sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Compartilhe

Todo ano, temos notícias dos treinamentos das equipes que são clichês de jornalistas que cobrem os treinos como “está na melhor forma de sua vida”, “ganhou 4 quilos de massa muscular”, entre outros. Muitos desses clichês servem para aumentar as chances de o jogador conseguir uma extensão contratual melhor, ou valorizá-lo de forma artificial, sem que nada seja mostrado em campo, durante a temporada.

Jogadores em ano de contrato (que estão em último ano do contrato vigente) normalmente querem ter o seu ano de explosão para assinar uma boa renovação ou um belo contrato quando chegar a free agency, o que torna alguns (poucos) desses boatos verdadeiros. Entre boatos e informações verdadeiras, o que realmente valerá para um novo contrato é a produção em campo. Veremos aqui exemplos de jogadores que estão nesta situação para 2019.

LeiaMais: Top 150 – Fantasy Football 2019 (Parte 1)

Leia Também: Fantasy: o arriscado Top 10 de 2019

RB Kenyan Drake (Miami Dolphins)


Drake é um típico jogador, como muitos no ataque do Dolphins, que tem expectativa de estar em sua melhor forma e explodir em todo início de temporada, mas agora, está em ano de contrato e é realmente o ano em que ele precisa de produzir bem para ganhar um bom contrato, seja em Miami ou em outro lugar. Drake apareceu de bota ortopédica nos treinos da equipe, o que não é um bom sinal para o início de temporada. Se Drake perdeu jogos e espaço para Kalen Ballage no início da temporada, precisará de correr atrás do prejuízo para garantir bons rendimentos em seu próximo contrato.

RB Derrick Henry (Tennessee Titans)


Outro jogador em que sempre se fala muito na pré-temporada, Henry saiu do futebol americano universitário badalado, sendo vencedor do Heisman Trophy em uma das suas temporadas em Alabama. Chegou em Tennessee como complemento a DeMarco Murray, estrela da liga na época e com a aposentadoria deste teve de assumir o protagonismo do backfield do Titans. Henry costuma ser o corredor 8 ou 80, que vence na força, por conta de seu biotipo. Muito pesado, demora a acelerar e mudar de direção, o que prejudica em algumas corridas, mas quando embala é capaz de proporcionar lances emblemáticos como o touchdown de 99 jardas contra o Jacksonville Jaguars, em 2018. Muito por conta desses highlights, Henry não deve ter problemas em arrumar um time em 2020, mas um ano bom em 2019 pode lhe proporcionar um contrato top da posição.

EDGE Dante Fowler Jr (Los Angeles Rams)


Escolhido no top 3 do draft de 2015, Fowler nunca teve uma produção que justificasse a expectativa depositada nele na época do draft. Passou todo ano de calouro lesionado, depois voltou e chegou a jogar bem, mas nada no nível de uma escolha top 3 do draft. Trocado para os Rams ano passado, assinou por um ano com a franquia de Los Angeles para provar seu valor. Precisa de melhorar sua habilidade de sair dos bloqueios e conter as corridas adversárias para não ser apenas um jogador de pass rush em 3 descidas longas. Ainda assim, não deve receber um contrato top da posição, a menos que seja um jogador de 20 sacks em 2019, o que com certeza elevaria seu patamar entre as franquias da liga.

EDGE Vic Beasley (Atlanta Falcons)


Jogador líder em sacks da liga em 2016, Beasley não teve sucesso parecido em 2017 e 2018 e caiu bastante de produção. Sofreu e foi inconsistente como quase todo time de Atlanta ano passado e vai precisar de voltar ao nível de 2016 para ter uma boa renovação de contrato para 2020. Com as renovações de Grady Jarrett, Deion Jones e Matt Ryan nos últimos tempos e a de Julio Jones chegando, creio que Beasley vá ganhar seu novo contrato em um outro lugar, longe do Mercedes Benz Stadium.

QB Jameis Winston (Tampa Bay Buccaneers)


Winston, primeira escolha geral do draft em 2015, chegou com status de vencedor do Heisman Trophy no futebol americano universitário e com alguns problemas extra-campo. Em campo, passes maravilhosos e interceptações horríveis, contrastavam e deixavam uma dúvida na torcida sobre Winston ser o futuro da franquia. Em 2019, Winston terá Bruce Arians, gênio ofensivo e um novo sistema que deverá favorecer suas características e precisará provar que vale o investimento de um contrato pesado de quarterback para o bolso do Tampa Bay Buccaneers nos próximos anos e que consegue se manter saudável e instável mentalmente para conduzir o ataque do time da Flórida.

QB Marcus Mariota (Tennessee Titans)


Assim como seu companheiro Derrick Henry e Jameis Winston, Mariota foi vencedor do Heisman Trophy e foi escolhido na segunda escolha geral do draft de 2015, só atrás de Winston. Teve momentos de brilho, como nós playoffs de 2017 contra o Kansas City Chiefs, no Arrowhead Stadium, quando virou um jogo totalmente adverso e momentos bizarros de pane mental. Agora com a promessa de um novo coordenador ofensivo e novas armas dadas pela diretoria, é o “vai ou racha” para Mariota se manter saudável e levar o time de Tennessee ao próximo nível, caso contrário, o time que trocou pelo quarterback Ryan Tannehill deve deixá-lo ir ao mercado e trazer um calouro para amadurecer no banco de Tannehill.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.