversário (o segundo melhor da liga), e evitar ao máximo as corridas de Newton. No ataque, evitar turnovers será fundamental.

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Já o Panthers não precisa fazer nada novo para levar o Super Bowl 50. Correr bem com a bola e controlar o relógio deve ser o suficiente para levar o jogo. É só seguir a receita de bolo que levou a equipe a final. Cam Newton está jogando absurdamente bem, e é hora de aproveitar o momento do jogador que tem feito jogadas incríveis nesses playoffs. Pressionar Peyton Manning deve perturbar o suficiente o ataque do Broncos para criar turnovers, que foram cometidos por atacado durante a temporada regular pelo veterano QB.

Apesar do favoritismo do Panthers tudo pode acontecer nesse Super Bowl. São tantas histórias e momentos que transformam esse jogo em um momento épico, que nenhum fã da liga cogita perder esse jogo. Para não perder um dos maiores eventos esportivos do planeta, confira o horário e transmissão do jogo:

Super Bowl 50 – Carolina Panthers x Denver Broncos
Domingo, 07/02 às 21:30 (horário de Brasília)
Transmissão: ESPN e Esporte Interativo

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