terça-feira, 10 de setembro de 2019

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Ano novo, vida nova? Era essa a ideia (e o desejo) da torcida e da diretoria do Tampa Bay Buccaneers para o QB Jameis Winston nessa temporada de 2019. O time retirou Bruce Arians, conhecido como um guru de quarterbacks, de sua aposentadoria, com o intuito de corrigir algumas falhas crônicas no jogo de Winston, que deixava a desejar, entre outras coisas, especialmente nas tomadas de decisão. E a primeira impressão não foi das melhores.

Winston lançou 3 interceptações, duas delas retornadas para touchdown, que acabaram por ser decisivas na derrota de 31×17 do Bucs para o San Francisco 49ers. A defesa do Niners conseguiu, apenas neste domingo, superar o número de interceptações conseguidas em toda a temporada de 2018 (duas). Tampa Bay foi o time que mais sofreu turnovers em 2018 e começou 2019 na mesma toada.

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Quem esperava já ver o dedo de Arians no jogo de Winston, se decepcionou. As interceptações foram causadas por vícios já conhecidos pelo torcedor do Buccaneers, que alguns meses de trabalho com o novo técnico não foram suficientes para conserta-los. Um passe no meio do tráfego buscando OJ Howard, que foi desviado e interceptado pelo LB Mark Nzeocha. Uma falha de comunicação com o RB Peyton Barber, que resultou em um passe nas mãos de Richard Sherman. E o pior ficou para o final: na potencial última campanha do jogo, com o Bucs podendo virar o placar, Winston se afobou com a pressão e mandou um passe totalmente para o rumo, longe de qualquer recebedor do seu time e bem onde estava o CB Ahkello Witherspoon, que facilmente interceptou a bola e levou para a end zone, matando o jogo.

E poderia ter sido ainda pior: Winston ainda teve pelo menos outras duas interceptações dropadas por defensores do 49ers. Uma delas, em uma situação de 4ª descida para o touchdown, já no quarto período. Chris Godwin estava livre, mas o passe não veio atrasado, o que permitiu ao safety Tarvarius Moore cortar a rota e colocar as mãos na bola. Não tivesse deixado-a cair, Moore poderia ter corrido de uma end zone a outra, o que deixaria a situação do QB ainda pior nessa semana.

Claro que não se trata apenas de Winston. Além dos méritos da defesa de San Francisco, todo o ataque do Tampa Bay Buccaneers tem uma ampla margem para melhorias. OJ Howard poderia ter feito um trabalho melhor no lance que resultou na interceptação de Nzeocha. A linha ofensiva permitiu que o pass rush do 49ers chegasse no QB com frequência, além de faltas que anularam dois touchdowns de Tampa Bay.

Mas não há muito tempo para lamentações. O Buccaneers tem uma semana curta, e volta a campo já nesta quinta-feira, contra o Carolina Panthers, time que Winston historicamente tem bom desempenho quando enfrenta. E é bom para ele que os ventos mudem, porque a cada atuação abaixo da crítica, a pressão aumenta. Se não há perigo de perder imediatamente a posição (afinal, o reserva imediato é Blaine Gabbert, que ainda por cima está lesionado), seu contrato acaba no final do ano, e uma boa classe de QBs se avizinha no próximo draft.

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