terça-feira, 4 de junho de 2019

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No mundo dos esportes, a glória e o ostracismo são separados por uma linha muito tênue. Especificamente no futebol americano, as margens são ainda menores. É um esporte de muito contato físico pesado, o que aumenta a chance de lesões graves, que mudam o rumo de uma carreira. Além disso, a alta complexidade tática do jogo faz com que várias vezes uma mudança de técnico e/ou esquema prejudique (ou beneficie) demais jogadores que tem características específicas.

Lidar com os altos e baixos do jogo não é fácil, e não são todos que conseguem dar a volta por cima depois de alguma adversidade. Como forma de reconhecimento a quem o consegue, a NFL entrega o prêmio de Comeback Player of the Year ao atleta que passou por algo sério (geralmente lesões mesmo – mas já tivemos casos de problemas de saúde, questões policiais ou mesmo crescimento técnico) e se recuperou na última temporada.

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Nos próximos parágrafos, citaremos alguns jogadores importantes para seus times, não puderam ir bem em 2018 e tem agora uma chance de se recuperar. São os maiores candidatos à grande reviravolta de 2019 (sem uma ordem específica de probabilidade).

Cam Newton (QB, Carolina Panthers): as chances de playoffs do Panthers no ano passado foram para o vinagre quando o desempenho de Newton – e do time por consequência – despencou na segunda metade da temporada, muito disso devido a uma lesão no ombro. Ainda há alguma desconfiança sobre o seu nível físico, mas se ele estiver bem, e com um grupo melhor de recebedores para este ano, é plausível que ele jogue até melhor do que no começo do ano passado, e se aproxime do nível de jogo que o levou a ser o MVP em 2015.

Earl Thomas (FS, Baltimore Ravens): Thomas é um dos maiores jogadores da história do Seahawks, mas viu sua relação com a franquia acabar do pior jeito possível: em uma maca, com a perna quebrada, e mandando o dedo para o técnico Pete Carroll. Ano novo, vida nova, time novo. Agora em Baltimore, o trintão Thomas tem um interessante desafio: liderar a defesa que foi a melhor da NFL em 2018, mas passou por algumas transformações. Se ele voltar ao seu nível habitual, as chances são boas.

Travis Frederick (C, Dallas Cowboys): Um dos melhores centers da década na NFL, Frederick ficou de fora da temporada 2018 após ser diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que causa fraqueza muscular, que obviamente o impediu de praticar esporte em alto nível. Se as vezes é complicado prever o retorno de uma lesão, imagine então de uma doença. Mas as notícias sobre sua reabilitação são boas, e se Frederick voltar a 80% do nível e da consistência que ele já apresentou, Dak Prescott e Zeke Elliott agradecerão muito.

Jimmy Garoppolo (QB, San Francisco 49ers): o torcedor do 49ers estava bem otimista para 2018, até que Jimmy G lesionou o joelho, e tudo foi embora. O time perdeu alguns jogos apertados, que levaram muita gente a perguntar como seria o desfecho da temporada se ele estivesse em campo. Agora ele está novamente saudável, e é alguém que pode ser influente na disputa pelos playoffs na NFC.

Hunter Henry (TE, Los Angeles Chargers): após a aposentadoria de Rob Gronkowski, o posto de melhor tight end da NFL ficou em aberto. Entre os “candidatos” ao posto, quase ninguém lembrou de Hunter Henry. O que por um lado é normal, já que ele não jogou em 2018, devido a uma lesão sofrida nos primeiros treinamentos da pré-temporada, ainda em maio. No outro lado, se ele retornar ao nível de 2017, estará sim entre os melhores da Liga em sua posição. E pode ser a diferença para o Chargers vencer mais jogos em janeiro.

Deion Jones e Keanu Neal (LB e SS, Atlanta Falcons): um dos motivos do frustrante 2018 do Atlanta Falcons foi a miríade de lesões que assolou a defesa. As duas principais foram Jones e Neal, dois jogadores jovens, dinâmicos e playmakers. Sem eles, o nível da defesa despencou, mas os seus retornos fazem com que a unidade de Atlanta seja uma das mais subestimadas da NFL. Olho neles.


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