terça-feira, 27 de agosto de 2019

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Não há como dizer que a notícia mais bombástica da década na NFL não vai causar efeito nenhum. Andrew Luck é um dos 5 quarterbacks mais talentosos da Liga, e obviamente sua aposentadoria repentina seria sentida por qualquer time. O que isso não quer dizer, no entanto, é que o Indianapolis Colts do dia para a noite deixa de ser um candidato a ir longe nos playoffs para se posicionar entre as primeiras escolhas do draft de 2020. Longe disso. Muita coisa pode dar errado, mas há poucas franquias na NFL tão bem posicionadas para lidar com uma situação dessas quanto o Colts.

Primeiro, e principalmente, porque Jacoby Brissett é um quarterback competente. Se obviamente o teto de desempenho não é tão alto quanto seria com Luck, ele já demonstrou ser capaz de conduzir o time decentemente. Em 2017, ano em que Luck não jogou devido a lesão no ombro,  Brissett chegou a Indy uma semana antes da estreia na temporada regular, entrou durante o jogo da Semana 1 e foi o titular a partir da semana seguinte até o fim daquela temporada. Suas estatísticas gerais, 3,098 jardas, 13 TDs, 7 interceptações e rating de 81.7 podem não fazer os olhos brilharem, mas há de se entender o contexto: ele precisou aprender todo o playbook ofensivo já com a temporada regular em andamento, sendo que este playbook não era exatamente dos melhores, tanto que o coordenador ofensivo, Rob Chudzinski, e o técnico Chuck Pagano foram demitidos no fim daquela temporada. De quebra, Brissett teve a sua frente uma linha ofensiva que cedeu 56 sacks.

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Para 2019, Brissett entrará em campo já dominando o playbook do técnico Frank Reich, e também com toda a pré-temporada trabalhando com os recebedores titulares, melhorando o entrosamento.  E não custa lembrar que Reich, no mesmo 2017, ainda como coordenador ofensivo do Philadelphia Eagles, passou por uma situação parecida: perdeu seu QB titular, Carson Wentz, para o resto da temporada e precisou do seu reserva, Nick Foles. O resultado final todos vocês se lembram. Obviamente os jogadores são diferentes agora, mas a experiência de ter que adaptar seu ataque ao reserva de características bem diferentes do titular não é nada desprezível.

Nâo apenas o técnico mudou, mas o elenco de apoio ao redor do QB é bem melhor em 2019 do que dois anos antes. A já citada linha ofensiva melhorou exponencialmente, e o grupo de recebedores agora é bem mais diverso, tanto em qualidade como em características. TY Hilton é o alvo de segurança, dos melhores da NFL. O recém chegado Devin Funchess e a dupla de tight ends, Eric Ebron e Jack Doyle, são boas opções para rotas curtas e intermediárias no meio do campo. O novato Parris Campbell deve ajudar muito espaçando o campo, nas rotas em profundidade. Enfim, opções para Brissett não devem faltar.

Para finalizar, olhando um pouco para os principais adversários, a AFC Sul não é exatamente a melhor divisão da NFL. O Houston Texans tem um time talentoso, mas problemas na linha ofensiva e a lesão de Lamar Miller devem sobrecarregar Deshaun Watson. O Jacksonville Jaguars finalmente se livrou de Blake Bortles, mas o desempenho de Nick Foles fora de sua zona de conforto com Doug Pederson ainda é uma incógnita. E o Tennessee Titans nem sempre pode contar com Marcus Mariota. Imaginar um cenário em que estes três times tenham problemas e o Colts sobreviva com 9 ou 10 vitórias e o título da divisão, é bem possível de acontecer. Não é o mais provável, mas totalmente plausível.


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