segunda-feira, 5 de outubro de 2020

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Acostumado a vencer em LSU, a 1ª escolha do Draft de 2020 e vencedor do Troféu Heisman, Joe Burrow, finalmente conquistou a sua 1ª vitória na NFL como profissional. Diante do Jacksonville Jaguars no domingo (04), Burrow liderou o primeiro triunfo do Cincinnati Bengals na temporada e impediu que o time começasse o calendário sem vencer nas primeiras 4 rodadas, assim como aconteceu no último ano. Mais do que isso, o camisa 9 não se abalou com o início de 2 derrotas e vem mostrando sinais claros de evolução, nos fazendo esquecer que o QB de 24 anos é apenas um calouro. A vitória de 33-25 sobre o Jacksonville Jaguars também contou com um recorde individual para o jogador, que vem deixando tudo em campo independente do resultado final.

Diante do Jacksonville Jaguars, Joe Burrow não teve que usar o braço tantas vezes quanto nas semanas 2 e 3 e contou com o auxílio do RB Joe Mixon, autor de 3 TDs na tarde, para liderar a virada de Cincinnati sobre o rival no 2º tempo da partida. O camisa 9 terminou o jogo com 25 passes completados em 36 tentativas e ainda conectou o seu 6º passe para Touchdown na temporada. Mesmo lançando a sua 2ª interceptação no ano, em grande jogada do LB Myles Jack para a defesa de Jacksonville, o camisa 9 mostrou frieza e maturidade na etapa final para construir a vitória e novamente impressionou a tão carente torcida em Cincinnati, que em número reduzido devido a pandemia de Covid-19 pode acompanhar o seu time em casa pela 2ª vez em 2020.

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Além da vitória sobre o rival, Burrow teve outros motivos para comemorar no domingo. Diante do Jaguars, o QB foi sackado apenas 1 vez, número encorajador para a equipe comandada pelo técnico Zac Taylor. Nas primeiras três partidas da temporada, o calouro teve problemas por conta da fragilidade da sua linha ofensiva e acabou derrubado pelas defesais rivais em 14 oportunidades, 8 delas apenas pela defesa do Eagles, na semana 3. Individualmente, Joe Burrow também fez historia contra Jacksonville ao completar o seu 3º jogo seguido com 300+ jardas aéreas, se tornando o 1º QB calouro da NFL a realizar esse feito no futebol americano profissional.  “Eu acho que Zac Taylor está fazendo um ótimo trabalho e me deixando confortável com as suas chamadas. Ele entende o que eu gosto de fazer em certas situações”, afirmou o QB após o jogo.

Sob o comando de Joe Burrow em 2020, o ataque do Cincinnati Bengals ainda precisa encontrar o seu rumo na temporada. Após 4 jogos, o setor é apenas o 19º da NFL em pontos anotados e o 20º em jardas conquistadas. A conta não bate quando percebemos que o time é o 5º da liga em tentativas de passes, impulsionado pelo uso exagerado de Burrow nas semanas 2 e 3, quando o QB lançou mais de 40 vezes diante de Browns e Eagles. Outro número preocupante da unidade é o de Turnovers, já que Cincinnati é o 8º pior time do futebol americano no quesito até o momento. Mesmo com um inconstante ataque terrestre e uma linha ofensiva que ainda não inspira confiança, é importante que o Bengals não transfira toda a responsabilidade durante os jogos para a 1ª escolha geral do Draft e descubra formas mais equilibradas de atuar, exatamente como aconteceu contra Jacksonville. No outro lado da bola, a defesa de Cincinanti (4ª melhor em TDs aéreos cedidos e 8ª forçando interceptações) vem tendo bons momentos na temporada.

O DESEMPENHO DE JOE BURROW COMO CALOURO VEM SENDO SATISFATÓRIO?

A chegada de Joe Burrow na NFL foi esperada e antecipada como poucas na história recente e fez lembrar o período de Andrew Luck no Indianapolis Colts. Indiscutivelmente, o ex-QB de LSU foi escolhido pelo Bengals para mudar a cultura de uma franquia que se via presa na falta de sorte e de resultados nos últimos anos. Burrow, apesar de jovem, é uma estrela e chama a atenção da mídia e dos fãs da NFL, tirando Cincinnati do antagonismo independente dos seus resultados em campo. Ao dar total liberdade para o jogador liderar o ataque e mostrar do que é capaz nas primeiras semanas, a franquia acabou colocando o camisa 9 em situações desnecessárias e arriscadas para um calouro, por maior que seja o seu talento. A medida em que o Bengals diminuir a pressão em cima da sua nova estrela, a tendência é que o time se torne mais competitivo e as coisas encaixem naturalmente.

Quanto ao desempenho individual de Joe Burrow, é possível avaliar coisas boas e ruins. Até agora no nível profissional, o QB não perdeu o seu estilo de liderança e a calma dentro e fora do pocket para tomar decisões. Como já era esperado, ele tem mostrado sinais de grande maturidade para um jogador da sua idade, ainda mais quando exposto a um ambiente que ainda não lhe dá totais condições de mostrar toda a sua qualidade. Por outro lado, é fundamental que Burrow entenda que ele ainda não é capaz de resolver todos os problemas de Cincinnati em uma ou duas temporadas e o processo precisa acontecer da forma mais natural possível. Em 2020, a missão do QB é trazer de volta a esperança para uma franquia que parecia perdida e se adaptar o mais rápido possível ao ritmo do jogo profissional. Será interessante acompanhar a evolução semana após semana do jovem jogador, agora com a sua 1ª vitória na NFL estampada no currículo.


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