quinta-feira, 29 de agosto de 2019

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Quando se trata de Steelers e Draft não se pensa em outra coisa a não ser: qual será o próximo recebedor de alto nível que os especialistas de Pittsburgh vão escolher. Foram tantos nomes de peso que é até complicado lembrar de todos. Pensando apenas na história recente, nomes como Santonio Holmes, Emmanuel Sanders, Antonio Brown, Martavis Bryant e JuJu Smith Schuster foram escolhas da franquias. A maioria deles têm uma história belíssima (pelo menos dentro de campo) dentro da NFL.

Nos últimos dois anos, mais um par de jovens apareceram na lista de selecionados pelo Steelers no Draft e animaram os torcedores: James Washington, em 2018, e Diontae Johnson neste ano. Ainda é cedo para avaliar o calouro de 23 anos da Universidade de Toledo. O agora segundo anista, no entanto, começa a mostrar sinais de que será mais uma estrela na liga escolhida pela equipe da Pensilvânia.

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Washington vem brilhando na pré-temporada e chamando atenção de muita gente. É claro que este período não significa nada, os jogos não têm a mesma intensidade e o ritmo é completamente diferente. Mas o camisa 13 mostrou extrema qualidade tanto em profundidade quanto em bolas curtas, com precisão nas rotas, velocidade e belo trabalho de mãos.

Muitos ainda vão insistir que é apenas aquela fase de empolgação natural da torcida e quando começar a temporada regular o jogador vai cair de produção. Isso porque na primeira temporada na NFL, Washington somou apenas 16 recepções para 217 jardas, além de 1 touchdown.

 

Contudo, vale lembrar que nem todos os recebedores entram na liga como o JuJu, que nesta temporada será o WR 1 da equipe. O camisa 19 teve 917 jardas e 7 TDs na temporada de calouro. Mas Antonio Brown, por exemplo, foi uma escolha de sexta rodada e teve as mesmas 16 recepções de Washington no seu primeiro ano na liga. Além de contabilizar apenas 167 jardas e nenhum TD. Depois disso, Brown só teve uma temporada de 8 com menos de 1000 jardas.

James Washington não é Antonio Brown, no entanto, e vai precisar mostrar qualidade para repetir a dose do camisa 84. Mas a saída conturbada de AB pode ser a chave para essa evolução. Mesmo se não começar a temporada como WR 2, ficando atrás de Donte Moncrief, o jovem vai ter muito mais tempo em campo para poder estourar de vez. O foco das atenções serão em cima de JuJu e espaços serão abertos para ele produzir. A chance está nos pés e mãos de Washington.

Outros fatores precisam ser estudados e aprofundados para que o WR de fato se torne uma estrela. A principal delas é a química com Ben Roethlisberger. Os dois tiveram alguns problemas de leitura na última temporada e diversas vezes foi possível ver o camisa 7 sentado ao lado do então calouro para rever o que estava errado. Essa conexão entre QB-WR é extremamente perceptível quando comparamos o jogo de Washington com Mason Rudolph em campo. Os dois foram colegas em Oklahoma State e tiveram muito sucesso na universidade lado a lado. A dupla acabou sendo selecionada pelo Steelers e na pré-temporada eles não escondem essa amizade e química.

Não se surpreenda com uma evolução estratosférica de Washington. Sim, é possível. Basta Big Ben ter um pouco de paciência com o garoto e ele se comportar como um atleta da NFL. Muitos não conseguem ter este tipo de postura e acabam virando as famosas “eternas promessas”. Mas James Washington tem qualidade para se tornar mais um WR de peso draftado pela franquia de Pittsburgh. E para o time engrenar nesta temporada, vai precisar muito do camisa 13.

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