quarta-feira, 29 de julho de 2020

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Jamal Adams foi trocado pelo New York Jets e atuará no Seattle Seahawks em 2020. A “novela” entre o defensor e o seu antigo time se arrastava desde a temporada passada e o Safety não fazia cerimônia para falar publicamente do seu descontentamento com a franquia que o selecionou em 2017. Adams tanto fez, que o Jets não viu outro caminho a não ser trocar o jogador com Seattle e por um preço bastante alto. Para contar com o camisa 33, o time da NFC Oeste abriu mão das suas escolhas de 1ª rodada em 2021 e 2022, além de uma outra de 3ª rodada no ano que vem. O Safety Bradley McDougald também foi cedido ao Jets no negócio. Os detalhes da negociação envolvendo as duas franquias deixam claro que elas andam em caminhos totalmente opostos, mas tiveram suas razões para confirmar a impactante transferência.

Começando pelo New York Jets, a saída de Jamal Adams se tornou inevitável após algum tempo. A relação ruim entre o jogador, o técnico Adam Gase e o GM Joe Douglas, tornaram a situação dramática demais para uma franquia em processo de reconstrução. Pensando nisso, a diretoria colocou o seu principal astro à disposição para uma troca e fez questão de manter o valor de mercado de Adams lá no alto, garantindo duas escolhas de 1ª rodada pelo atleta. Em uma posição não tão valorizada dentro do futebol americano, o Jets conseguiu convencer Seattle que o camisa 33 é mais do que um simples Safety e pode mudar um jogo com o mesmo impacto de um WR, QB ou DE. É claro que, à curto prazo, New York ficará enfraquecido sem o seu principal jogador e a temporada de 2020 deverá ser tão complicada quanto a anterior, mas com o capital de Draft adquirido na troca e o espaço na folha salarial, a franquia pode dar um passo enorme nos próximos dois anos em seu projeto de reconstrução.

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Analisando a troca pelo ponto de vista de Seattle, a equipe da NFC Oeste espera ter adquirido a peça que faltava para voltar ao Super Bowl. Com um estilo ousado de negociar trocas e contratar jogadores, o GM John Schneider deu o passo mais corajoso de sua gestão no Seahawks ao oferecer três escolhas de Draft por Jamal Adams e espera ser recompensado em um futuro próximo. Com Russell Wilson no comando e sedento por mais uma participação no Super Bowl, Seattle se viu na posição de apostar alto para dar ao elenco uma nova estrela do calibre de Adams e pretende colher os frutos já nas próximas temporadas. Em uma divisão que promete ser uma das mais equilibradas da NFL em 2020, a franquia entende que contar com um dos melhores Quarterbacks da liga pode não ser o suficiente para voltar à ser campeã. Por ser um time que geralmente seleciona nas posições finais, ceder escolhas de 1ª rodada por um jogador de 24 anos pode se tornar, daqui há algumas temporadas, um bom negócio para o Seahawks.

No final das contas, a troca entre New York Jets e Seattle Seahawks por Jamal Adams, explica muito bem quais são os objetivos das duas franquias para o futuro. Em processo de reconstrução, o Jets preferiu contar com o capital de draft ao invés de uma super estrela com contrato alto no elenco e adiou para as próximas temporadas os seus objetivos mais ousados dentro da liga. Por outro lado, o Seattle vê Russell Wilson, aos 31 anos, pronto para ganhar o seu 2º Super Bowl e necessitado de um companheiro como Adams para dividir o papel de protagonista. Com os seus principais jogadores já de contrato renovado, o Seahawks também terá mais espaço e paciência para renovar o acordo com defensor nos próximos anos.


JAMAL ADAMS VALE TODO O ESFORÇO DO SEAHAWKS?

Escolhido em 2017 pelo New York Jets na 6ª posição geral do Draft, Jamal Adams certamente causou expectativas altas na franquia e cumpriu com a sua função. Em três temporadas pela equipe da AFC Leste, o jogador somou 2 interceptações,  2 fumbles recuperados, 1 fumble forçado, 6 passes defendidos e 273 tackles totais. Além disso, o camisa 33 acertou os QBs rivais em 23 oportunidades, um número considerado alto para um jogador da sua posição. Ele também é conhecido por sua versatilidade, podendo atuar em diversas posições e esquemas, e só perdeu dois jogos oficiais desde que se tornou profissional. Não existem dúvidas de que o Seattle Seahawks contratou uma estrela para a sua defesa.

Embora o preço para contar com Adams tenha sido alto para a franquia da NFC Oeste, o histórico recente de Seattle mostra que a equipe não vem fazendo um bom trabalho com as suas picks mais altas no Draft. Nas últimas temporadas, as escolhas que causaram mais impacto no elenco não foram as de 1ª ou 2ª rodadas, o que certamente pesou na hora de envolver o seu capital de draft na negociação com o Jets pelo defensor. Acreditando que é melhor contar com um atleta de 24 anos e referência na sua posição ao invés de escolhas futuras no recrutamento, o Seahawks pensa no agora, coloca a torcida novamente do lado da equipe após algumas decepções recentes e deixa os rivais preocupados. Resta esperar e ver dentro de campo o resultado dessa importante troca.


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